quarta-feira, 30 de janeiro de 2008




Baixinho - Grazzi

Vontade de ser feliz baixinho. Assim, sem fazer barulho, sem estardalhaço. Sem ninguém saber, sem pintar a cara de palhaço, sem fazer propaganda. Vontade de ser feliz baixinho, de levar um sorriso no canto da boca, despercebido. Vontade de gostar do vento, de não maldizer o calor, de não maldizer a vida. De gostar do que ouço, de ter mais tolerância, de dormir em paz . ..Vontade de ser feliz baixinho

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

É Carnaval, é folia e nesse dia ninguém chora...


Não se perca de mim
Não se esqueça de mim
Não desapareça
A chuva tá caindo
E quando a chuva começa
Eu acabo de perder a cabeça
Não saia do meu lado
Segure o meu pierrot molhado
E vamos embolar
Ladeira abaixo
Acho que a chuva
Ajuda a gente a se ver
Venha, veja, deixa
Beija, seja
O que Deus quiser
A gente se embala
Se embora se embola
Só pára na porta da igreja
A gente se olha
Se beija se molha
De chuva, suor e cerveja.
-Caêtano Veloso-

sábado, 26 de janeiro de 2008


Quem vai dizer ao coração,
Que a paixão não é loucura
Mesmo que pareça Insano acreditar
Me apaixonei por um olhar
Por um gesto de ternura
Mesmo sem palavra
Alguma pra falar
Meu amor,a vida passa num instante
E um instante é muito pouco pra sonhar
Quando a gente ama,
Simplesmente ama
É impossível explicar
Quando a gente ama
Simplesmente ama!

http://www.youtube.com/watch?v=SQJOr3cXul4

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008


A gente sempre destrói aquilo que mais ama
Em um campo aberto, ou numa emboscada;
Alguns com a beleza do carinho
E outros com a dureza da palavra;
Os covardes destroem com um beijo,
Os valentes, destroem com a espada.
(Oscar Wilde)

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Aos meus amigos e aos amigos dos meus amigos


Á muito se diz que quem encontrou um amigo encontrou um tesouro precioso. Há muito se diz que amizade verdadeira dura para sempre. Não tem aquelas tempestades da paixão nem a calmaria exagerada do descompromisso. É o meio termo. É a bonita sensação do estar perto e, de repente, poder se calar. Não exige tanto. Exige tudo.As amizades nascem do acaso. Ou de alguma força que faz com que uma simples brincadeira, uma informação, um caderno emprestado, uma dor seja capaz de unir duas pessoas. E a cumplicidade vai ganhando corpo e o desejo de estar junto vai aumentando e, com ele, a sensação sempre boa do poder partilhar, de se doar. Há muito se diz que os amigos verdadeiros são aqueles que se fazem presentes nos momentos mais difíceis da vida, naqueles momentos em que a dor parece querer superar o desejo de viver. De fato, os amigos são necessários nesses momentos. Mas talvez a amizade maior seja aquela em que um amigo é capaz de estar ao lado do outro nos momentos de glória e vibrar com essa glória; não ter inveja, não querer destruir o troféu conquistado. Aplaudir e se fazer presente, ser presente.A amizade não obedece à ordem da proporcionalidade do merecimento. Não há sentido em querer de volta tudo o que gratuitamente se distribuiu. A cobrança esmaga a espontaneidade da amizade, e a surpresa alimenta o desejo de estar junto. O amigo gosta de surpreender o outro com pequenos gestos. Coisas aqui e ali que roubam um sorriso, um abraço, um suspiro. E tudo puro, tudo lindo.Há muito se diz que não é possível viver sozinho. A jornada é penosa e sem amparo é difícil caminhar. Juntos os pássaros voam com mais tranqüilidade. Juntas, as gaivotas revezam a liderança para que ninguém se canse demais. Juntos é possível aos golfinhos comentarem sobre a beleza de um oceano infinito. Juntos, mulheres e homens partilham momentos inesquecíveis de uma natureza que não se cansa de surpreender.Eu Te peço, Senhor, nesta singela oração, que eu seja fiel aos meus amigos. São poucos e impossível seria que fossem muitos. São poucos, mas são preciosos. Eu Te peço, Senhor, que eu não padeça do mal da inveja que traz consigo outros desvios, como a fofoca. A terrível fofoca que humilha, maltrata, faz sofrer. Eu Te peço, Senhor, que o sucesso do outro me impulsione a construir o meu caminho e que jamais eu tenha a ânsia de querer atrapalhar a subida de meu amigo. Eu Te peço, Senhor, que eu seja leal. Que eu saiba ouvir sempre e saiba quando é necessário falar. Senhor, eu sei que a regra de ouro da amizade consiste em não fazer ao amigo aquilo que eu não gostaria que ele fizesse a mim. E eu Te peço que eu seja fiel a essa intenção. Que eu tenha poucos amigos, mas amigos que permaneçam para sempre. Não poderia ter muitos; não teria tempo para cuidar de todos, e de amigo a gente cuida, acolhe, ama.Senhor, proteja os meus amigos. Que nessa linda jornada consigamos conviver em harmonia. Que nesse lindo espetáculo possamos subir juntos ao palco. Sem protagonista. Ou melhor, que todos sejam protagonistas e que todos percebam a importância de estar ali. No palco. Na vida.Obrigado, Senhor, pelo dom de viver e conviver. Obrigado, Senhor, pelo dom de sentir e manifestar o meu sentimento. Obrigado, Senhor, pela capacidade de amar, que é abundante e sem fim. Amém.

terça-feira, 22 de janeiro de 2008

SETE VIDAS


7 Vidas* por Tom Coelho
"Até a morte, tudo é vida". (Cervantes)

Certamente você não integra a classe dos felinos. Porém, ainda que não saiba, possui o direito régio sobre 7 vidas, presenciadas não seqüencialmente, mas simultaneamente no decorrer de sua existência.
O artigo apresentado a seguir é um preâmbulo do livro que estou escrevendo com o mesmo tema. Assim, não houve como ser mais conciso mesmo tratando as idéias com superficialidade.
Integrar, conciliar, harmonizar estas 7 vidas pode significar o caminho mais curto, a menor distância para você encontrar o sucesso e a felicidade.

Vida nº 1 - Saúde e Esporte
Seu corpo em primeiro lugar. Não é uma questão de egoísmo, de narcisismo, mas de necessidade. Mantendo-se bem você estará apto a buscar o melhor em todas as suas demais vidas. Por isso, alimente-se bem, fazendo ao menos quatro refeições diárias, adequadamente balanceadas. Beba dois litros de água ou sucos por dia e durma o número de horas que seu corpo solicita - 6 horas ou menos para alguns, 8 horas ou mais para outros. E, muito importante, procure estabelecer uma regularidade em seus horários. Em outras palavras, se for para dormir às duas horas da manhã, porque você apresenta um melhor rendimento durante a madrugada, faça-o sempre. Se o seu metabolismo mostra-se desejoso pelo almoço apenas às três da tarde, está ok. Em suma, não brigue com seu biorritmo. Faça as pazes com ele. E faça um check-up anual, visitando do dentista ao cardiologista. Prevenção custa menos e apresenta resultados mais favoráveis.
Além de seguir a receita acima, não se esqueça de praticar esportes. Truco e halterocopismo estão descartados. Você terá que encontrar uma atividade física capaz de mexer com seus pulmões e seu coração, praticando-a com freqüência. Pode ser caminhada, cooper, natação, musculação, esportes coletivos. Realmente não importa. Escolha uma opção que lhe seja agradável - busque prazer no que vai fazer ou não conseguirá dar continuidade, correndo o risco de frustrar-se.
Pare de fumar, ou troque o cigarro por um bom charuto, ou fume menos. Seja criterioso com as bebidas alcoólicas. Escolha suas "baladas" com sabedoria, tirando o máximo proveito de cada investida. Aprenda a respirar e a meditar. Cultive boa postura, olhar confiante e sorriso autêntico.

