segunda-feira, 26 de maio de 2008

Três Conselhos


Três conselhos espontâneos de Lama Michel
:: Bel Cesar ::

Lama Michel já voltou para Itália, mas seus ensinamentos continuam se expandindo no Brasil...Há poucas semanas, estava conversando com meu filho Lama Michel sobre a disponibilidade interna que precisamos ter ao encarar projetos que nos comprometem a longo prazo. Quando espontaneamente ele me disse: “Mãe, eu aprendi três coisas: não tenha medo de ser quem você é, saiba até aonde você quer ir e ofereça ao invés de pedir”.

Assim que pude, anotei nossa conversa. Conforme compartilho com amigos e pacientes estes três pontos, vejo o quanto eles são um conselho real e profundo.Lama Michel ressaltou: “É melhor que a gente seja transparente, pois mais pra frente vai vir à tona quem somos realmente. Então, uma vez que vamos ter que lidar de qualquer maneira com nossas dificuldades, é melhor procurar desde o início encontrar soluções do que criar desentendimento e decepção mais tarde”. Muitas vezes, temos receio até mesmo de expressar nossas qualidades e dons, pois não estamos familiarizados com a simples experiência de nos expormos, isto é, de nos expressarmos de modo singular. Quando criança, aprendemos, sem nos darmos conta, muito sobre como devemos nos comportar para sermos mais aceitos, conquistar atenção e recursos para nossas necessidades básicas. Ao crescer, muitas destas associações ganham um novo peso conforme aprendemos a nos relacionar com as pessoas e com situações muito diferentes da nossa original. Aprendemos a fazer ajustes e a sermos mais flexíveis ao reconhecer que também podemos ter um modo próprio de expressar nosso potencial criativo.

No entanto, quando não formos estimulados a nos expressar, iremos criar preconceitos a respeito de nosso modo natural de ser: precisamos lutar para ser quem de fato somos.

Se em nosso ambiente de infância tivermos tido pais (ou as pessoas mais próximas de nosso convívio) que souberam expressar o seu próprio potencial criativo, mais tarde esta lição será mais fácil de ser praticada por nós mesmos. Mas se eles não foram pessoas interessadas em aprender e explorar o mundo à nossa volta, com muitos dogmas e preconceitos, teremos que descobrir por nós mesmos como mobilizar em nosso interior disponibilidade e inspiração para fazer novas descobertas. Quanto mais sincero tiver sido o modo de se expressar de nossos pais, menos estereotipado será o nosso comportamento quando adultos. Cada um sabe o quanto teve que treinar para ter a satisfação de ser quem se é...

O segundo ponto a que Lama Michel se referiu - saber até onde queremos ir -, sem dúvida só pode ser conquistado com a maturidade. Saber trazer o sonhos para a realidade, a inspiração para a realização e ajustar nossas expectativas com uma visão de futuro é um desafio e tanto! Requer autoridade interna e muita sinceridade, seja em relação ao a nosso próprio potencial, seja para com o ambiente em que nos inserimos...

Por fim, o terceiro ponto - oferecer ao invés de pedir -, merece uma reflexão maior. Podemos, por ora, apenas nos questionar: quando estamos de fato oferecendo algo? Quantas vezes quando damos algo a alguém não temos a intenção de ganhar algo com isso ou até mesmo de seduzir a pessoa?

sexta-feira, 23 de maio de 2008


Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma. Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias. Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas e saem sozinhas. Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos. Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvída? Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormirem abraçados, sabe essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega. Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós. Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos ORKUT, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!"Unindo milhares ou melhor milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis. Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega. Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso à dois. Quem disse que ser adulto é ser ranzinza, um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele. Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida". Antes idiota que infeliz !

