quinta-feira, 30 de abril de 2009

Que tal agora?


Recentemente, terminei de ler um livro fantástico chamado Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência. Nele, dentre muitos aprendizados maravilhosos, tem uma passagem que conta sobre um Mestre Zen que, diante de qualquer circunstância, seja ela aparentemente boa ou má, ele simplesmente pratica o estado de presença e aceitação e responde É mesmo?, vivendo o que há para ser vivido! Sem julgar, sem fazer ligação com o passado ou com o futuro. Simplesmente confiando na vida...

Se você reparar, pelo menos os artigos mais recentes que tenho escrito, todos terminam convergindo para a uma idéia muito semelhante: deixar a vida fluir e viver o que está aqui, agora, neste momento, para ser vivido.

Se você pensa que estou falando de uma mesma situação ou de um mesmo aprendizado, está enganado. Apenas entrei num estado de sincronicidade incrível. O que existe dentro de mim e o que existe fora de mim tem sido, dia após dia, algo indissociável. É a unicidade da vida se manifestando milagrosamente, simplesmente porque decidi, definitivamente, que tudo é exatamente como tem de ser.

Mas, então, tudo se trata apenas de uma escolha?!?, você poderia me perguntar. E eu responderia com toda a certeza: sim, apenas uma escolha! É exatamente do que se trata tudo o que você faz ou deixa de fazer na vida: uma escolha, seja ela consciente ou não! Isto é, quanto mais você entra em sintonia com o que há de mais verdadeiro em você, mais consciente será cada uma dessas escolhas que você faz a todo o momento.

E é fácil?!?, poderia ser a sua próxima... E eu não tentaria te iludir! Depende! Na maior parte das vezes, especialmente no início desta sincronicidade, não é tão fácil, já que estamos presos a padrões negativos que foram nutridos durante toda a nossa vida. Então, embora seja simples, nem sempre é fácil. No entanto, a cada dia que você tenta, a cada dia que você treina, torna-se mais fácil do que antes.

O segredo é abandonar a resistência. Toda a nossa dor, todo o nosso sofrimento está em resistir, em não aceitar, em brigar com as circunstâncias que não acontecem exatamente como esperávamos. Travamos uma briga interna a maior parte do tempo, seja com o trânsito, seja com o tempo, seja com alguém que tem um comportamento que nos incomoda, seja com um resultado insatisfatório, seja com nada. Isso mesmo! Brigamos até com o nada, com o que não acontece. Tornou-se praticamente um vício nos mantermos num estado de constante conflito com a vida!

E sabe o que é pior? Nem percebemos. Terminamos acreditando que é assim mesmo. Que o melhor da vida está justamente nesta tensão que parece nos motivar, neste amontoado de problemas a serem resolvidos. Afinal, se pensarmos bem, terminaríamos concluindo: o que seria nossa vida senão todas essas questões a serem ultrapassadas!

Que desperdício!!! Tenho descoberto, na prática, extasiada e feliz, o quanto posso relaxar, parar de fazer força, parar de brigar. O quanto é tão melhor e tão menos difícil viver o tão falado AGORA, que até então eu não havia sentido exatamente que tempo era esse...

Afinal de contas, quando pode ser a vida senão agora? Quando eu posso aproveitar senão agora? E agora, acreditem, neste instante, não há mais nada senão eu mesma escrevendo essas linhas. E agora, enquanto você lê, não há mais nada senão você lendo essas linhas.

O agora é tudo o que temos e o que somos. E quando conseguirmos não entender (porque a mente não é capaz de compreender o agora), mas viver de fato esse momento, viver de fato o agora, sem conduzir nossos pensamentos para o passado ou para o futuro e sem ficar analisando e julgando tudo o que acontece, como se fôssemos juízes do mundo e de nós mesmos, como se pudéssemos controlar o Universo, simplesmente entramos num estado de paz até então desconhecido... e sentimos o que é, finalmente, a felicidade.

Então, simplesmente relaxe os músculos, respire profundamente e se entregue, aceite o que for, o que vier. Tente, só por hoje, responder é mesmo? para tudo o que lhe acontecer, e veja o que acontece.

E quando a sua mente tentar te distrair com reclamações, indignações e tensões, apenas proponha a si mesmo: QUE TAL AGORA? E volte para o único tempo que realmente vale a pena ser vivido! Parece utopia, mas não é!

domingo, 26 de abril de 2009

Só não se esqueça de que o outro te vê como você se mostra!


A maioria de nós já caiu numa armadilha aparentemente banal, mas que é, na verdade, bastante perigosa: a de acreditar que o outro sabe quem somos sem que tenhamos de nos mostrar a ele...

Em decorrência desta crença, muitas pessoas têm vivido experiências frustrantes e amargado sentimentos de tristeza e decepção sem ao menos compreender o que é que fizeram de errado.

O problema é que temos nos perdido entre pensamentos e emoções, fantasias e realidade, especialmente quando o tema é relacionamento, romance e o desejo genuíno de sermos aceitos e queridos pelo outro.

Achamos – equivocadamente – que o outro deve perceber, de alguma forma, o que queremos com ele, o que esperamos da relação ou de uma situação específica. Por algum motivo que ainda não sei exatamente qual é, simplesmente acreditamos que não precisamos nos mostrar para a pessoa por quem estamos interessados como nos mostramos para um amigo íntimo, por exemplo.

Não estou dizendo que o outro tem de saber absolutamente tudo o que pensamos e sentimos, mas precisa sim – com toda a certeza – enxergar aquilo que desejamos que ele reconheça em nós. E só existe um modo de fazer isso acontecer: mostrando-nos, falando, deixando claro, seja através de atitudes, comportamentos sutis ou palavras.

Acontece que vivemos na era das ‘formas prontas’. Além das medidas físicas, das roupas, dos cabelos preestabelecidos, e além da busca insana por botox, silicone, academia, dietas, entre outros exageros cometidos sem o mínimo de consciência real, resolvemos apostar que precisamos nos comportar como o parceiro ideal, aparentemente perfeito. E tentamos, a todo custo, nos moldar a este formato inventado sabe-se lá por quem...

Outro dia, numa mesa de bar com uns amigos, falávamos sobre casar, namorar, ter filhos, ficar, beijar entre outros atos que demonstram vontade de estar com alguém. E a impressão que me deu, ao voltar para casa, é que quase ninguém se assume. Quer tudo isso, mas por alguma razão estúpida e incoerente, resolveu acreditar que o bonito é não querer, é não demonstrar suas verdadeiras intenções, como se a relação fosse um jogo de enigmas a serem desvendados.