Vida nº 2 - Família e Afetividade
Muitos têm grandes famílias - aquelas em estilo italiano. Alguns, famílias reduzidas aos pais e irmãos. Outros, famílias distantes, na geografia ou na memória. Independentemente de onde você se situa, cuide bem de todos eles. Seja a nona, com sobrinhos, primos e toda uma árvore genealógica em volta; sejam os pais idosos, aposentados ou na ativa; sejam irmãos, com os quais tanto se discute e discorda; sejam entes queridos, presentes apenas em filmes super-8, retratos em preto-e-branco, cartas amareladas pela ação do tempo. Respeite e aprecie suas origens. Aproveite hoje para dizer o quanto ama seus pais, sem medo de parecer clichê. Infelizmente, pode não existir chance melhor para isso. Telefone, peça perdão e aprenda a perdoar. Descubra o poder de um abraço revestido de ternura e sinceridade.
Dê toda a atenção possível a seus filhos, se ou quando os tiver. Compartilhe cada pequena vitória do desenvolvimento deles. Elogie-os constantemente. Policie-se no uso da palavra não - você pode negar algo de forma construtiva, propondo alternativas. Brinque com eles de cavalinho no meio da sala, atire travesseiros quando estiverem no quarto - e aproveite para ensiná-los a colocar tudo em ordem depois. Cole os desenhos deles nas paredes da garagem, do corredor e de seus quartos como se fossem obras-primas - você ficará admirado com o brilho orgulhoso que irá reluzir daqueles pequeninos olhos. Participe de suas atividades escolares, das festinhas de aniversário dos colegas e beije-os antes de dormir, mesmo que ao chegar eles já estejam no sétimo sono.
Cultive também seus amigos - não estou falando de networking, são coisas bem diferentes. Um telefonema inesperado para quem não se vê há muito tempo é incrível, mas você não consegue imaginar o poder que um telegrama tem! Passamos pelos mensageiros, percorremos os telégrafos, conhecemos o telex e o fax, vivemos através do e-mail e logo estaremos no uso da telepatia. Mas nada supera uma mensagem escrita, meio antiquada, com aquelas letras Times e os erros de digitação da atendente.
E, finalmente, cuide de seu coração. Não do nível de colesterol e triglicérides - isso você já fez na sua primeira vida - mas do nível de ansiedade, de desejo, de paixão. Procure escolher as pessoas certas, mas também não tente escolher muito. Seja seletivo, porém flexível. Valorize virtudes, seja condescendente com os defeitos. Seus e dos outros. Abdique de amores impossíveis ou não correspondidos - ou aprenda, por opção, a conviver com eles, evitando penitenciar-se. Nunca existirá sentimentos únicos, pois eles estão sempre em mutação.

Vida nº 3 - Carreira e Vocação
Meu estimado Robert Wong lembra com muita propriedade que você deve aprender a distinguir trabalho, emprego, profissão, carreira e vocação, além de uma outra categoria ainda mais nobre chamada missão de vida. Você iniciará sua vida com um mero trabalho que poderá ganhar status de emprego, conferindo-lhe maior segurança. Então você resolverá estudar e dedicar-se ao seu ofício, transformando a labuta em profissão. Olhará então para acima da linha do horizonte e decidirá ir mais além, criando seu próprio plano de carreira. Mas a verdade surgirá quando você permitir-se ouvir o que sua voz interior tem a lhe dizer. Aquele sussurro divino que vem desestabilizá-lo quando sua carreira parece tão próspera. Exatamente quando você conquistou poder e bens materiais, mas não consegue entender o porquê de certa frustração latente todos os dias ao voltar para casa. Aquela voz é sua vocatione, o chamado de Deus, dizendo-lhe para mirar não onde está o dinheiro, não onde está o poder, não onde está o status, mas onde está a felicidade - e onde você encontrará todas aquelas outras coisas que lhe cercavam antes, porém as usufruirá com um olhar maroto, um sorriso de canto de boca e uma sensação de alívio bem dentro do peito.
Todas as pessoas bem sucedidas são unânimes em afirmar que chegaram onde estão porque fizeram aquilo de que gostavam. Este é um pressuposto básico. Sem prazer e entusiasmo, não há produtividade no trabalho, não há paixão no beijo.
Trabalhe muito, mas principalmente inteligentemente. Seja verdadeiro, mas esteja atento às armadilhas dos escritórios. Desenvolva relacionamentos cordiais e invista em sua rede de contatos. Aprenda a planejar, estabelecer - e escrever - metas factíveis e desafiadoras e procure enxergar-se dali a um, cinco, dez e vinte e cinco anos. Administre seu tempo para dar o melhor de si sem comprometer suas demais vidas. Os workaholics estão sempre seguros de que têm apenas esta vida - além de um copo d'água e quatro horas de repouso, é claro.

Vida nº 4 - Cultura e Lazer
Sua quarta vida é um complemento natural da anterior. Para auxiliar o processo de descoberta de sua vocação você deverá investir em conhecimento e autoconhecimento. Ler jornais, revistas, livros, gibis e bulas de remédio. Ouvir rádio e ver televisão. Saber dos planos de guerra dos EUA e do último eliminado no reality show tornarão você mais sociável e interessante para outras pessoas, pois lhe permitirá conversar sobre tudo e com todos.
Assista a filmes no vídeo e no cinema, vá ao teatro, a shows, bares, museus, exposições. Aprenda um novo idioma com fluência e faça cursos diversos, desde especializações em sua área, até culinária, massagem e pintura. Desenvolva novas habilidades. Utilize mais a mão direita se você for canhoto e coloque suas calças a partir da perna esquerda pela manhã. Mexa com seus sentidos.

Vida nº 5 - Sociedade e Comunidade
O homem é um ser social e deve aprender não apenas a viver, mas também a conviver. Por isso, busque a integração em seu meio. Participe das happy hours com seus colegas de trabalho, das reuniões de condomínio, do bingo beneficente da escola. Convide para jantar um casal de amigos, leve-os para ir juntos ao clube ou para jogar carteado.
E participe da vida comunitária, exercendo sua solidariedade na medida de suas possibilidades. Você poderá começar doando sangue, evidentemente se preencher os pré-requisitos necessários. Poderá visitar creches ou asilos ou apenas participar de uma campanha para arrecadação de agasalhos ou alimentos. O menor ato será sempre grandioso. E não se deixe enganar: solidariedade pratica-se no dia-a-dia, com uma palavra de carinho e conforto a quem está entregue à melancolia e é colocado diante de você pelo Homem lá de cima...

Vida nº 6 - Bens e Possessões
é, a vida material existe sim, é claro. Muitos que escrevem sobre comportamento parecem desejar negligenciar este aspecto e acabam por reduzir a credibilidade de suas argumentações.
A maioria de nós, mortais, associa a felicidade ao bem-estar, este ao conforto, este à posse de bens materiais. Guardadas as devidas proporções, cada qual tem suas ambições, seus desejos. Não há nada de errado em se desejar morar bem, ter um belo carro, roupas de fino corte, mesa farta. Ao contrário, devemos mais é promover a prática desta ética protestante. A maior inquietude está no fato de tantos privilegiarem a sexta vida em detrimento de todas as demais, buscando a acumulação de riqueza como finalidade em si mesma.

Vida nº 7 - Mente e Espírito
A última das sete vidas deveria ser, na verdade, a primeira. Mas prefiro tratá-la como a cobertura do bolo de chocolate: coloca-se ao final, mas saboreia-se primeiro. Se você deixar de lado a cobertura, não vai sentir assim tanta satisfação com o bolo, por melhor e mais macia que esteja a massa. Por outro lado, se comer cobertura demais, poderá experimentar terríveis dores abdominais - daí porque o beato acaba sendo persona non grata.
Paulo Coelho foi emblemático ao afirmar que "A fé é uma conquista difícil, que exige combates diários para ser mantida". Acostumamo-nos a exaltar a presença divina por força de nossas dificuldades, mas raramente o fazemos para enaltecer nossos méritos.
A sétima vida é base para todas as outras. Ainda que você não tenha se encontrado dentro de nenhuma doutrina específica, sua crença particular está dentro de você. Mesmo para o agnóstico, seu cérebro é seu refúgio. As religiões, disse Gandhi, são como caminhos diferentes que convergem para um mesmo ponto. Que importa que tomemos itinerários diferentes, desde que cheguemos à mesma meta? Por isso, explorem este sentimento. Necessitamos da fé para transpor obstáculos, para nos superarmos, para nos compreendermos.

Palavras Finais
Há cerca de seis meses escrevi um artigo intitulado "O Caminho do Meio" que felizmente foi compartilhado por muitas pessoas. O texto era introduzido por uma frase de André Gide segundo a qual "Todas as coisas já foram ditas. Mas como ninguém escuta, é preciso sempre recomeçar".
O texto era uma reflexão de caráter pessoal mas impressionei-me com o fato de seu conteúdo estar tão próximo do cotidiano de tantas pessoas. Mudavam nomes, endereços e CPF's, nada mais. Certo dia, deparei-me com outra frase, esta de Jay Chiat, que dizia: "Passei minha vida procurando ordem e produzindo o caos". A partir de então coloquei-me a investigar porque estávamos sempre tão distantes do aclamado equilíbrio. E foi quando percebi que não bastava buscar a ordem em um único campo do conhecimento. Não bastava obter o equilíbrio em apenas um dos papéis desempenhados na minha vida pessoal. Era preciso identificar todos os papéis, ouvi-los e harmonizá-los. Do contrário, a vida seria um eterno recomeço.
Hoje, conhecedor de minhas 7 Vidas, já não sei mais se me exijo à altura do que desejo. Sei apenas que me espero na medida exata do que eu preciso.
29/01/2003


