Cada vez mais tenho cada vez menos entusiasmo por pessoas com muitas certezas sobre as coisas. Eu, cá comigo, já entendi que na minha vida quanto mais forem as vezes em que disser "tenho certeza", mais serão as vezes em que terei que dizer "sinto muito, estava errada". Então, como não posso dissociar o que vivi do que vejo do mundo, aquieto as certezas alheias.
Já compreendi: nunca ninguém me enxergará de verdade. Serei sempre um espelho a refletir de volta o que existe no interior das pessoas. Às vezes refletirei luz e isso as farão amar-me. Em outras espelharei sombra e, então, elas me odiarão. Quase sempre pensarão que me enxergam de verdade e está tudo bem para mim - minha verdade ressoa tranquilamente dentro de meu coração, se nem eu mesma me conheço ao certo, como posso querer que me saibam de verdade?
Sigo, testemunha ocular dos processos; dos meus, em primeiro lugar. Eu mudo tanto, todo o tempo, que já não mais acredito em certezas. Para que servem as certezas, se são chatas e cegas? Eu, quando me testemunho a certezear a vida alheia, busco olhar para mim. E, sempre que me busco nas certezas que estabeleço para as existências alheias, costumo me encontrar.
O que prefiro refletir então? Que sejam sombras, não importa. "Se minha luz
reflete a sua sombra, você pode resistir ou crescer. E se a sua luz reflete a minha sombra, eu o honrarei e agradecerei" - Cora Flora
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