(Arnaldo Jabor)

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Sinto vergonha de mim - Cleide Canton e Rui Barbosa por Rolando Boldrim


Sinto vergonha de mim...por ter sido educador de parte desse povo, por ter batalhado sempre pela justiça, por compactuar com a honestidade, por primar pela verdade e por ver este povo já chamado varonil enveredar pelo caminho da desonra.
Sinto vergonha de mim por ter feito parte de uma era que lutou pela democracia, pela liberdade de ser e ter que entregar aos meus filhos, simples e abominavelmente, a derrota das virtudes pelos vícios, a ausência da sensatez no julgamento da verdade, a negligência com a família, célula-mater da sociedade, a demasiada preocupação com o “eu” feliz a qualquer custo, buscando a tal “felicidade” em caminhos eivados de desrespeito para com o seu próximo.
Tenho vergonha de mim pela passividade em ouvir, sem despejar meu verbo, a tantas desculpas ditadas pelo orgulho e vaidade, a tanta falta de humildade para reconhecer um erro cometido, a tantos “floreios” para justificar atos criminosos, a tanta relutância em esquecer a antiga posição de sempre “contestar”, voltar atrás e mudar o futuro.
Tenho vergonha de mim pois faço parte de um povo que não reconheço, enveredando por caminhos que não quero percorrer… Tenho vergonha da minha impotência, da minha falta de garra, das minhas desilusões e do meu cansaço. Não tenho para onde ir pois amo este meu chão, vibro ao ouvir meu Hino e jamais usei a minha Bandeira para enxugar o meu suor ou enrolar meu corpo na pecaminosa manifestação de nacionalidade.
Ao lado da vergonha de mim, tenho tanta pena de ti, povo brasileiro! *** "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto".

segunda-feira, 19 de maio de 2008





















"As Regras Para Ser Humano" href="http://www.umtoquedemotivacao.com/motivacao/as-regras-para-ser-humano-2" target="_blank" rel="bookmark">As Regras Para Ser Humano


_ Você vai receber um corpo. Pode amá-lo ou detestá-lo, mas é a única coisa que você com certeza possuirá até o fim da sua vida.
_ Você vai aprender lições. Ao nascermos, somos imediatamente inscritos numa escola informal chamada “Vida no Planeta Terra”. Todas as pessoase acontecimentos são “professores universais”.
_ Não existem erros, apenas lições. Crescimento é um processo de experimentação, no qual as “falhas”são tão parte do processo quanto os “sucessos”.
_ Uma lição é repetida até que seja aprendida. Será apresentada a você emvárias formas, até que você enfim entenda. Poderá, então, passar para apróxima lição.
_ Se não aprender as lições fáceis, elas se tornam difíceis. Problemas externos são o preciso reflexo do seu estado interior. Quando você limpa obstruções, seu mundo exterior muda. A dor é o jeito do universo chamara sua atenção.
_ Você saberá quando aprendeu uma lição quando suas ações mudarem. Sabedoria é prática.
_ “Lá”não é melhor do que “aqui”. Quando “lá”se torna “aqui”. você vai simplesmente arranjar outro “lá”. que de novo parecerá melhor que“aqui”.
_ Os outros são um espelho de você. Você não pode amar ou odiar alguma coisa sobre o outro a menos que reflita algo que você ama ou odeia em você mesmo.
_ Sua vida, só você decide. A vida dá a tela, você faz a pintura. Escolha as cores e pegue os pincéis!
_ Você sempre consegue o que quer. Seu subconsciente determina quais energias, experiências e pessoas você atrai. Assim, o único jeito certeiro de saber o que você quer é ver o que você tem. Não existem vítimas, apenas estudantes.
_ Não existe certo ou errado, mas existem conseqüências. Dar moral não ajuda. Julgar também não. Apenas faça o melhor que puder.
_ Suas respostas estão dentro de você. Crianças precisam de direção dos outros. Quando amadurecemos, confiamos em nossos corações, onde as leis universais estão escritas. Você sabe mais do que ouviu ou aprendeu.Tudo que você precisa é olhar, prestar atenção, e confiar.
_ Você vai esquecer tudo isso.
_ Mas pode lembrar sempre que quiser.

domingo, 11 de maio de 2008

Você tem medo da Paixão?


Você tem medo da paixão?
:: Sirley Bittú ::

A paixão é comparada ao fogo: intensa, forte, quente, envolvente e extremamente sedutora. Não manda aviso que está chegando nem pede licença para entrar em sua vida.