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008



Contra o Tempo
Vander Lee
Composição: Vander Lee


Corro contra o tempo pra te ver
Eu vivo louco por querer você
Morro de saudade, a culpa é sua
Bares ruas estradas desertos luas
Que atravesso em noites nuas
Só me levam pra onde está você
O vento que sopra meu rosto cega
Só o seu calor me leva
Numa estrela pra lembrança sua
O que sou, onde vou, tudo em vão...Tempo de silêncio e solidão
O mundo gira sempre em seu sentido
Tem a cor do seu vestido azul
Todo atalho finda em seu sorriso nu
Na madrugada uma balada soul
Um som assim meio que rock in roll
Só me serve pra lembrar você
Qualquer canção que eu faça tem sua cara
Rima rica, jóia rara
Tempestade louca no Saara.
O que sou, onde vou, tudo em vão...Tempo de silêncio e solidão

domingo, 20 de janeiro de 2008

Sem aceitar o sofrimento, não encontramos a felicidade

"A transitoriedade das coisas que mais estimas pode inspirá-lo a buscar algo que não lhe possa ser tirado."- Tarthang Tulku

Há momentos, em nossas vidas, nos quais achamos ter perdido tudo... Mas a vida nos dá oportunidades maravilhosas..esses episódios que poderiam ser classificados como "ruins" a princípio... com o tempo se revelam oportunidades muito preciosas... Mas fazer com que esses fatos se transformem em oportunidades depende muito da forma como cada um cruza com estas oportunidades...
Existe uma maneira de passar pelas coisas que faz toda a diferença... e essa maneira começa pela aceitação... ao aceitar que tudo está perfeito assim como está, sem resistir, sabendo que ali... naquele momento... mesmo que o julgamos ser "ruim", está tudo o que precisamos para dar mais um passo... faz com que encontremos nas situações da vida chaves preciosas para a nossa liberdade e crescimento espiritual...
Mais que nunca é preciso humildade diante dos caminhos do Criador para que possamos entender o que está além do obvio... e disponibilidade para aproveitar as muitas oportunidades que a vida nos oferece a cada dia.
Observar a vida acontecer de certa distância... buscando mais o lado que alimenta o crescimento do que o que alimenta a autopiedade, pode fazer verdadeiros milagres e nos dar a certeza de que nada é por acaso... e que no Universo existe uma perfeição que sempre podemos acessar quando nos dispomos a abrir mão do controle e do julgamento... que nos impedem de ver o que está além.
Ficar lamentando... ou lembrando caminhos que poderiam ter sido trilhados e que possivelmente evitariam fatos dolorosos, não nos deixam perceber a grande oportunidade que está se apresentando - justamente nesses acontecimentos - que pode proporcionar grandes liberações de aspectos que ainda nos prendem e limitam.
O Universo em sua Sabedoria Infinita nos dá exatamente o que precisamos no momento para evoluir.... e essa evolução se dá pelo entendimento e aceitação de que é preciso ocorrer a libertação de tudo que, por "bem" ou por "mal", nos deixa presos às muitas experiências que vivemos no passado... e que, para acontecerem, se manifestam em situações de nossa vida presente.
Geralmente não aceitamos o que vem revestido de sofrimento... mesmo que seja inevitável... porque só vemos o que tem de negativo naquela situação... e essa não aceitação só aumenta o tempo da aflição e nos faz perder oportunidades únicas de crescimento que se encontram ali.
Quando aceitamos cada situação, como se apresenta, por inteiro, parece que uma janela se abre e acessamos uma força a qual não tínhamos conhecimento de sua existencia em nós... e essa força nos leva pouco a pouco a atravessar aquela condição com determinação resignação e serenidade.... parece que podemos ir além do aparente sofrimento... e então acessar aquele ponto onde nada nos afeta, porque sabemos que podemos confiar plenamente em Deus... A partir dai... novos caminhos se tornam possíveis...
Agora, mais do que nunca, precisamos estar inteiros e presentes... para que cada um exerça seus Dons únicos para melhor servir... e para que isso aconteça precisamos abrir mão de tudo que ainda nos prende a histórias antigas, que precisam se tornar "paginas viradas" em nossa vida, para que as energias que ainda estão presas nessas histórias estejam disponíveis para esse momento tão especial pelo qual estamos passando... de servir ao Todo com integridade... e com Amor...
Reflita e promova a abertura interior da possibilidade de olhar para o sofrimento com outros olhos e da tentativa de mudança dessa atitude diante da vida. Pois a única pessoa que pode fazer algo por você, melhor que qualquer outra pessoa, é você mesmo, mesmo que se sinta incapaz para isso.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

De volta ao paraíso


Garanta sua passagem de volta ao paraíso ::Por Roberto Shinyashiki::

Certa vez, perguntei para o Ramesh, um de meus mestres na Índia: - Porque existem pessoas que saem facilmente dos problemas mais complicados, enquanto outras sofrem por problemas muito pequenos, morrem afogados num copo de água?
Ele simplesmente sorriu e me contou uma história.
Era um sujeito que viveu amorosamente toda a sua vida. Quando morreu, todo mundo lhe falou para ir ao céu, um homem tão bondoso quanto ele somente poderia ir para o Paraíso. Ir para o céu não era tão importante para aquele homem, mas mesmo assim ele foi até lá.
Naquela época, o céu não havia ainda passado por um programa de qualidade total. A recepção não funcionava muito bem. A moça que o recebeu deu uma olhada rápida nas fichas em cima do balcão e, como não viu o nome dele na lista, lhe orientou para ir ao Inferno.
E o Inferno você sabe como é. Ninguém exige crachá nem convite, qualquer um que chega é convidado a entrar. O sujeito entrou lá e foi ficando. Alguns dias depois, Lúcifer chegou furioso às portas do Paraíso para tomar satisfações com São Pedro:- Você é um canalha. Nunca imaginei que fosse capaz de um baixaria como essa. Isso que você está fazendo é puro terrorismo!
Sem saber o motivo de tanta raiva, São Pedro perguntou, surpreso, do que se tratava. O demônio, transtornado, desabafou:- Você mandou aquele sujeito para o Inferno e ele está fazendo a maior bagunça por lá. Ele chegou escutando as pessoas, olhando-as nos olhos, conversando com elas. Agora está todo mundo dialogando, se abraçando, se beijando. O inferno está insuportável, parece um Paraíso!
E fez um apelo:- Pedro, por favor, pegue aquele sujeito e traga-o para cá!
Quando Ramesh terminou de contar essa história olhou-me carinhosamente e disse:- Roberto, viva com tanto amor no coração que se, por engano, você for parar no Inferno o próprio demônio lhe traga de volta ao Paraíso.
Problemas fazem parte de nossa vida, porém não deixe que eles o transformem numa pessoa amargurada. Muitas vezes, a vida nos prega peças terríveis e nos obriga a procurar significados para as tragédias. A pessoa especial aparece quando se mostra mais forte e superior que as adversidades impostas pelo destino.
As dificuldades e provações vão estar sempre se sucedendo e, às vezes, você não terá escolha. Sua vida está sensacional e de repente você pode descobrir que sua mãe está com câncer; que a política econômica do governo mudou, e que infinitas possibilidades de encrencas aparecem.
Você pode não escolher as crises, mas pode escolher a maneira como enfrentá-las. E, no final, quando os problemas forem resolvidos, mais do que sentir orgulho por ter encontrado as soluções, você terá orgulho de si mesmo.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Às favas com o amor! Eu quero é ser feliz