Aos amigos, ainda se atrevem a revelar seus sentimentos e desejos, mas basta que alguém se aproxime para que rapidamente vistam a fantasia de desencanados, livres e independentes. Só faltam dizer com todas as letras: estou muito bem sozinho, obrigado!

E daí, é só observar: quanto mais a pessoa tenta esconder o que quer, mais seus desejos escapam sem que ela perceba. Assim, embora sustentem com relativa facilidade o estilo ‘tô nem aí pra você’, dois dias depois estão ligando sem parar, cobrando a presença do outro, fazendo de tudo para que os encontros continuem e... lá se foi toda a pose, dando lugar a uma atitude pedante, autônoma, sem a menor noção de que tudo isso está apenas deixando claro o quanto não precisamos fazer tanta força para parecermos algo que não somos, para corresponder a uma imagem que, em última instância, não existe, não é condizente com o coração humano.

Portanto, se você quer que o outro saiba que você sente vontade de se casar, de ter uma família, de viver um romance, de ter filhos, de se relacionar comprometidamente ou – por outro lado – que você não sente vontade de nada disso neste momento, mostre, fale, deixe claro! Obviamente vai correr o risco de vê-lo ir embora, mas ao menos terá sido coerente com o que verdadeiramente quer.

É muito mais fácil e honesto admitirmos que temos medo de não agradar, de assustar o outro ou de parecer cafonas ou antiquados, mas chega de agirmos de forma subterfugia, parcial, mascarada. Chega de agirmos arbitrariamente, imprimindo no outro impressões falsas sobre nós, que não correspondem com o que realmente carregamos em nosso coração.

No final das contas, é justamente essa mistura entre a imprecisão e a espontaneidade, a cautela e a vontade, o desejo e o medo do desconhecido que torna o amor uma alquimia imperdível. Com um pouco mais de ousadia e coragem, experimente mostrar quem você é... e quem sabe você surpreenda mais do que imaginava ser capaz?!

de 27 de abril a 03 de maio de 2009
O excesso de atividade pode causar estresse e o exporá a vírus e contágios capazes de provocar problemas de saúde. Por essa razão procure se poupar caso contrário acabará ficando doente! O momento astral facilita os novos contatos, seja no campo profissional que no campo amoroso. Se estiver à procura de um parceiro, esse é um bom momento para sair na paquera! As suas novas iniciativas obterão um bom retorno e também na área das amizades conseguirá obter os melhores resultados possíveis: não faltarão recompensas e elogios por seu empenho profissional. A Lua crescente favorece as novas iniciativas: invista!

domingo, 19 de abril de 2009

Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz...


Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz...
:: Rosana Braga ::

Pois é... a sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade absurda.

Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser urgentemente revisto, reavaliado e reconduzido.

Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade, não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário que vivemos atualmente.

Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não faz muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar. Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que ganhava – a partir de então – um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então.

Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas. E neste momento vivemos como que em meio a um furacão, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma...

E a pergunta se repete, incessantemente: por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor? Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros?

Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas. Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer, ou fez tudo errado...

Talvez já tenha dito para si mesmo, incontáveis vezes, que prefere ficar só, desfrutar de sua liberdade, preservar seu espaço e sua individualidade e, cara a cara com seu espelho, sentiu medo da solidão ou o peso quase insuportável da falta de um abraço...

E nesses momentos, convencido (?) pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você, o conflito interno é praticamente inevitável: o que eu realmente quero? Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto? E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei?

Não sei... mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose. O que era antes não é mais. O que será ainda não sabemos. Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral.

O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual. Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas. De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas... Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor). Ah! E que seja para sempre, claro!

Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado. As engrenagens externas estão totalmente desencaixadas das internas. Os ritmos estão desencontrados. O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras. Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser!

Tudo bem... acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o grande-amor-dos-contos-de-fadas é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência.

A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa. Não é! Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado. E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado. Simplesmente porque somos gente e gente é assim: incerta, imperfeita e inconstante.

E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor...

de 20 a 26 de abril de 2009
Vênus, seu regente, está em conjunção com Marte e este com Urano: cuidado, você poderá se apaixonar subitamente! Este aspecto indica um período de grande envolvimento sentimental, porém, vá com calma e não se iluda, lançando-se em aventuras românticas das quais acabará saindo frustrado. Neste período, os relacionamentos capengas e não satisfatórios terão tendência a acabar de maneira súbita. O período mais favorável da semana será entre a sexta e o domingo, quando seu charme natural e seu carisma pessoal lhe oferecerá ótimos momentos de lazer e prazer. Podem acontecer convites inesperados! Aceite os desafios.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Tá doendo? Então Solta!


Tá doendo?!? Então, solta!
:: Rosana Braga ::

Sabe quando você vive uma situação difícil, angustiante e que te incomoda? Quando você não sabe o que dizer, o que fazer ou como agir para que a dor passe ou ao menos diminua?

Pois vou te contar o que tenho descoberto, por experiência própria! Em primeiro lugar, observe a situação toda e, sobretudo, observe a si mesmo e os seus comportamentos.

Errou? Tente consertar e, de qualquer modo, peça desculpas!
Fez ou falou o que não devia? Explique-se, seja sincero, não tente esconder seu engano ou fingir que nada aconteceu... Valide a dor do outro, sempre.
Ta difícil conseguir uma nova chance? Dê um tempo. Espere... Às vezes, algumas noites bem dormidas e alguns dias sem a imposição de sua presença ou a insistência de suas tentativas são preponderantes para que os sentimentos bons sejam resgatados e para que um coração possa ser reconquistado.

Por fim, fez tudo isso e não deu certo? Não rolou? A pessoa até te perdoou, mas a massa desandou, a história se perdeu, os desejos esfriaram?!?

Você se sente inconformado, esmagado pelo arrependimento, atordoado pela tristeza do que poderia ter sido e não foi? Tem a sensação de que estragou tudo? Não sabe mais o que fazer para parar de doer? Acredite, só tem um jeito: solta!

A dor é conseqüência de um apego inútil! Deixa ir... Deixa rolar... Se você já fez o que podia fazer, tentou e não deu, confie na vida, confie no Universo e siga em frente. Pare de se lamentar, pare de se debater e de se perder cada vez mais, e tenha a certeza absoluta de que o que tiver de ser, será!

Quando essa certeza chega, é impressionante: a gente simplesmente relaxa e solta! E quando solta, a dor começa a diminuir, e a gente começa a compreender que está tudo certo, mesmo quando não temos a menor idéia de que certo é esse. Mas quando menos esperamos, tudo fica absolutamente claro!

Não se trata de desistir, mas de confiar! Isso é o que se chama FÉ! Isso é o que desejo a mim e a você, quando algo estiver doendo em nós...

sábado, 11 de abril de 2009

Um roteiro interessante...