Algumas pessoas temem a paixão pelo movimento de entrega que ela implica. Paixão é envolvimento, o apaixonado mistura-se ao outro e às próprias expectativas em relação ao outro.

Usamos o termo “cegos de paixão”, porque realmente esta “dança” parece algo cega, não “enxergamos” o outro como se houvesse entre nós uma cortina de fumaça composta por nossas ilusões, fantasias e desejos. Na paixão enxergamos apenas o que queremos ver, nossas necessidades, nossa completude.

E o que isso significa? É ruim a paixão? Saúde ou loucura?

Toda cegueira traz consigo a escuridão e a insegurança. O sentimento de segurança não se desenvolve a partir de nossos olhos, mas dentro de nós. O que nos protege contra o medo é nossa certeza de poder superá-lo. A paixão é uma forma de envolvimento emocional; o que possibilita o permitir-se apaixonar é a sensação de individualidade; quando sabemos quem somos e o que desejamos, a paixão chega como um movimento que acrescenta e nos transforma, mas, quando estamos perdidos dentro de nós, frágeis e imaturos, a paixão torna-se perigosa e viciante, nascem as relações doentias onde o outro passa a ser a parte que necessitamos insanamente.

A maturidade emocional traz segurança e parâmetro para nos lançarmos na paixão. Isto não significa “medir” o quanto se entregar, ou envolver-se de forma moderada tentando evitar um possível sofrimento, pelo contrário, significa ter internamente a certeza que existe um “eu” que está se apaixonando, capaz de se defender e que não “desintegrará” com uma frustração, sofrerá sim, caso se decepcione ou não for correspondido, mas certamente sairá renovado e fortalecido dessa experiência.

A paixão é um movimento intenso onde reina a emoção e onde a razão de nada ou pouco interfere. Como todos os “movimentos” humanos, pode ser positiva, à medida que possibilita crescimento e transformação, ou negativa à medida que torna o indivíduo alienado e dependente emocionalmente.O ser humano necessita amar e ser amado para se desenvolver. Existem várias formas de amar, acredito que o amor é um sentimento que conquistamos, implica em carinho, ternura, gratidão, companheirismo, desejo, amizade, aceitação, e muitas outras coisas, mas, principalmente implica em conhecer o outro.

É comum as pessoas se apaixonarem por alguém que conhecem muito pouco, simplesmente, porque a paixão vem de outra esfera, a esfera da ilusão, tão necessária para nossa vida. Com o decorrer da relação, e ao passo que as pessoas vão se conhecendo melhor, suas qualidades e desejos, suas particularidades, ela vai naturalmente tomando novas formas podendo se transformar em amor, amizade, ternura ou - nas piores hipóteses - em relações doentias, onde reinam outros sentimentos como raiva, posse, inveja, mágoa e ressentimento.

Muitas vezes nos relacionamos buscando no outro o que não temos, ou o que pensamos que não temos. Nas relações patológicas o outro passa a desempenhar o papel ou a função na qual temos dificuldade. Por exemplo, se não sabemos nos defender, colocamos o outro como nosso defensor ao assumirmos a posição de vítimas, enquanto poderíamos usá-lo como modelo, aprendendo com ele a nos “autoproteger”, a sermos mais seguros e assertivos em nossos desejos e responsáveis por nossas atitudes.

O caminho que cada relação vai tomar, dependerá da saúde emocional de cada um dos envolvidos. Devemos cuidar de nossa saúde emocional da mesma forma que cuidamos de nossa saúde física, pois ela interfere em todas as relações que fazemos, sejam pessoais ou profissionais e em nossa busca de viver de forma prazerosa e feliz.

Em síntese: Paixão é vida, é arriscar, é ousar, é envolver-se, é sentir e não apenas pensar. Aprendemos com a experiência a avaliar a relação custo/benefício de nossos atos, mas também aprendemos que a vida não pode ser conduzida pelo medo, pois é preciosa demais para ser desperdiçada. Então... você ainda tem medo da paixão?

20 horas de silêncio por dia

20 HORAS DE SILÊNCIO POR DIA Fabrício Carpinejar  Não é hora de brincar. Não é hora de ser irônico. Não é hora de fazer piada. Não...