Pois é... a sensação que tenho tido, nos últimos tempos, é de que essa busca pelo grande amor, pelo par ideal, pelo príncipe encantado, pela felicidade infinita – que deveria ter se configurado como um caminho edificante e enobrecedor – tem servido bem mais para transformar a vida de um grande número de pessoas numa insanidade absurda.Basta repararmos um pouco mais atentamente na enorme confusão que tem sido tantas relações (com suas intermináveis tentativas de nomenclaturas) e terminaremos por concluir que nisso tudo tem algo que precisa ser urgentemente revisto, reavaliado e reconduzido.Se estudarmos um pouco mais profundamente a história da humanidade, não demoraremos a descobrir que o comportamento entre homens e mulheres, incluindo o desejo sexual e suas mais diversas manifestações, passou por algumas transformações significativas antes de chegar neste cenário que vivemos atualmente.Se no começo tudo era uma questão de sobrevivência e perpetuação da espécie, não faz muito tempo nasceu o desejo pelo conforto, pela fartura, pelo bem-estar. Eis também o nascimento do amor romântico e dessa tão visceral busca pela felicidade, que ganhava – a partir de então – um sentido bem mais amplo e refinado do que tinha até então.Daí para alcançarmos este ritmo alucinante de mudanças, não demorou quase nada. Bem menos de um século apenas. E neste momento vivemos como que em meio a um furacão, recheado de dúvidas, incertezas, inseguranças, expectativas e perspectivas cujas bases estão trincadas, em plena reforma...E a pergunta se repete, incessantemente: por que tem sido tão difícil viver esse tal grande amor? Por que embora esse pareça ser o maior desejo da grande maioria, o que reina são os desencontros?Talvez você também já tenha vivido contradições profundas como essas. Talvez já tenha acreditado piamente que tudo o que mais desejava era amar e ser amado e, diante desta possibilidade, não soube o que fazer, ou fez tudo errado...Talvez já tenha dito para si mesmo, incontáveis vezes, que prefere ficar só, desfrutar de sua liberdade, preservar seu espaço e sua individualidade e, cara a cara com seu espelho, sentiu medo da solidão ou o peso quase insuportável da falta de um abraço...E nesses momentos, convencido (?) pela atual corrente de pensamento que afirma que tudo só depende de você, o conflito interno é praticamente inevitável: o que eu realmente quero? Se depende só de mim, por que será que as pessoas influenciam tão diretamente no modo como me sinto? E se a responsabilidade pelo que me acontece é somente minha, por que nem sempre alcanço os resultados para os quais tanto me dediquei?Não sei... mas diante de todos esses pontos de interrogação, tendo a concluir que este é um momento da história das relações de completa metamorfose. O que era antes não é mais. O que será ainda não sabemos. Agora, somos homens e mulheres repensando seus papéis, seus desejos, seus lugares dentro dos encontros amorosos, da família e da vida em geral.O problema, então, talvez seja o apego e o anseio por uma idéia de grande amor que é incompatível com a realidade atual. Um grande amor que não seja castrador e submisso como o que viveram nossos avós, mas que também não seja tão livre e descomprometido como este que temos experimentado nas últimas décadas. De preferência, que seja intenso, romântico, perfeito, cheio de encanto e paixão, como descrevem os poetas e compositores ou mostram os filmes das telas dos cinemas... Daqueles que chegam e nos arrebatam de uma vidinha que não temos suportado carregar sozinhos (porque é exatamente assim que tenho visto muita gente esperar por um grande amor). Ah! E que seja para sempre, claro!Não percebemos que essa busca não é coerente com as atitudes que temos tido ou com o modo de vida que temos adotado. As engrenagens externas estão totalmente desencaixadas das internas. Os ritmos estão desencontrados. O que se deseja comprar não é o que está à venda e ainda assim pagamos o preço para ter o que está nas prateleiras. Estamos perdidos entre sentir, querer, fazer, parecer e, enfim, ser!Tudo bem... acho até que não daria pra ser muito diferente disso, já que a fase é de profundas mudanças, mas aposto que o caminho poderia ser bem mais suave e prazeroso se parássemos de acreditar que o “grande-amor-dos-contos-de-fadas” é a solução na qual devemos investir toda a nossa existência.A insanidade (que é o que mando às favas, na verdade) fica por conta dessa insistência em acreditarmos que amor é um ‘estado civil’ qualquer que devemos atingir e, uma vez nele, a felicidade é certa. Não é! Felicidade é aquela que temos a oferecer e não aquela pela qual temos esperado. E é também bem mais incerta, imperfeita e inconstante do que temos imaginado. Simplesmente porque somos gente e gente é assim: incerta, imperfeita e inconstante.E quando, finalmente, aceitarmos esse fato, creio que teremos começado a compreender o que é o amor...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

PARA REFLETIR



Pense antes de julgar!
Você lembra daquela Lei da Atração que está sendo divulgada de forma muito materialista através do vídeo “O Segredo”? Bom, essa mesma Lei da Atração, que é velha quanto a humanidade, pois é proveniente dos ensinamentos do antigo Egito (leiam As Leis Herméticas no site), é a mesma que atrai todo o lixo que encontramos em nosso caminho! Em sintonia com o astral do momento e guiada sempre pela inspiração divina, procuro encontrar palavras para explicar de que forma podemos aproveitar da melhor maneira possível essas influências astrais.Muitos de nós conseguimos compartilhar sua vida com outra pessoa, sem emitir o tempo todo críticas ao seu comportamento, outros não conseguem. Por que isso acontece? O choque de personalidade, especialmente em relacionamentos profissionais, mas ainda mais nos relacionamentos íntimos (sentimentais e afetivos), é muito salutar para o crescimento próprio. E como nós temos personalidades diferentes, os choques e os confrontos são inevitáveis! Deus arranja as coisas de maneira estratégica, de maneira a consigamos atrair, através de amigos e familiares, e também através de simples conhecidos, os conflitos e confrontos que nos ajudam em nosso desenvolvimento espiritual. Todos os traços negativos do caráter dos outros (com os quais nos relacionamos intimamente ou superficialmente) e que nós reconhecemos como tais são traços negativos do nosso próprio caráter!Então se atraímos pessoas autoritárias que nos desafiam porque não gostamos de autoritarismo, devemos parar e pensar que, provavelmente, mesmo sem perceber, nós também agimos de maneira autoritária com outras pessoas. Se atrairmos pessoas violentas, que podem nos fazer mal, é porque, inconscientemente, precisamos desse tipo de desafio para nosso crescimento. Quantas vezes já aconteceu de emitirmos um julgamentos sobre o comportamento deste o daquele amigo? Estamos sempre prontos a dizer “eu não faria isso, eu não agiria desta maneira, eu não falaria assim”, mas será que isso é verdade? A quem queremos enganar? Se sentirmos inveja de alguém, iremos atrair a inveja, se sentirmos raiva de alguém, iremos atrair raiva, mesmo que esse ‘rebote’ não nos venha da mesma pessoa que foi alvo de nossa raiva ou de nossa inveja. O cosmo não age de maneira direta e por essa razão é tão difícil conseguir ler nas entrelinhas! Deus escreve certo por linhas tortas, nos ensina a Bíblia e essa é uma grande verdade. Nós é que não sabemos ler!O mundo seria bem melhor se não emitíssemos julgamentos sobre as atitudes e o comportamento dos outros! Quando paramos de julgar nosso próximo paramos também de atrair a negatividade para nós e damos lugar à Luz! Não julguem para não serem julgados! Esta é a lei da Atração, a lei do Carma! Atraímos sempre energias similares aos nossos pensamentos. Amando, seremos amados, odiando, seremos odiados!Procure então neutralizar sua inveja, apague de sua mente os sentimentos de raiva e de rancor, e comece a enxergar o seu interlocutor com uma ótica diferente, uma ótica baseada no amor e na compaixão. Não inveje seu próximo e sua vida irá fluir mais livremente. Saiba compreender as diferenças que existem dentro do universo humano e saiba aceitá-las, também, sem julgar o certo ou o errado. Não é você que deve julgar, mas Deus! Deixe isso com Ele!Você pode começar a fazer essa transformação hoje mesmo e se você compreender bem essa Lei Hermética saberá como mudar sua vida! Esquecer e superar mágoas e rancores é uma atitude saudável e perdoar agressões e fraquezas que alguém lhe fez no passado, ajudará você a progredir no futuro, não invejar seu próximo irá afastar a inveja de você. Com essa atitude você estará se protegendo da inveja e do rancor, da raiva e das agressões, estará abrindo um caminho de Luz para você! Lembre-se: DEUS TE AMA de forma incondicional.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Amélie Poulain


O tipo de filme que mexe com o espectador, que o faz se sentir bem, com vontade de ajudar o próximo, de amar sem esperar receber nada em troca, enfim, de viver em paz consigo mesmo.
Amélie Poulain é uma fábula. Compre esta idéia antes de ver o filme, e você desfrutará de 2 horas de pura magia cinematográfica. A música é parte do encanto do filme. Combina acordeom com sons lúdicos, que ajudam a transpor a magia do conto de fadas para além da visão. A fotografia é colorida com tons pastéis fortes, pouco vistos no cinema. A liberdade com o visual permite que se utilize desde recursos de videoclipe até mesmo computação gráfica, sem que isso estrague o filme (é uma fábula, lembram?). Quem for pensando que é mais um daqueles filmes franceses chatos, desista. Quem for acostumado aos padrões de beleza hollywoodianos, com certeza vai estranhar este filme. Os personagens são pessoas como as que se vê nas ruas. Isso ajuda a criar um clima de cumplicidade, e, aliado à brilhante interpretação de todos eles, o filme consegue torná-los especiais e memoráveis.
Por falar em memorável, há cenas de pura contemplação que, com certeza, seriam eliminadas de um filme norte-americano. Ouvir Edith Piaf ecoando nas paredes do metrô foi delicioso, assim como subir as escadarias do parque, seguindo as pistas de Amélie. Mas o momento que define o filme, na minha opinião, é quando a personagem principal faz um pequeno tour com um ceguinho na rua. Aquilo me encantou sobremaneira que eu saí do cinema com a alma lavada, com a crença de que no mundo ainda existem pessoas que se preocupam com as outras. Digo isso não pensando na personagem Amélie, e sim, em todos que fizeram este filme. Pessoas que se preocupam com a mensagem que é passada nos momentos de lazer.
A atriz Audrey Tautou está excelente, e merecia um Oscar (o filme ganhou o Oscar de melhor filme estrangeiro). Seu olhar, suas caras e bocas, seu jeito de falar, ela é simplesmente cativante (a alma do filme!) e nos faz acreditar que ali estamos vendo uma pessoa de alma pura!
A música também é especialíssima. Composta por Yann Tiersen, usa com maestria a tradicional "marca sonora" francesa: o acordeon, lindamente misturado com violinos e sons lúdicos e inusitados, como uma caixinha de música, um xilofone e até mesmo uma máquina de escrever.
ACID - Saindo da Matrix

As Sete Leis Espirituais da Vida


O Dr Deepak Chopra nos convida a participar da Rede Global para o Sucesso, praticando diariamente as "Sete Leis Espirituais do Sucesso". Ele sugere que nos concentremos em uma lei a cada dia da semana. Lei é o processo pelo qual o não-manifesto se torna manifesto. Portanto, qualquer coisa que desejamos pode ser criada, porque as mesmas leis que a natureza utiliza para criar uma galáxia, um planeta, um corpo humano, podem realizar nossos desejos mais profundos.