Um roteiro para ser feliz no amor
:: Flávio Gikovate ::

1. O amor é um sentimento que faz parte da "felicidade democrática", aquela que é acessível a todos nós. É democrática a felicidade que deriva de nos sentirmos pessoas boas, corajosas, ousadas, etc. A "felicidade aristocrática" deriva de sensações de prazer possíveis apenas para poucos: riqueza material, fama, beleza extraordinária. Felicidade aristocrática tem a ver com a vaidade e é geradora inevitável de violência em virtude da inveja que a grande maioria sentirá da ínfima minoria.

2. É difícil definir felicidade: podemos, de modo simplificado, dizer que uma pessoa é feliz quando é capaz de usufruir sem grande culpa os momentos de prazer e de aceitar com serenidade as inevitáveis fases de sofrimento. É impossível nos sentirmos felizes o tempo todo, mas os períodos de felicidade correspondem à sensação de que nada nos falta, de que o tempo poderia parar naquele ponto do filme da vida.

3. Apesar de ser acessível a todos, o fato é que são muito raras as pessoas que são bem sucedidas no amor. Ou seja, deve existir um bom número de requisitos a serem preenchidos para que um bom encontro aconteça. Não tem sentido pensar que a felicidade sentimental se dê por acaso; não é bom subestimar as dificuldades que podemos encontrar para chegar ao que pretendemos; as simplificações fazem parte das estratégias de enganar pessoas crédulas.

4. O primeiro passo para a felicidade sentimental consiste em aprendermos a ficar razoavelmente bem sozinhos. Trata-se de um aprendizado e requer treinamento, já que nossa cultura não nos estimula a isso. Temos que nos esforçar muito, já que os primeiros dias de solidão podem ser muito sofridos. Com o passar do tempo aprendemos a nos entreter com nossos pensamentos, com leituras, música, filmes, internet, etc. Aprendemos a nos aproximar de pessoas novas e até mesmo a comer sozinhos. Pessoas capazes de ficar bem consigo mesmas são menos ansiosas e podem esperar com mais sabedoria a chegada de amigos e parceiros sentimentais adequados.

5. Temos que aprender a definir com precisão nossos sentimentos. Nós pensamos por meio das palavras e se as usarmos com mais de um sentido poderemos nos enganar com grande facilidade. Cito, a seguir, alguns dos conceitos que tenho usado e o sentido que a eles atribuo. Amor é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca a sensação de paz e aconchego. O aconchego representa a neutralização do vazio, da sensação de desamparo que vivenciamos desde o momento do nascimento. O aconchego é um "prazer negativo", ou seja, a neutralização de uma dor que existia - nos leva de uma condição negativa para a de neutralidade. Amizade é o sentimento que temos por alguém cuja presença nos provoca algum aconchego e cuja conversa e modo de ser nos encanta. Segundo essa definição, a amizade é sentimento mais rico do que o amor, já que a pessoa que nos provoca o aconchego - apesar de que menos intenso e, por isso mesmo, gerador de menor dependência - é muito especial e desperta nossa admiração pelo modo como se comporta moral e intelectualmente. Sexo é uma agradável sensação de excitação derivada da estimulação das zonas erógenas, de estímulos visuais e mesmo de devaneios envolvendo jogo de sedução e trocas de carícias tácteis. É evidente que a sexualidade envolve questões muito complexas, que não cabe aqui discutir. Quero apenas enfatizar que sexo e amor correspondem a fenômenos completamente diferentes, sendo que o amor está relacionado com o "prazer negativo" do aconchego e o sexo é "prazer positivo", já que nos excitamos e nos sentimos bem mesmo quando não estávamos mal; o amor nos leva do negativo para o zero, ao passo que o sexo nos leva do zero para o positivo. Amor, sexo e amizade podem existir separadamente e também podem coexistir. A mesma pessoa pode nos provocar aconchego e desejo sexual mesmo sem nos encantar intelectualmente; nesse caso, falamos de amor e de sexo. Podemos estabelecer um elo de amizade e sexo sem o envolvimento maior do amor. Podemos vivenciar o sexo em estado puro, assim como o amor - como é o caso do amor que podemos sentir por nossa mãe, que independe de suas peculiaridades intelectuais e não tem nada a ver com o sexo.

6. A escolha amorosa adequada se faz quando o outro nos desperta o amor, a amizade e o interesse sexual. A essa condição tenho chamado de +amor, mais do que amor. Amigos são escolhidos de modo sofisticado e de acordo com afinidades de caráter, temperamento, interesses e projetos de vida (falo dos poucos amigos íntimos e não dos inúmeros conhecidos que temos). A escolha amorosa deverá seguir os mesmos critérios, sendo que a escolha depende também de um ingrediente desconhecido e indecifrável - porque escolhemos esse e não aquele parceiro? Não é raro que no início do processo de intimidade a sexualidade não se manifeste em toda sua intensidade. Isso não deve ser motivo de preocupação, já que faz parte dos medos que todos temos quando estamos diante de alguém que nos encanta de modo especial.

7. O medo relacionado com o encantamento amoroso é que determina o estado que chamamos de paixão: paixão é amor mais medo! Temos medo de perder aquela pessoa tão especial e do sofrimento que, nessa condição, teríamos. Temos medo de nos aproximarmos muito dela e de nos diluirmos e nos perdermos de nós mesmos em virtude de seus encantos. Temos enorme medo da felicidade, já que em todos nós os momentos extraordinários se associam imediatamente à sensação de que alguma tragédia irá nos alcançar - o que, felizmente, corresponde a uma fobia, ou seja, um medo sem fundamento real. As fobias existem em função de condicionamentos passados e devem ser enfrentadas de modo respeitoso, mas determinado.

8. Para ser feliz no amor é preciso ter coragem e enfrentar o medo que a ele se associa. Esse é um exemplo da utilidade prática do conhecimento: ao sabermos que o amor - aquele de boa qualidade, que determina a tendência para a fusão e provoca a enorme sensação de felicidade - sempre vem associado ao medo, não nos sentimos fracos e anormais por sentirmos assim. Ao mesmo tempo, adquirimos os meios para, aos poucos, ir ganhando terreno sobre os medos e agravando a intimidade com aquela pessoa que tanto nos encantou.

9. Quando o medo se atenua, desaparece a paixão. Isso não deve ser entendido como o enfraquecimento ou o fim do sentimento amoroso pleno. Sobrou "apenas" o amor. O que acaba é o tormento, o "filme de suspense". Fica claro que a coragem é requisito básico para a vitória sobre o medo e a realização do encontro amoroso. O encontro é menos ameaçador quando somos mais independentes e capazes para ficar sozinhos; nossa individualidade mais bem estabelecida nos faz menos disponíveis para a tendência à fusão que é usual no início dos relacionamentos mais intensos. Quando o medo se atenua costuma aumentar o desejo sexual. Se o parceiro escolhido for também um amigo não faltarão ingredientes para a perpetuação do encantamento. Desaparece o medo, mas não desaparecerá o encantamento, a menos que a única coisa interessante fosse o "filme de suspense" - e se for esse o caso é melhor que o relacionamento termine aí. No +amor assim constituído, o encantamento só desaparecerá se desaparecer a admiração.