DOMINGO -Lei da Potencialidade Pura. Reserve um momento do dia para ficar só e fazer uma meditação silenciosa. Reserve um período do dia para comungar com a natureza. Pratique diariamente o preceito: "Hoje não julgarei nada".

SEGUNDA-FEIRA - Lei da Doação Ofereça sempre algo às pessoas com quem tiver contato(cumprimento, pensamento positivo, oração, benção). Agradeça as dádivas oferecidas pela vida, como a beleza da natureza e tenha abertura para continuar recebendo-as.Deseje em silêncio, toda vez que entrar em contato com alguém, que tenha uma vida próspera e feliz.

TERÇA-FEIRA - Lei do Karma Observe sempre as escolhas que vai fazer e se pergunte: Quais serão as conseqüências dela para mim e os outros? Peça orientação ao seu "coração", que é muito intuitivo.

QUARTA-FEIRA - Lei do Mínimo Esforço Aceite pessoas e fatos como se manifestarem. Não se volte contra o Universo lutando contra o presente. Seja responsável pelas situações e não culpe ninguém. Desista de impor sua opinião aos outros. Tenha abertura à todos os pontos de vista e não se prenda a nenhum.

QUINTA-FEIRA - Lei da Intenção e do Desejo. Faça uma lista de todos os seus desejos. Olhe para ela antes de meditar e, também, antes de dormir e ao acordar. Libere a lista de seus desejos no plano cósmico, que tem desígnios maiores para você do que possa conceber. Confie. Esteja consciente do momento presente.

SEXTA-FEIRA - Lei do Desapego. Comprometa-se com o desapego. Dê a si próprio e aos outros a liberdade de ser o que é. Participe de tudo, mas com envolvimento distanciado. Saiba que, estando disponível para aceitar a incerteza, a solução virá do próprio problema. Tenha abertura para uma infinidade de escolhas, experimentando toda a magia, mistério e aventura da vida.

SÁBADO - Lei do Propósito de Vida. Nutra, com amor, a divindade que habita em você. Tenha consciência da atemporalidade, do ser eterno. Faça uma lista de seus talentos únicos e do que adora fazer, e saiba que, quando os põe a serviço da humanidade, cria abundância na sua vida e na de outras pessoas. Pergunte-se diariamente: "Como posso servir?"



O QUE É SER INTELIGENTE?


O que é Inteligência Emocional?

A Inteligência Emocional está relacionada a habilidades tais como motivar a si mesmo e persistir mediante frustações; controlar impulsos, canalizando emoções para situações apropriadas; praticar gratificação prorrogada; motivar pessoas, ajudando-as a liberarem seus melhores talentos, e conseguir seu engajamento a objetivos de interesses comuns. (Gilberto Vitor) Daniel Goleman, em seu livro, mapeia a Inteligência Emocional em cinco áreas de habilidades:
1. Auto-Conhecimento Emocional - reconhecer um sentimento enquanto ele ocorre.
2. Controle Emocional - habilidade de lidar com seus próprios sentimentos, adequando-os para a situação.
3. Auto-Motivação - dirigir emoções a serviço de um objetivo é essencial para manter-se caminhando sempre em busca.
4. Reconhecimento de emoções em outras pessoas.
5. Habilidade em relacionamentos inter-pessoais.
As três primeiras acima referem-se a Inteligência Intra-Pessoal. As duas últimas, a Inteligência Inter-Pessoal.
Inteligência Inter-Pessoal: é a habilidade de entender outras pessoas: o que as motiva, como trabalham, como trabalhar cooperativamente com elas.
1. Organização de Grupos: é a habilidade essencial da liderança, que envolve iniciativa e coordenação de esforços de um grupo, habilidade de obter do grupo o reconhecimento da liderança, a cooperação espontânea.
2. Negociação de Soluções: o papel do mediador, prevenindo e resolvendo conflitos.
3. Empatia - Sintonia Pessoal: é a capacidade de, identificando e entendendo os desejos e sentimentos das pessoas, responder (reagir) de forma apropriada de forma a canalizá-los ao interesse comum.
4. Sensibilidade Social: é a capacidade de detectar e identificar sentimentos e motivos das pessoas.
Inteligência Intra-Pessoal: é a mesma habilidade, só que voltada para si mesmo. É a capacidade de formar um modelo verdadeiro e preciso de si mesmo e usá-lo de forma efetiva e construtiva.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2008


Que as tempestades que surgem a minha frente, não me impeçam de continuar a minha jornada.

Que o orgulho não me conduza a cegueira.

Que o desespero não me faça desacreditar no poder da fé.

Que o sofrimento não me convença a abandonar a vida.

Que a ferida não me torne capaz de negar o perdão.

Que o medo não me faça desistir de conquistar novos horizontes.

Que as quedas não destruam a minha vontade de continuar.

Que o ódio não contamine a minha alma.

Que a ingratidão não tire a importância de um gesto de caridade.

Que a dúvida não me afaste dos meus ideais.

Que os obstáculos não me levem ao desânimo.

Que a tristeza não adoeça meu coração.

Que os erros de ontem não me levem ao remorso eterno.

Que as lágrimas não me impeçam de ver o arco-íris.

Que os vícios não possam ocultar os meus dons.

Que o pessimismo não corrompa meus sonhos.

Que a indiferença não me torne insensível também.

Que a derrota não me deixe no chão por muito tempo.

Que as dores não me façam desistir de buscar a evolução espiritual.

Que os prazeres não me iludam a abandonar a disciplina.

Que as desilusões não me façam esquecer a perseverança.

Que as tormentas não anularem a minha fé.

Que a morte não produza a idéia de que tudo se acaba.

E que a cada instante da minha vida, eu possa sentir a presença do Pai a me guiar, porque Ele sempre estará ao meu lado...

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

ADMITO


Admito:
Por tempos sofri, aprisionada aos fantasmas do que passou e não queria ser esquecido. Eu quis o fim da minha existência! E quando quase o atingi, por não agüentar mais as correntes que me prendiam ao que deveriam ser apenas lembranças remotas, eu aprendi uma valiosa lição. Percebi que meu passado poderia ser meu maior inimigo, ou poderia ser meu grande mestre. Foi apenas uma questão de escolha, e de entender que a dor é inevitável para todos os seres humanos, mas o sofrimento é uma opção. Se ver preso aos fatos negativos e destrutivos do passado, é negar o presente e se arrepender no futuro. É preciso entender que há valiosas lições nos nossos erros e na nossa dor.

Admito:
Por vezes cai e não quis levantar, com medo de uma futura queda. Quando mais tive certeza que estava no caminho certo, eu cai. Fui de encontro ao chão. Algumas vezes, derrubada pelas eventualidades da vida, algumas vezes, cai tentando ultrapassar obstáculos que, posteriormente, julguei intransponíveis e não me dei o trabalho de tentar novamente. Mas eu só apenas não era capaz de perceber que quando caímos devemos ter humildade de conhecer mais de perto o chão em que pisamos, e tirar dele apoio e forças para levantar e continuar caminhando, mesmo com a possibilidade de novas quedas.

Admito:
Por vezes procurei a felicidade na aceitação dos outros, achando que só seria feliz se fosse aprovada por tudo e por todos. Então embarquei em supervalorização de coisas supérfluas, e numa busca desenfreada para conseguir obter a imagem perfeita. Por isso, acabei criando ao redor de mim um mundo barato e vendido, cheio de pessoas interesseiras e falsas. Só consegui perceber meu erro quando paguei preços muito caros por não entender que a felicidade está nas coisas pequenas e impagáveis da vida.

Admito:
Por certo tempo me permiti ser apenas mais um rosto na multidão. Deixei-me levar pela correnteza de uma sociedade que precisa rever seus alicerces ou pensar seriamente em um controle mais rígido da natalidade, a fim de preservar a sua existência e desacelerar a caminhada rumo à autodestruição. Aceitei calada as injustiças do mundo, tomei como minhas as idéias alheias, que na maioria das vezes eram sempre resumidas, limitadas. Eu só precisava entender que todos os meus atos têm conseqüências, não só sobre a minha vida, mas como na de todos que me cercam, aceitando assim o “princípio da co-responsabilidade inevitável” que diz que nossos atos são uma conseqüência em cadeia sobre o destino do mundo.