10. A admiração só desaparecerá se houver abalos graves na confiança ou se tiver havido grave engano na avaliação do parceiro. É evidente que ao longo de um convívio íntimo com uma pessoa com a qual temos muita afinidade surgirão também diferenças de todo o tipo. Não existem "almas gêmeas", de modo que nem todos os pontos de vista serão afinados, nem todos os hábitos serão compatíveis, etc. É o momento em que surgem certa decepção e dúvidas acerca do acerto da escolha. É nesse ponto que percebemos que a escolha amorosa se faz tanto com o coração como com a razão: a admiração deriva de uma avaliação racional do outro, ainda que o façamos de modo camuflado porque aprendemos que o amor é uma mágica determinada pelas flechas do Cupido. A avaliação da importância das diferenças que finalmente se revelaram determinará a evolução, ou não, do relacionamento. A serenidade na análise de situações dessa natureza só pode acontecer com pessoas portadoras de boa tolerância a frustrações e contrariedades. Assim, a maturidade emocional que se caracteriza pela capacidade de suportarmos bem as dores da vida é requisito indispensável para a felicidade amorosa.

11. É preciso muita atenção, pois o medo tende a se esconder atrás das dúvidas que derivam das diferenças no modo de ser do outro, do menor desejo sexual inicial e também das eventuais dificuldades práticas derivadas das circunstâncias da vida daqueles que se encontraram e se encantaram. O medo é sempre presente e se formos mais honestos conosco mesmos saberemos melhor separá-lo de seus disfarces. É por isso que o conhecimento, que determina crescimento e fortalecimento da razão, é tão útil para que possamos avançar até mesmo nas questões emocionais. A coragem é a força racional que pode se opor e vencer o medo. Ela cresce com o saber e as convicções e também com a maturidade emocional que nos faz mais competentes para corrermos riscos e eventualmente tolerarmos alguns fracassos.

12. A maturidade moral dos que se amam é indispensável para que se estabeleça a mágica da confiança, indispensável para que tenhamos coragem de enfrentar o medo de sermos traídos ou enganados, o que geraria um dos maiores sofrimentos a que nós humanos estamos sujeitos. Não podemos confiar a não ser em pessoas honestas, constantes e consistentes. Assim sendo, este é mais um requisito para que possamos ser felizes no amor. Temos que possuir esta virtude moral e valorizá-la como indispensável no amado. Não há como estabelecermos um elo sólido e verdadeiro com um parceiro não confiável a não ser que queiramos viver sobre uma corda bamba.

13. São tantos os requisitos básicos para que o +amor se estabeleça que não espanta que ele seja tão incomum mesmo sendo uma felicidade possível para todos. Temos que nos desenvolver emocionalmente até atingir a maturidade que nos permita competência para lidar com frustrações. Temos que avançar moralmente para nos tornarmos confiáveis. Temos que ganhar conhecimento mais sofisticado e útil sobre o amor para que possamos ter uma razão geradora da coragem necessária para ousarmos nessa aventura. Temos que ter competência para ficar sozinhos para que possamos desenvolver melhor nossa individualidade e não nos deixarmos seduzir pela tentação da fusão romântica e a excessiva dependência, além de podermos esperar com paciência a chegada de um parceiro adequado. As virtudes necessárias à felicidade sentimental são todas elas "virtudes democráticas", ou seja, acessíveis a todos e cuja presença em uns não impede que surjam nos outros - é sempre bom lembrar que o mesmo não acontece, por exemplo, com o dinheiro: para que uns tenham bastante é inevitável que muitos outros tenham pouco. As virtudes democráticas podem existir em todos aqueles que se empenharem no caminho do crescimento interior. Acontece que elas não são fáceis de serem conquistadas e nem se pode chegar a elas a não ser por meio de uma longa e persistente caminhada. Não existem atalhos e o trajeto pode demorar anos. O caminho é por vezes penoso, mas ainda assim fascinante. Trata-se de uma densa viagem para dentro de nós mesmos, na direção do autoconhecimento.

14. Quando estamos prontos, o parceiro adequado acaba se mostrando diante de nossos olhos. Não precisamos nos esforçar, sair de nossas rotinas de vida e buscar ativamente o encontro amoroso. Tudo irá acontecer quando for chegada a hora e sempre é bom ter paciência, já que esperar com serenidade é uma das condições mais difíceis de vivenciarmos.

15. Se tudo isso lhe pareceu muito racional, lógico e frio, engano seu. Todos esses passos vão nos acontecendo sob a forma de emoções e vivências que se dão espontaneamente, sendo que as reflexões deverão servir apenas de roteiro para que não nos sintamos tão perdidos. Desde a adolescência experimentamos vários tipos de relacionamentos e deveremos ir aprendendo a entender tudo o que está nos acontecendo e todas as nossas ações e reações. Primeiro vivenciamos e depois devemos refletir sobre o que aconteceu. Assim, não existe real antagonismo entre emoções e razão; uma complementa a outra. Reflexões adequadas e consistentes determinam avanços emocionais, que permitem reflexões mais sofisticadas, geradoras de avanços emocionais ainda maiores, e assim por diante. Estabelece-se um círculo virtuoso que deverá criar condições de felicidade sentimental para todos aqueles que se empenharem realmente na rota do crescimento emocional. A felicidade sentimental é a recompensa acessível a todos os que completarem o ciclo mínimo de evolução emocional.

terça-feira, 7 de abril de 2009

Comprometido ou envolvido??



Você está envolvido ou comprometido com o amor?
:: Rosana Braga ::

Você já deve ter ouvido, alguma vez, aquela historinha da galinha e do porco que conta sobre a diferença entre estar envolvido e estar comprometido. Ou seja, a galinha está envolvida numa omelete porque cede o seu ovo, parte de si mesma para que a omelete aconteça; e o porco está comprometido numa feijoada porque se dá inteiro, perde sua vida para que o prato aconteça.

Partindo deste princípio, pense: você está envolvido ou comprometido com a sua relação? Obviamente, não estou falando de perder a sua vida ao se comprometer, mas de conseguir ter noção, antes de mais nada, da diferença de comportamento entre quem se envolve e quem se compromete.

Estar envolvido é dar-se em parte, é estar junto enquanto está bom, enquanto lhe convém, lhe é interessante, enquanto você não se vê convidado a superar dificuldades, rever conceitos e valores, modificar suas atitudes a fim de fazer dar certo.

Estar envolvido é ficar somente enquanto você não precisa perder nada, não precisa abrir mão de algo que lhe é caro, não precisa sentir-se com menos alguma coisa em função desta relação, do outro, do amor que você sente.

Estar comprometido é disponibilizar-se inteiramente, é estar disposto a qualquer coisa – dentro dos limites humanos, é claro – para que o amor prevaleça, para que o seu relacionamento sobreviva apesar das batalhas perdidas, apesar de ter que exercer a sua compaixão e colocar-se no lugar do outro, tentando compreender suas necessidades e desejos, a fim de que o relacionamento ganhe.

Estar envolvido é priorizar a si mesmo na maioria das vezes, levando em conta que a relação só vale a pena se lhe trouxer vantagens. Por outro lado, estar comprometido é priorizar essa triangulação que envolve você, o outro e o mundo criado a partir desta união. É saber que nem sempre as vantagens são pessoais. Muitas vezes, é preciso abrir mão de sua opinião, de seu desejo e de seu tempo para que o relacionamento cresça, se fortifique e torne-se mais sólida a vida em comum.
Talvez isso não lhe pareça muito com romance, amor-perfeito ou conto de fadas, onde tudo parece ser sempre ganho, vantagens e benefícios. No entanto, relacionamento é uma questão de escolha, objetivo e sentimento. O amor faz com que perdas se transformem em ganhos, com que o fato de você ceder lhe transforme em mais forte e não em mais frágil.

Tem gente que costuma dizer que viver com o ser amado é dividir com ele a sua vida. Eu prefiro a palavra compartilhar. Dividir parece ficar com apenas metade do que você era antes, porque dá ao outro a metade restante; enquanto que compartilhar significa ficar com o que você já era e ainda poder usufruir o que o outro é, ganhar a essência dele no intuito de aprender, de reconhecer nele qualidades que você não tinha, mas que pode assimilar e passar a ter.
Quanto aos defeitos, que os dois certamente têm, você pode reconhecer os seus através do outro, dos comentários e pedidos dele; e também pode ajudar o seu amado a evoluir com seus pedidos e percepções.

Enfim, compartilhar vidas de forma comprometida é tornar-se mais, melhor, mais inteiro. É dar o seu melhor e reconhecer que não há garantias, não há certezas, não há um para sempre, nunca! Por isso mesmo, amar comprometidamente é uma decisão diária, é um exercício que exige disciplina e continuidade. Não há amor ganho, não há coração conquistado... há somente a decisão pessoal e particular de recomeçá-lo todos os dias.

domingo, 5 de abril de 2009

O que realmente importa





















O que realmente importa...
:: Rosana Braga ::

Talvez você já tenha se feito esta pergunta: o que realmente importa em sua vida? Quem realmente importa?. Sei que este parece ser um questionamento muito simples, mas quando mergulhamos profundamente na questão, descobrimos que nem sempre vivemos a partir daquilo que realmente tem importância pra nós!

Somos incitados, quase que hipnotizados, diariamente, a engolir verdades que não são nossas, regras impostas por quem não sabe nada sobre nosso coração, leis inventadas sem levar em conta delicadezas como um coração, uma alma, um sentimento. Apenas determinações na tentativa de nos manipular, de nos julgar, de nos imprimir rótulos que nada dizem sobre nossas dores nem tampouco sobre nossos amores.

E assim vamos nos esquecendo do que realmente importa! Noções sobre certo e errado ou bom e ruim ganham cunhos políticos. E daí para a demagogia, a hipocrisia e o ridículo, a distância é praticamente nenhuma! Mas a gente aceita e até se esforça, quase nos sentindo culpados se não o fizermos, para digerir essas medidas engessadas e, tantas vezes, estúpidas.

Nem notamos mais a sutil diferença entre o raso e o profundo, o divino e o insano, o belo e o patético. Outro dia, passeando pelo trânsito de Belo Horizonte, aproximou-se da janela do carro onde eu estava um rapaz fantasiado, com os cabelos arrepiados, cantarolando sem parar e dançando entre os corredores. Entregava panfletos. Trabalhava pelo seu pão de cada dia. Impossível não achar graça de sua absoluta espontaneidade diante de um cenário aparentemente fora do normal...

E pensei num instante: como é linda a loucura que a alegria de viver nos provoca... E vivam os loucos de amor, estejam onde estiverem, façam o que fizerem!

Pois é isso que desejo a mim e a você neste tempo de recomeçar, de refazer os planos, de relembrar os sonhos, de reabrir os caminhos tortos desta busca sagrada: a loucura da alegria de viver... pautada naquilo que realmente tem importância.

Porque mais do que obedecer às regras e leis, mais do que se encaixar nos conceitos que definem extremismos vazios, mais do que seguir o fluxo feito bicho que nada pode fazer para escapar de seu destino sórdido, desejo que eu e você tenhamos apenas uma linha de conduta: a de atos inspirados nos bons sentimentos; e apenas um tipo de caráter: aquele comprometido em fazer o bem (considerando sempre nossa sublime imperfeição)!

E isso, em minha opinião, nada tem a ver com pertencimento a esta ou aquela conceituação. Religião, cor, opção sexual, sexo, classe social, aparência física, nacionalidade, profissão ou simbologia adotada são escolhas ou contingências pessoais, mas não revelam a grandeza de um espírito. É a sua conduta aliada ao seu caráter que o faz digno de um amor merecido.

Que o hoje seja – de verdade – bem menos rótulos, muito menos preconceito e mais, cada vez mais, regido pelo que tem importância! E no fundo, no fundo, a gente sempre sabe o que realmente importa, especialmente quando decide abandonar a postura medíocre de juízes do Universo para agir com o coração!

sábado, 4 de abril de 2009

Esta procurando por um amor?


















Está procurando por um amor?
:: Rosemeire Zago ::

Algumas pessoas que estão sozinhas ficam se perguntando por que o último relacionamento acabou, onde erraram e, ainda assim, continuam a começar relacionamentos tendo o mesmo final: não deu certo! O que acontece? Por que algumas pessoas não percebem que repetem o mesmo padrão na busca por um relacionamento e por mais que desejem um relacionamento duradouro, não conseguem passar os limites de dias ou alguns meses? Para saber o que acontece por trás dessa repetição de padrão é necessário reconhecer os pontos em comum.