Admito:
Por tempos desacreditei no amor, por achar que ele jamais bateria na minha porta. O medo de ficar sozinha me levou a acreditar que o amor era apenas um sentimento fantasioso, da cabeça de tolos apaixonados que não podem viver sozinhos. E com isso tudo, aprendi que é preciso mudar para evoluir... E evoluir é uma escolha.
Grazzi

domingo, 6 de janeiro de 2008

A ADOLESCÊNCIA E AS DROGAS


A adolescência e as drogas
:: Flávio Gikovate ::

- Os traficantes entram em nossas casas porque encontram portas abertas. E seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem qualquer esperança. Temos muitas dúvidas a respeito de quase todas as coisas que nos são importantes. Mas também temos algumas certezas. Elas derivam da observação dos fatos, especialmente daqueles que são indiscutíveis, que não deixam margem para interpretações variadas. Uma dessas certezas tem a ver com o uso de drogas: praticamente todas as pessoas viciadas começaram a usar algum tipo de droga nos primeiros anos da adolescência, entre os 13 e os 17 anos de idade. Isto é válido para o uso de drogas pesadas, mas igualmente acontece com a iniciação ao uso do cigarro normal que, mesmo provocando poucos efeitos psicológicos, determina forte inclinação para a dependência. Outra certeza que temos é a necessidade urgente de compreendermos melhor o que se passa na cabeça dos nossos jovens, para que possamos impedir que persista a tendência atual, que é a do uso de drogas por um número cada vez maior de pessoas, e que ela venha a envolver praticamente toda a juventude do nosso país. Teremos que providenciar novas atitudes dos pais e da sociedade, especialmente se isto puder ajudar nossas crianças a crescerem com mais força e determinação pessoal.Sim, porque é fácil colocar toda a culpa do problema das drogas nos traficantes e outros delinqüentes que fazem fortuna com este comércio. A verdade é que eles entram nas nossas casas porque encontram as portas abertas. E eles seduzem nossos filhos porque eles têm crescido fracos e sem esperanças. E isto é nossa responsabilidade. Isso é fruto da excessiva permissividade na educação que nós, indo para o pólo oposto do pêndulo em relação ao modo como fomos criados, lhes transmitimos. É hora de urgentes revisões na educação.Além do mais, existem importantes características da adolescência que fazem com que o jovem seja presa fácil de traficantes espertos. Uma delas é a peculiar prepotência dos rapazes e moças, a tendência para acharem que sabem de tudo e que podem tudo. Gostam da idéia de que ser adulto é ter coragem para experimentar de tudo, de modo a formar juízo próprio sobre todas as coisas. O conceito geral até que é interessante, mas não vale para todas as coisas. Não tem o menor sentido testas pessoalmente o uso de drogas mais que conhecidas, tanto em seus efeitos agradáveis como em seus malefícios e seu poder para viciar. Mas a prepotência dos adolescentes não conhece o bom senso. Querem apenas afirmar sua independência em relação aos adultos dos quais efetivamente dependem.Só faz uma verdadeira guerra de independência quem é dependente. A adolescência sempre foi um período muito difícil para os jovens, pois eles têm que assumir, mais ou menos rapidamente, crescentes responsabilidades e se encaminhar na direção da autonomia. Isto é difícil e doloroso, pois uma parte de nós preferiria não ter que crescer e passaria o resto da vida usufruindo aconchego e proteção familiar. Esta parte tem sido muito estimulada pela educação superprotetora, de modo que os esforços das crianças para desenvolverem o outro lado, o da busca da individualidade, são mínimos. A adolescência exige uma aceleração do passo nesta direção, isto por pressões externas que são opostas às tendências que existiam até então.O que acaba acontecendo é que os jovens se afastam da família e não suportam a sensação de abandono. Não podem voltar atrás e só lhes resta uma solução: substituir o aconchego familiar pelo do grupo de amigos da mesma idade. Desta nova “família” tiram a força necessária para romper com aquela de onde vieram. Tornam-se independentes de uma forma curiosa: têm que agir de algum modo em oposição aos valores do seu grupo de origem. O grupo de jovens se une e se torna solidário porque tem em comum comportamentos que desagradam aos mais velhos. Tornam-se independentes dos seus pais, provocando uma guerra aberta contra eles e contra seus valores. Estão prontos para agir de um jeito que os aborreça, pois isto será sinal de independência – é como se a independência fosse a dependência de cabeça para baixo! Estão prontos para se unir em grupos que irão adorar usar roupas extravagantes e reprovadas pelas famílias, para fumar cigarros e para experimentar outras drogas que lhes forem oferecidas. Um certo número de jovens irá adorar os efeitos que elas provocam. E aí...

Eu sou o palhaço


Diz uma história que numa cidade apareceu um circo, e que entre seus artistas havia um palhaço com o poder de divertir, sem medida, todas as pessoas da platéia e o riso era tão bom, tão profundo e natural que se tornou terapêutico. Todos os que padeciam de tristezas agudas ou crônicas eram indicados pelo médico do lugar para que assistissem ao tal artista que possuía o dom de eliminar angústias. Um dia porém um morador desconhecido, tomado de profunda depressão, procurou o doutor. O médico então, sem relutar, indicou o circo como o lugar de cura de todos os males daquela natureza, de abrandamento de todas as dores da alma, de iluminação de todos os cantos escuros do nosso jeito perdido de ser. O homem nada disse, levantou-se, caminhou em direção à porta e quando já estava saindo, virou-se, olhou o médico nos olhos e sentenciou: "não posso procurar o circo... aí está o meu problema: eu sou o palhaço". Como professor vejo que, às vezes, sou esse palhaço, alguém que trabalhou para construir os outros e não vê resultado muito claro daquilo que faz. Tenho a impressão que ensino no vazio (e sei que não estou só nesse sentimento) porque depois de formados meus ex-alunos parecem que se acostumam rapidamente com aquele mundo de iniqüidades que combatíamos juntos. Parece que quando meus meninos(as) caem no mercado de trabalho a única coisa que importa é quanto cada um vai lucrar, não importando quem vai pagar essa conta e nem se alguém vai ser lesado nesse processo. Aprenderam rindo, mas não querem passar o riso à frente e nem se comovem com o choro alheio. Digo isso, até em tom de desabafo, porque vejo que cada dia mais meus alunos se gabam de desonestidades. Os que passam os outros para trás são heróis e os que protestam são otários, idiotas ou excluídos, é uma total inversão dos valores.. Vejo que alguns professores partilham das mesmas idéias e as defendem em sala de aula e na sala de professores e se vangloriam disso. Essa idéia vem me assustando cada vez mais, desde que repreendi, numa conversa com alunos, o comportamento do cantor Zeca Pagodinho, no episódio da guerra das cervejas e quase todos disseram que o cantor estava certo, tontos foram os que confiaram nele. "O importante, professor, é que o cara embolsou milhões", disse-me um; outro: "daqui a pouco ninguém lembra mais, no Brasil é assim, e ele vai continuar sendo o Zeca, só que um pouco mais rico", todos se entreolharam e riram, só eu, bobo que sou, fiquei sem graça. O pior é quando a gente se dá conta que no Brasil é assim mesmo, o que vale é a lei de Gérson: "o importante é levar vantagem em tudo". (Lei de Gerson... dá para rir...) A pergunta é: É possível, pela lógica, que todo mundo ganhe? Para alguém ganhar é óbvio que alguém tem de perder. A lógica é guardar o troco a mais recebido no caixa do supermercado; é enrolar a aula fingindo que a matéria está sendo dada; é fingir que a apostila está aberta na matéria dada, mas usá-la como apoio enquanto se joga forca, batalha naval ou jogo da velha; é cortar a fila do cinema ou da entrada do show; é dizer que leu o livro, quando ficou só no resumo ou na conversa com quem leu; é marcar só o gabarito na prova em branco, copiado do vizinho, alegando que fez as contas de cabeça; é comprar na feira uma dúzia de quinze laranjas; é bater num carro parado e sair rápido antes que alguém perceba; é brigar para baixar o preço mínimo das refeições nos restaurantes universitários, para sobrar mais dinheiro para a cerveja da tarde; é arrancar as páginas ou escrever nos livros das bibliotecas públicas; é arrancar placas de trânsito e colocá-las de enfeite no quarto; é trocar o voto por empregos, pares de sapato ou cestas básicas; é fraudar propaganda política mostrando realizações que nunca foram feitas (assim como costuma fazer a dupla sertaneja Lula e Duda). É a lógica da perpetuação da burrice. Quando um país perde, todo mundo perde. E não adianta pensar que logo bateremos no fundo do poço, porque o poço não tem fundo. Parafraseando Schopenhauer: "Não há nada tão desgraçado na vida da gente que ainda não possa ficar pior". Se os desonestos brasileiros voassem, nós nunca veríamos o sol. Felizmente há os descontentes, os lutadores, os sonhadores, os que querem manter o sol aceso, brilhando e no alto. A luz é e sempre foi a metáfora da inteligência. No entanto, de nada adianta o conhecimento sem o caráter. Que nas escolas seja tão importante ensinar Literatura, Matemática ou História quanto decência, senso de coletividade, coleguismo e respeito por si e pelos outros. Acho que o mundo (e, sobretudo, o Brasil) precisa mais de gente honesta do que de literatos, historiadores ou matemáticos. Ou o Brasil encontra e defende esses valores e abomina Zecas, Gérsons, Dirceus, Dudas e todos os marketeiros que chamam desonestidades flagrantes, de espertezas técnicas, ou o Brasil passa de país do futuro para país do só furo. De um Presidente da República espera-se mais do que choro e condecoração a garis honestos, espera-se honestidade em forma de trabalho e transparência. De professores, espera-se mais que discurso de bons modos, espera-se que mereçam o salário que ganham (pouco ou muito) agindo como quem é honesto. A honestidade não precisa de propaganda, nem de homenagens, precisa de exemplos. Quem plantar joio, jamais colherá trigo. Quando reflexões assim são feitas cada um de nós se sente o palhaço perdido no palco das ilusões. A gente se sente vendendo o que não pode viver, não porque não mereça, mas porque não há ambiente para isso. Quando seria de se esperar uma vaia coletiva pelo tombo, pelo golpe dado na decência, na coerência, na credibilidade, no senso de respeito, vemos a população em coro delirante gritando "bis" e, como todos sabemos, um bis não se despreza. Então, uma pirueta, duas piruetas, bravo! bravo! E vamos todos rindo e afinando o coro do "se eu livrar a minha cara o resto que se dane". Enquanto isso o Brasil de irmã Dulce, de Manuel Bandeira, do Betinho, de Clarice Lispector, de Chiquinha Gonzaga e de muitos outros heróis anônimos que diminuíram a dor desse país com a sua obra, levanta-se, caminha em silêncio até a porta, vira-se e diz: "Esse é o problema... eu sou o palhaço".