Pare por alguns minutos e reflita sobre seus antigos relacionamentos. Busque o que há em comum entre eles, seja na maneira que termina, como foi durante o relacionamento mas, principalmente, observe a maneira com que ele começa.
Segue abaixo os comportamentos mais comuns quando estamos procurando desesperadamente por amor e que muitas vezes faz com que comecemos relacionamentos que terão o mesmo fim que os anteriores e que nos machucam um pouco mais.

Leia abaixo e procure identificar se há alguma relação com seu jeito de agir:

Por medo, muitas vezes inconsciente, de ficar sozinho, aceita a primeira pessoa que aparece, sem analisar se existem objetivos em comum, valores semelhantes, ou ignorando esses fatores;
Mesmo havendo sinais evidentes que mostram que não é a pessoa mais indicada para se relacionar, você ignora e insiste em tentar algo;
Ao conhecer alguém começa a ceder em tudo, só para agradar o outro, mas com o tempo percebe que perdeu a si mesmo;
Por não ter referências de um relacionamento sadio, permite-se receber muito pouco ou manter um relacionamento destrutivo;
Confunde amizade, gentileza, apego, com amor;
Por dificuldade em dizer não, aceita sair com alguém mesmo percebendo que não é quem quer;
Fica preso às aparências e promessas que raramente se concretizam;
Simula um encontro "casual", deixando a outra pessoa sem opção;
Sem amor-próprio ou respeito por si mesmo, implora que o outro fique ao seu lado, mesmo sabendo que o outro não o quer mais;
Acredita que o que essa pessoa que acabou de conhecer fez no último relacionamento não fará com você;
Pretende ajudar o outro a superar os problemas atuais, com o desejo inconsciente de salvá-lo e quem sabe, assim irá perceber seu valor e ficar com você;
Ignora as incoerências entre as palavras e as atitudes;
Acaba de conhecer uma pessoa e já se imagina, ou age ou espera, como se tivesse um relacionamento de anos;
Insiste em querer que a pessoa seja o que idealizou, mesmo que se mostre muito longe de ser quem você espera que seja;
Confunde atração física com amor, ou espera que, mantendo relações sexuais, obterá amor;
Permanece no relacionamento mesmo estando infeliz, esperando que o outro mude, ainda que não demonstre interesse em mudar.

Como podemos observar, há alguns sinais evidentes que a relação dificilmente dará certo, mas por alguns motivos, muitas vezes inconscientes, as pessoas ignoram esses sinais.
Há momentos em que tudo que conseguimos perceber é apenas a confusão em que nos encontramos, onde os sintomas são facilmente identificados: angústia, pesadelos, dores no corpo, insônia ou necessidade de dormir mais, agressividade, irritabilidade, entre outros sintomas, mas interpreta esses sintomas pelo fato de estar só. Não é a solidão que o leva a entrar em relacionamentos desastrosos, mas a falta de conexão consigo mesmo e, isso sim, é que intensifica a solidão. O que poderá refletir em todas as relações, seja brigando, machucando, sendo machucado, mantendo assim o mesmo padrão.

Para mudar padrões é preciso reconhecê-los e se responsabilizar por ter permitido que sua mente ficasse em total desordem. Você é a única pessoa que poderá arrumar toda essa bagunça. Mas nesse momento, você deve estar se perguntando: "Como"? Primeiro entenda que se esconder fugir ou evitar as dificuldades não irá resolve nada, pois quase sempre, ficar parado não produz mudança alguma. É importante entender que toda experiência proporcionada pelos relacionamentos anteriores, ainda que tenham sido desgastantes e dolorosos, foram necessários para seu crescimento. Só assim conseguirá quebrar esses padrões. Para isso só há um caminho: a consciência que muitas vezes queremos nos relacionar com alguém antes de nos unirmos a nós mesmos. Mas será que isso é possível? Não! Você não conseguirá receber amor de fora enquanto não receber o amor que há dentro de si mesmo! Pense nisso!

Gavetas



















Gavetas...
:: Adília Belotti ::

Blogs são assim feito gavetas. Gavetas da alma, caixas, onde a gente guarda coisas, preciosas ou fúteis, mas que não se quer perder ou que faz algum sentido jogar para o lado do futuro.

Alguns são bagunçados e coloridos, como as gavetas dos adolescentes; outros formais, impecáveis, feito gavetas de revistas de decoração, uns outros tantos são gavetões, pesados de saberes; outros, ainda, pueris como as gavetas das meninas. É fácil de se encontrar em uns, enquanto em outros a alma se escarafuncha e, afinal, desiste, cansada de buscar.

Todos, no entanto, são gavetas escancaradas ao olhar curioso de quem passa.

Nesse blog-gaveta estão (des)arrumadas as reflexões e idéias que fui catando durante esses seis anos de caminhada e que foi uma alegria compartilhar com vocês. Essa gaveta, abarrotada, continua aberta. Há que se abrirem outras.

Partir e voltar são apenas dois momentos do mesmo sentimento irresistível e urgente de mudança. Não é à toa que nossa espécie, às vezes, é tão confusa!

Não é mudança de rumo, nem de caminho, a estrada é sempre a mesma, a gente é que se perde, dá voltas, guinadas, nós. e, em algum momento, percebe que foi longe, e está na hora de voltar.

Ou, como dizem os sábios chineses:

Primeiro havia a montanha
Depois não havia a montanha
E, afinal, havia apenas a montanha, assim como ela existia desde o início. Era óbvio, você é que não via!

E foi pensando nas gavetas da alma e nas montanhas que surgem e desaparecem no horizonte, conforme as curvas da estrada e o cansaço do viajante, que resolvi adormecer esse blog sem tristezas e me despedir com poesia.

Escolhi essa, de uma mulher que canta o mar feito marinheiro e tem alma de pirata, Sophia de Melo Breyner:

"Sou o único homem a bordo do meu barco
Os outros são monstros que não falam,
Tigres e ursos que amarrei aos remos,
E o meu desprezo reina sobre o mar.

Gosto de uivar no vento como os mastros
E de me abrir na brisa com as velas,
E há momentos que são quase esquecimento
Numa doçura imensa de regresso.

A minha pátria é onde o vento passa,
A minha amada é onde os roseirais dão flor,
O meu desejo é o rastro que ficou das aves,
E nunca acordo desse sonho e nunca durmo".

Vamos nos encontrar por aí...

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Sua intuição quer falar com você

















Sua intuição quer falar com você!
:: Rosana Braga ::

Vocês bem sabem o quanto sou fã das palavras! Por mim, tudo seria resolvido através de diálogos. Aceito todos os tons, admito as lágrimas e até aqueles silêncios que demonstram ansiedade, tensão, nervosismo ou ainda não sei como dizer.... Afinal, também para mim não é fácil, muitas vezes, expor o que estou sentindo. Mas, por fim, meu lema é: que seja dito o que precisa ser dito, sempre que possível.

No entanto, infelizmente, nem sempre as pessoas estão prontas para falar. Nem todas estão maduras o bastante para a clareza e terminam botando em risco relações preciosas. Aliás, assim como nem todas sabem falar, muitas também não sabem ouvir, não estão preparadas para isso. Chegam cheias de defesas e interpretações pré-prontas, ouvindo apenas aquilo que querem. Assim, é bem difícil conversar, porque os resultados ficam sensivelmente comprometidos.

Ou seja, existem ocasiões em que o diálogo se torna inviável. Nesses momentos, resta-nos apenas uma ferramenta e felizmente, bastante produtiva: nossa intuição. Acontece que, descrentes de seu poder, muitas vezes não damos ouvidos a ela. Ignoramos o que ela tenta nos dizer e insistimos em acreditar que intuição é bobagem.

De fato, há uma gritante diferença entre ouvir a intuição e ceder às minhocas; e é preciso bastante treino, coragem e atenção para perceber esta diferença, pois a intuição fala sozinha, mas as minhocas falam em coro, confundindo nossa sensibilidade e avacalhando nossa sensatez.

Para mim, intuição é coração, é percepção pura, é contato direto com a nossa realidade – a verdadeira; sem se deixar seduzir por terceiros nem ceder aos apelos infantis de nossas neuroses: ciúme, insegurança, apego, etc. Portanto, precisamos nos desintoxicar o máximo possível para ouvirmos a intuição.

Estar só, em silêncio, num estado meditativo, contemplando nossos reais desejos, refletindo sobre o que está acontecendo e o que realmente pretendemos é uma boa maneira de alcançar esta voz interior. Mas, sobretudo, é preciso acreditar que ela fala...

O que mais vejo são pessoas renegando sua própria intuição, dando bem pouco ou nenhum crédito a ela. Ficam presas ao que o outro disse (ou não disse) sem considerar o que realmente estão sentindo e percebendo.

Sim, porque é muito comum você perceber que algo está acontecendo na sua relação, mas quando tenta conversar com o outro, ele se apressa em negar, afirmando categoricamente que você está enganado e que nada está acontecendo. Você até tenta se convencer, mas não consegue. A voz continua sussurrando em seus ouvidos que algo está errado... e aí você não sabe como agir, a quem dar ouvidos.

Minha sugestão é para que você pondere sobre o equilíbrio. Ouça, sim, a sua voz interior e encare-a como uma ‘luz piscante’, um sinal de alerta. E deixe o tempo passar um pouco. Observe os próximos acontecimentos. Não se agarre definitivamente nem à sua voz e nem à voz do outro. Espere!

Esteja certo de que o próprio ‘andar da carruagem’ se encarregará de dar o diagnóstico: intuição ou minhocas. O objetivo aqui não é provar nada a ninguém, mas apenas sugerir que você não abra mão de sua intuição, não ignore sua inteligência afetiva. Seríamos, certamente, bem mais seguros e teríamos uma auto-estima bem mais elevada se confiássemos um pouco mais no que diz o nosso coração...

Ser ou não ser...
























Quanto mais difícil, mais gostoso

Será? Lembro-me bem, quando adolescente, de ter ouvido inúmeras vezes que “moça direita não é fácil”. Tinha de ser difícil, porque somente assim os homens dariam valor.

Também não foram poucas as vezes em que me peguei com a dúvida cruel: o que é ser difícil? Tenho de fingir que não quero, mesmo quando quiser? Tenho de fingir que não gosto, mesmo quando gostar? E se for assim, quando devo parar de fingir?

Resumindo, decidi que não ia querer nem gostar, assim ficava mais fácil “ser difícil”. Claro que minha decisão não durou muito tempo. Aliás, felizmente que não... Mas daí, outra dúvida ainda maior me abraçou: e agora, como deve ser meu comportamento de “moça direita que quer e - pior! - demonstra que quer”???

Passei a entender, com o tempo, que esta dinâmica é muito parecida com a dos contos de fadas. A princesa não precisa fingir porque a pouca sorte de seu destino se encarrega de afastá-la do príncipe até o final da história.

Somente quando está quase acabando, eles conseguem ficar juntos. Mas imediatamente depois deste belíssimo e extasiante encontro, vêm a vaga promessa e as irritantes reticências “e foram felizes para sempre...”. Mas como? Como construíram esta felicidade? O que fizeram? Como se comportaram? Ela foi fácil? Foi difícil? Fingiu? Até quando?

Será que contaram a você? A mim não contaram... Tive de descobrir sozinha, vivendo, tentando, começando e terminando, e ficando com a sensação de inadequação, caretice ou até mesmo de ter sido “fácil” sem saber se fiz certo ou errado...

Até que a adolescência acabou e chegou a adultidade (palavrinha esquisita, bem apropriada ao que quero dizer...). “Ufa, agora sim vou saber direitinho o que fazer”, pensei inocentemente. Nunca soube. A dúvida sempre parece me rondar: ser fácil ou ser difícil? Dizer que não quero quando quero ou dizer que quero e pronto, deixar rolar...???

Exageros à parte, é verdade que hoje em dia se perde muito do encanto que pode haver nos encontros por conta desta neurose que toma conta do nosso ritmo interno. Tudo tem de ser agora. Fast food, fast service, fast love...

Então, penso que o ideal seria nem 8 nem 80. Nem o “já”, nem o “fingimento”. Entretanto, se agora não precisamos mais seguir um script sem sentido de “moça direita”, parece que ainda fica lá no fundo uma busca pelo difícil, pelo complicado, pelas relações que não fluem. Pessoas confusas, que querem, mas não querem, que dizem sim, mas fazem não, que não ficam mas também não vão...

E assim, perdidos entre o ‘fácil que não tem graça’ e o ‘difícil que não preenche’, ficamos nós, parecendo personagens de filme de comédia. Um corre atrás, o outro foge. Um foge, o outro corre atrás. Ele, tarado. Ela, frígida. Ele psicopata. Ela dependente. Quando, na verdade, bastaria que nos permitíssemos aquilo que desejamos, tão somente o que desejamos de verdade, e deixássemos rolar.

Sem essa de que “tudo o que é mais difícil é mais gostoso”. Isso é coisa de gente maluca!!! Por que não podemos valorizar o amor que flui naturalmente, que vai se mostrando descomplicado, disponível, comprometido? Por que parece que temos de optar sempre pela dor, pelo conflito, pelo drama que mais nos endurece do que nos amadurece?

Sugiro que apostemos mais no fácil; não porque sejamos incapazes de lidar com as dificuldades. Simplesmente porque certas dificuldades são mesmo inevitáveis. Porém, outras, especialmente aquelas referentes ao coração - que quase sempre são criadas por nós mesmos - são absolutamente evitáveis. Então, que nos permitamos desfrutar de um amor que acontece... e que abandonemos, enfim, essa teimosa mania de querer exatamente aquilo que a gente não pode ter.