Nailor Marques Junior.(Professor – Lapa; PR)

Tropa de Elite

Tropa de Elite:: Acid ::

Dois soldados do BOPE (Tropa de Elite da PM) olham de cima de um telhado uma transação no morro, onde policiais corruptos entregam fuzis do exercito para traficantes. O tempo todo eles estão na mira telescópica de um dos soldados, que só aguarda a ordem do Capitão pra executá-los. Este vacila, diz que os policiais já estão cercados, mas depois dá de ombros e fala uma frase que se tornou célebre na internet: senta o dedo nessa porra! Nasce nesse exato momento o mais novo herói brasileiro: Capitão Nascimento, o homem que fez Chuck Norris pedir pra sair do treinamento pro BOPE. Dizem que, empolgado com o símbolo da Caveira, o Satanás em pessoa entrou pro curso preparatório, mas pediu pra sair quando o Capitão Nascimento falou: "Sr. 666, o senhor é o novo Xerife".Cinema é a arte de manipular uma platéia por toda a duração do filme. Pegá-la pelo estômago e conduzi-la através das cenas, para que se sinta transportadas a outra realidade. O filme Tropa de Elite faz isso como nenhum outro do cinema nacional, nem mesmo Cidade de Deus (que chegou bem perto). Tropa de Elite é o nosso Pulp Fiction, um fenômeno não só cultural, mas social. Sim, social, porque esse lado do filme foi ignorado por meses, enquanto as cópias piratas proliferavam nos camelôs, e foi uma grata surpresa quando vi no cinema um roteiro com profundidade que dá margem a HORAS de conversa sobre Foucault, psicologia, direito, sociologia, tráfico, violência, papel da polícia, papel do Estado, corrupção, enfim...Foi com grande alegria que constatei que Capitão Nascimento, mesmo não tendo sido intenção do diretor, se tornou um herói brasileiro. Num país que segue à risca a Lei de Gérson, e que se identificou com o Zé Pequeno, agora tem, pelo menos, alguém que quer preservar a lei e a ordem. "Faca na caveira, e nada na carteira" é o lema do BOPE. Nós, cidadãos que pagamos os impostos e temos que aturar tanta roubalheira descarada dos políticos, ouvimos isso como música. Pena que eles não façam incursões ao Congresso e ao Senado.Certos PMs ficaram revoltados com o filme, intimando inclusive o diretor e o roteirista a depor. Afinal, o roteiro não foi muito lisonjeiro ao mostrar as táticas de "0800" e "segurança particular" que todos nós sabemos que muitos PMs fazem mas não gostam que falem. Mas recentemente uma penca deles foi presa por corrupção, inclusive um coronel.Após o filme você poderá pensar: Será que toda a corrupção e os esquemas que o filme mostra têm embasamento? Pode apostar que sim, e tende a ser pior. O filme é baseado no livro "Elite da Tropa", do capitão reformado da Polícia Militar (e colaborador do filme) Rodrigo Pimentel, e do ex-secretário Nacional de Segurança Pública, Luiz Eduardo Soares (co-autor). Ou seja, gente de dentro.E assim a sociedade vira refém e, ao mesmo tempo, financiadora de bandidos. Quem compra droga não é favelado, não é morador de morro. É gente com grana. Gente com muita grana e pouco juízo, do tipo que atira ovos nas pessoas e não acha nada demais nisso. Gente que só pára pra pensar na violência quando é assaltado, e a única medida que tomam é blindar o carro. "Fodam-se os outros, eu quero é garantir o meu: meu dinheiro, meu conforto, minhas drogas, meu bem-estar. Se eu estou legal com minha ervinha, que mal há nisso? Se eu não comprar a aquele vapor, outro vai e compra. Gente não vai faltar". Enquanto isso estudam direito ou economia (com uma tal de "relação entre oferta e demanda" que eles só entendem na prova). Acho até que, no filme, faltou algum playboyzinho ir pro saco...Enquanto isso uma PM desestruturada, com cargos sendo negociados por políticos, baixos salários e corrupção generalizada, ainda assim possui bons policiais, que sobem o morro com um 38 pra enfrentar bandidos armados de fuzil, ou que protegem com a própria vida o cidadão. É como o Capitão Nascimento diz no filme: "Nesta cidade, todo policial tem de escolher: ou se corrompe, ou se omite, ou vai pra guerra". Como ir pra guerra sendo um gentleman? Como conciliar a vida social com a violência que É parte integrante de seu trabalho nas ruas?O cerne do filme é a questão da vida do policial. Ser policial é um trabalho de 24x7, em detrimento de sua vida pessoal. Ser policial num lugar de guerrilha como o RJ e tentar levar uma vida social (nos desfazendo da máscara/persona policial, como nós, como um sapateiro ou vendedor faz após o expediente) pode colocar em risco a própria vida, ou a das pessoas próximas a ele. Sobra então o papel de policial full time, e um comprometimento desses pode levar a pessoa a uma personalidade (máscara, persona) nada agradável.Ironicamente, tanto o Capitão Nascimento como o "Baiano" (o líder da boca) são, indiretamente, duas vítimas e criações de um "inocente" grupo de estudantes do Leblon. Não só eles, claro, mas de toda uma ELITE que financia a droga do tráfico. Recomendo a todos do blog que assistam o filme (de preferência pagando) e teçam seus comentários (senta o dedo nessas teclas!). Nossa sociedade precisa botar os pés no chão e encarar seus papéis face ao quadro dramático da violência.Referência: Capitão Nascimento, o herói indesejado;Tropa de Elite fora da festa do Oscar;Luciano Huck e a tropa "das elites"

Não vou para Pasárgada


Lya Luft
Não vou pra Pasárgada

"Achei que em Pasárgada eu correria menosrisco de me tornar descrente. Eu, que detesto o ceticismo, agora tenho medo de me contagiar"