Admito - Grazzi


Admito:
Por tempos sofri, aprisionada aos fantasmas do que passou e não queria ser esquecido. Eu quis o fim da minha existência! E quando quase o atingi, por não agüentar mais as correntes que me prendiam ao que deveriam ser apenas lembranças remotas, eu aprendi uma valiosa lição. Percebi que meu passado poderia ser meu maior inimigo, ou poderia ser meu grande mestre. Foi apenas uma questão de escolha, e de entender que a dor é inevitável para todos os seres humanos, mas o sofrimento é uma opção. Se ver preso aos fatos negativos e destrutivos do passado, é negar o presente e se arrepender no futuro. É preciso entender que há valiosas lições nos nossos erros e na nossa dor.

Admito:
Por vezes cai e não quis levantar, com medo de uma futura queda. Quando mais tive certeza que estava no caminho certo, eu cai. Fui de encontro ao chão. Algumas vezes, derrubada pelas eventualidades da vida, algumas vezes, cai tentando ultrapassar obstáculos que, posteriormente, julguei intransponíveis e não me dei o trabalho de tentar novamente. Mas eu só apenas não era capaz de perceber que quando caímos devemos ter humildade de conhecer mais de perto o chão em que pisamos, e tirar dele apoio e forças para levantar e continuar caminhando, mesmo com a possibilidade de novas quedas.

Admito:
Por vezes procurei a felicidade na aceitação dos outros, achando que só seria feliz se fosse aprovada por tudo e por todos. Então embarquei em supervalorização de coisas supérfluas, e numa busca desenfreada para conseguir obter a imagem perfeita. Por isso, acabei criando ao redor de mim um mundo barato e vendido, cheio de pessoas interesseiras e falsas. Só consegui perceber meu erro quando paguei preços muito caros por não entender que a felicidade está nas coisas pequenas e impagáveis da vida.

Admito:
Por certo tempo me permiti ser apenas mais um rosto na multidão. Deixei-me levar pela correnteza de uma sociedade que precisa rever seus alicerces ou pensar seriamente em um controle mais rígido da natalidade, a fim de preservar a sua existência e desacelerar a caminhada rumo à autodestruição. Aceitei calada as injustiças do mundo, tomei como minhas as idéias alheias, que na maioria das vezes eram sempre resumidas, limitadas. Eu só precisava entender que todos os meus atos têm conseqüências, não só sobre a minha vida, mas como na de todos que me cercam, aceitando assim o “princípio da co-responsabilidade inevitável” que diz que nossos atos são uma conseqüência em cadeia sobre o destino do mundo.

Admito:
Por tempos desacreditei no amor, por achar que ele jamais bateria na minha porta. O medo de ficar sozinha me levou a acreditar que o amor era apenas um sentimento fantasioso, da cabeça de tolos apaixonados que não podem viver sozinhos. E com isso tudo, aprendi que é preciso mudar para evoluir... E evoluir é uma escolha.

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Cala a Boca Cabeção!


:: Rosana Braga ::

Desde que o filósofo francês Descartes escreveu, no século XVII, a tão difundida e venerada frase Penso, logo existo, muitas coisas estranhas têm acontecido no que diz respeito a este assunto.

De fato, passamos a pensar mais e mais e a considerar que quanto mais alguém pensa, mais esse alguém vive e, consequentemente, melhor esse alguém se torna. Ainda que haja certa verdade nesta idéia de que pensar é uma boa maneira de fazer o ser humano evoluir, creio que temos nos equivocado profundamente sobre a essência desta frase!

Basta observar para perceber: durante os últimos séculos e especialmente as últimas décadas, temos pensado cada vez mais, temos tido acesso a um número cada vez maior de informações, nunca estivemos tão expostos à tecnologia e ao avanço de diversas áreas técnicas. No entanto, que estranho... temos existido, genuína e essencialmente, cada vez menos.

Falo da existência plena, de estar conectado com o presente, vivendo o que está acontecendo agora. Falo de se dar conta das sensações que podem ser experimentadas neste momento, de conseguir olhar verdadeiramente para si e para o outro.

Falo de uma existência que só é possível quando a gente deixa aflorar algo que está muito além do exercício desenfreado do pensamento. Falo de sentir, de agir, de ser.

Felizmente, depois de Descartes, a voz do povo criou o provérbio: Quem muito pensa, não faz!. Neste, sim, eu aposto. Quantas vezes deixamos de dar uma idéia pro chefe porque entramos num redemoinho de pensamentos que gritam em nossa mente: será que ele vai me ouvir?, será que é mesmo uma boa idéia?, será que não vão se aproveitar da minha criatividade?.

Ou ainda, quantas vezes deixamos de viver um amor porque mergulhamos em pensamentos do tipo e se eu não for correspondido?, será que é a pessoa certa?, e se eu me der mal?.

Talvez você se identifique mais com algo assim: há tempos você se planeja para começar a freqüentar a academia, mas seus pensamentos lhe paralisam repetindo sorrateiramente melhor deixar para o mês que vem que terei mais dinheiro disponível, já me sobra tão pouco tempo, que a academia só complicaria mais minha vida, poxa, ir sozinha não tem graça!... e por aí vai!

E o pior de tudo é quando pensar não o deixa dormir. Você deita na cama se sentindo exausto, mas lá estão os seus pensamentos mais acordados do que nunca, perturbando seu sono, lhe roubando a tranqüilidade e fazendo com que você se transforme num pastel, rolando de um lado pro outro durante horas.

Note como você abandona seus planos e termina não realizando tantos sonhos simplesmente porque se deixa dominar pelo excesso de pensamentos inúteis. Observe como sua mente tenta prever o futuro para convencê-lo de que é melhor desistir, não arriscar.

E se isso faz sentido pra você, preste atenção: você se tornou um cabeção. Sua mente parece mais um hospício do que um templo, quando deveria ser justamente o contrário: muito mais silêncio e muito mais foco do que desculpas, nada mais que desculpas.

Da próxima vez que se encher de coragem para dar um novo rumo à sua vida e, em seguida, sua mente começar um bombardeio de se, será?, deixe pra semana que vem, não tenho tempo, quando eu tiver dinheiro, grite o mais alto que conseguir, para si mesmo: CALA A BOCA, CABEÇÃO! e simplesmente FAÇA!

20 horas de silêncio por dia

20 HORAS DE SILÊNCIO POR DIA Fabrício Carpinejar  Não é hora de brincar. Não é hora de ser irônico. Não é hora de fazer piada. Não...