Eu já estava de malas prontas: ia pra Pasárgada (para quem não se recorda, é o reino feliz inventado por Manuel, o Bandeira; para quem não sabe, ele foi um poeta maravilhoso). Queria escapar deste reino das frases infelizes e atitudes grotescas, dos reis feios e nus, das explicações cabotinas, da falta de providências e de autoridade, da euforia apoteótica de um lado e da realidade tão diferente de outro.
Pasárgada podia ser um bom lugar, onde se acredita nas instituições e nos líderes, onde vale a pena ser honrado e os malfeitores vão direto para a cadeia, onde se tomam providências antes que tudo desabe. Lá, ao contrário daqui – em que a manada se divide entre os ingênuos, os que sabem das coisas mas se conformam e os aproveitadores –, autoridade serve para cuidar do bem do povo, decoro é simplesmente decência, seja em algum cargo, seja na vida cotidiana de qualquer um.
Na minha nova pátria eu tentaria não escrever mais sobre o que por estas bandas tem me angustiado ou ameaça transformar-se num tristíssimo tédio: sempre os mesmos assuntos? Mandaria só questionamentos sobre o que faz a vida valer a pena: as coisas humanas, como família, educação, transformações, relacionamentos e separação, responsabilidades e escolhas, alegria, vida e morte, incomunicabilidade e o mistério de tudo – até a dor (mas que seja uma dor decente).
Nem problema de transporte eu teria: para Pasárgada se viaja com o coração e o pensamento. Ainda bem, pois de avião seria loucura e risco. Desses meses todos me ficou inesquecível o trabalhador humilde cochilando numa cadeira de aeroporto que, entrevistado sobre toda a confusão, respondeu: "A casa já caiu, o brasileiro tem de se conformar". Ninguém faz nada? – perguntam-se as pessoas, no limite de sua capacidade de espanto. A impressão que estávamos tendo, nós, comuns mortais, era que resolver problemas e impor ordem importava bem menos do que distribuir ilusões como quem distribui pirulitos. É para rir ou para chorar? Ora rimos, ora choramos, esse é o novo jeito brasileiro de ser.
Cresce a economia, encolhe a respeitabilidade; pisca uma luzinha de esperança, mas a seriedade extraviou-se. Poucos andam à sua procura. Aumenta o isolamento dos homens e mulheres públicos respeitáveis, que mais parecem dinossauros sobreviventes de um tempo em que seria totalmente impensável o que hoje é pão nosso de cada dia. Eu ia embora porque enjoei dessa repetição obsessiva de fatos que provocam insônia no noticioso da noite e náusea no café-da-manhã. Ia partir sem endereço, sem telefone, sem e-mail. Levaria comigo pássaros, crianças e esta paisagem diante da minha janela (com nevoeiro, porque aí é de uma beleza pungente). Levaria família, amigos, livros, música e o homem amado. Ah, e as minhas velhas crenças de que não somos totalmente omissos ou sem caráter, portanto este país ainda teria jeito, embora neste momento eu não tenha muita fé nisso.
Achei que em Pasárgada eu correria menos risco de me tornar descrente: eu, que detesto o ceticismo e não vivo bem com os pessimistas, agora tenho medo de me contagiar. Podia me livrar da suspeita de que por trás de tudo isso existe algo muito sério, gravíssimo, que nós, rebanho alienado, desconhecemos. Quem sabe até terminasse o romance que venho escrevendo, num compasso de desânimo que nada tem a ver com literatura: nasce do meu amor por este país, ao qual dei meus filhos e meus netos para nele crescerem.
Mas então, entre lideranças que negavam qualquer problema, fazendo afirmações estapafúrdias e divertindo-se talvez com nossa agonia, soprou um vento de lucidez e autoridade – parece que as coisas se reorganizam. Botar a casa em ordem ao menos nos aeroportos não podia ter levado tanto tempo, pobres de nós, mas hoje não precisarei ter medo se um de meus filhos viajar de avião. Amanhã é um enigma (sabe se lá o que vai acontecer no breve intervalo entre escrever esta coluna e ela ser publicada).
E assim, na última hora, decidi ficar. Acho que me sentiria como quem deserta de um grupo com o qual tem laços muito fortes: meus leitores. Os que me acompanham, os que pensam diferente e até os indignados – às vezes por terem lido algo que nem estava ali. Todos são importantes para mim. Com eles tem sido imensamente estimulante partilhar alegrias e preocupações, descobertas ou receios. Afinal, somos irmãos, filhos desta mãe, que, com decoro, firmeza e vontade, será melhor do que qualquer Pasárgada inventada.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Vá ao teatro e me convide...


Confiança, admiração e respeito


Fiquei tentada a colocar o título deste texto de “Receita de Amor”. Acho que ficaria mais interessante, mas infelizmente não acredito em receitas para o amor. Então, resolvi dar apenas os ingredientes. A sua receita é você quem cria! Há alguns anos, uma amiga psicóloga me disse que um relacionamento só poderia dar certo se estivesse baseado em três sentimentos. Eu, obviamente, imaginei que o primeiro seria o amor, e os outros nem teriam tanta importância. Qual não foi a minha surpresa quando ela citou os três e o amor ficou de fora. Somente depois de muito tempo compreendi que, na verdade, aquela era a “fórmula” do amor. Ou seja, não é possível sentir e manter-se sentindo amor por uma pessoa caso a relação não esteja baseada em admiração, confiança e respeito. Entretanto, descobri que cada um de nós, ao usar essa “fórmula”, obtém o seu próprio resultado, dependendo também da combinação entre o que somos e o que o outro é! Isto é, eu posso confiar, admirar e respeitar um homem, mas nem por isso amá-lo como homem. Mas quando acontece uma alquimia entre a química contida em dois corações, aí sim sentimos o amor pulsar. Na verdade, existem muitas pessoas que acreditam estar vivendo o amor, quando na verdade estão alimentando algum outro tipo de sentimento muito aquém. Sentem-se tristes, desesperadas, perdidas, angustiadas e insistem em justificar tudo isso através da palavra “amor”. Sentem-se rejeitadas, desmerecidas e enganadas e, ainda assim, acreditam que amam... No entanto, se essas pessoas se desprendessem desses sentimentos tão dolorosos e respondessem a três perguntas básicas, talvez se espantassem com o fato de que não estão vivendo o amor. Faça o teste! Pense na pessoa que você acredita que ama. Pense na relação de vocês e responda:

1 – Você admira essa pessoa? O jeito dela, o caráter, a personalidade, a maneira como encara a vida, as atitudes diante dos problemas, das alegrias, enfim, você admira a alma dessa pessoa?


2 – Você confia nela? Você acredita que pode contar com ela, confiar no que diz? Está certo de que ela faz o possível para cumprir o que promete e está disposta a construir uma relação baseada na sinceridade e na verdade, por mais difícil que seja?


3 – Você respeita essa pessoa? Considera o que ela pensa e sente e está disposta a aceitá-la, por mais diferente que possa ser de você? Você consegue dar espaço para que ela seja como é, sem tentar o tempo todo fazer com que ela mude de jeito, de opiniões e de comportamento? Talvez você se surpreenda com suas próprias respostas... Muitas pessoas preferem acreditar que é melhor ficar numa relação ruim a ficar sozinho, mas estão apenas com medo de tentar, de sair em busca de um amor intenso, de se livrar de uma pessoa que só lhes faz mal e perder o lugar de vítima! É mais fácil justificar um amor que não deu certo a se arriscar a encontrar uma pessoa maravilhosa, companheira, sincera e profunda, e ter de lidar com seus próprios defeitos, inseguranças e buracos internos. Sugiro que você cultive sentimentos como respeito, confiança e admiração. Sinta isso pela pessoa amada e, acima de tudo, por si mesmo! E se não puder, pare onde estiver e proponha-se a aprender e se preparar para o verdadeiro amor.

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

Tempo mágico



Contei meus anos e descobri que terei menos tempo para viver daqui para frente do que já vivi até agora. Sinto-me como aquela menina que ganhou uma bacia de jabuticabas. As primeiras, ela chupou displicente, mas percebendo que faltam poucas, rói o caroço.

Já não tenho tempo para lidar com mediocridades.
Não quero estar em reuniões onde desfilam egos inflados.
Não tolero gabolices. Inquieto-me com invejosos tentando destruir quem eles admiram, cobiçando seus lugares, talentos e sorte. Já não tenho tempo para projetos megalomaníacos.

Não participarei de conferências que estabelecem prazos fixos para reverter a miséria do mundo. Não quero que me convidem para eventos de um fim de semana com a proposta de abalar o milênio. Já não tenho tempo para reuniões intermináveis para discutir estatutos, normas, procedimentos e regimentos internos.

Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas, que apesar da idade cronológica, são imaturos.
Não quero ver os ponteiros do relógio avançando em reuniões de "confrontação", onde "tiramos fatos a limpo".
Detesto fazer acareação de desafetos que brigaram pelo majestoso cargo de secretário geral do coral.
Lembrei-me agora de Mário de Andrade que afirmou: "as pessoas não debatem conteúdos, apenas os rótulos".

Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos, quero a essência, minha alma tem pressa...
Sem muitas jabuticabas na bacia, quero viver ao lado de gente humana, muito humana; que sabe rir de seus tropeços, não se encanta com triunfos, não se considera eleita antes da hora, não foge de sua mortalidade, defende a dignidade dos marginalizados, e deseja tão somente andar ao lado de Deus.

Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade, desfrutar desse amor absolutamente sem fraudes, nunca será perda de tempo. O essencial faz a vida valer a pena.

20 horas de silêncio por dia

20 HORAS DE SILÊNCIO POR DIA Fabrício Carpinejar  Não é hora de brincar. Não é hora de ser irônico. Não é hora de fazer piada. Não...