segunda-feira, 31 de março de 2008

Entre abraços, beijos, preces e sorrisos!


Entre abraços, beijos, preces e sorrisos!
Flávio Bastos - flaviolgb@terra.com.br

Diante da grandeza do universo e das possibilidades de mudanças a partir de si mesmo, um sábio desconhecido alertou-nos a respeito das potencialidades que encontram-se adormecidas no âmago de cada ser: "É necessário que confiemos que todos nós temos um Eu Divino, onde mora a saúde, a paz e principalmente o amor que tudo equilibra, dentro de um tempo que é transitório e diante da vida que é eterna".

O AFETO
Uma pesquisa realizada pela Universidade de Durtham, na Inglaterra, revelou que os traços físicos do pai são fundamentais para que as mulheres escolham seus parceiros. Os estudiosos descobriram que as mulheres que foram bem tratadas pelos pais durante a infância se sentem atraídas por homens que se parecem fisicamente com ele. Esse comportamento não existe nos casos em que mulheres tiveram relações turbulentas ou experiências traumáticas ligadas à figura paterna.

O BEIJO
Denise Knowles, terapeuta e sexóloga do Instituto Terapêutico Relate, do Reino Unido, chegou à conclusão, após extensa pesquisa, de que o beijo pode ser uma das maneiras para combater a depressão. Para o psicólogo e pesquisador da Universidade de São Paulo, Thiago de Almeida, a proposta de Knowles faz todo o sentido: "A endorfina é o antídoto da depressão e tudo que estimula sua produção vai ajudar a reverter quadros depressivos, porque além do efeito físico, há também um potencial positivo psicológico. O contexto do beijo na nossa cabeça, por exemplo, tem a ver com o amor e relacionamentos amorosos. Mesmo hoje em dia, quando jovens beijam sem envolvimento, ainda assim ele está ligado ao amor e esse sentimento tem o poder de recuperar o bem-estar de alguém".

O ABRAÇO

O Dr. Harold Voth, psiquiatra da Universidade de Kansas e estudioso sobre os efeitos do abraço no comportamento humano, revela-nos que o abraço é o melhor tratamento da depressão. Objetivamente ele faz com que o sistema imunológico do organismo seja ativado. Abraçar traz nova vida para um corpo cansado e faz com que nos sintamos mais jovens e vibrantes. No lar, um abraço todos os dias reforça relacionamentos e reduz significativamente os atritos. Helen Colton reforça esse pensamento: "Quando a pessoa é tocada, a quantidade de sangue aumenta consideravelmente. Hemoglobina é a parte do sangue que leva suprimento vital de oxigênio para todos os órgãos do corpo, incluindo coração e cérebro. O aumento da hemoglobina ativa todo o corpo, auxilia a prevenir doenças e acelera a recuperação do organismo no caso de alguma enfermidade. O abraço é uma afirmação muito humana de ser querido e ter valor. E cada pessoa acaba por descobrir em sua capacidade de abraçar seu nível de humanização e seu grau de evolução afetiva".

O RISO
Segundo a terapeuta Selma Di Lulio, o riso e o sorriso desencadeiam a liberação e produção de endorfinas que são conhecidas como os hormonios da felicidade e da longevidade. O riso é bom para o físico, para a psique e para a alma. Procurar ser feliz é procurar cultivar qualidades, virtudes e bons pensamentos, tentando manter-se positivo e cercar-se de pessoas positivas. Já o médico clínico geral e homeopata Eduardo Lampert, autor do livro "Terapia do Riso,a Cura pela Alegria", considera o riso como um grande estimulador: "O simples esboçar de um sorriso, o riso ou uma gargalhada bem gostosa - e quanto mais intensa melhor - cria uma onda vibratória que propicia de imediato um relaxamento corporal que se estende para todo o corpo, dando uma sensação de bem-estar físico, mental e emocional. Protege ajudando a nos prevenir de várias enfermidades". O médico afirma ainda que quanto mais intenso, melhor. Mas que um simples sorriso, uma graça, situações cômicas, bons pensamentos, bons sentimentos, boas lembranças, palavras de apoio e incentivo já são fatores importantes à síntese das endorfinas. "É bom lembrar que sorrir nas adversidades é privilégio dos fortes", completa.

A PRECE
Para os espiritualistas, a prece induz à paz e produz estabilidade emocional, geradora de saúde integral. A mente que eleva o pensamento numa prece, sintoniza com as fontes da vida, enriquecendo-se de forças espirituais e lucidez. Terapia valiosa, a oração atrai as energias refazentes que reajustam moléculas orgânicas no mapa do equilíbrio físico, ao mesmo tempo que dinamiza as potencialidades psíquicas e emocionais, revigorando o indivíduo. Quando um enfermo ora, recebe valiosa transfusão de forças que vitalizam os leucócitos para a batalha da saúde e sustentação dos campos imunológicos, restaurando-lhes as defesas.No entanto, o "medo da prece" surge até mesmo quando ela é usada de maneira caridosa como aconteceu certa vez num serviço de saúde mental da Nova Inglaterra. Uma psicoterapeuta foi chamada pelo diretor da clínica para explicar porque seus pacientes se recuperavam e tinham alta antes dos pacientes dos outros terapeutas. "Por que seus pacientes melhoram mais depressa? O que você faz de diferente?", perguntou ele. Ela revelou que rezava por seus pacientes e isso talvez explicasse as diferenças entre os resultados clínicos. Diante disso foi convocada uma reunião urgente com o pessoal da clínica para discutir a situação. Todos ficaram extremamente nervosos em relação a essa terapia altamente controversa. Assim, a terapeuta recebeu ordens para parar de rezar, porque isso dava a seus pacientes uma "vantagem injusta".

A FÉ
Segundo a fonte "Planeta na Web", atualmente, nos Estados Unidos, 11 escolas de medicina oferecem cursos que tratam da espiritualidade na clínica médica e 60 - praticamente a metade das escolas de medicina do país - têm interesse em desenvolver tais programas. Essa tendência reflete um reconhecimento crescente da importância que a prática religiosa e a prece têm em relação à saúde.

A ciência vêm comprovando através de diversos estudos desenvolvidos nos últimos anos que as doenças relacionadas ao estresse, especialmente as cardiovasculares, parecem ser as que as mais se beneficiam da espiritualidade bem desenvolvida. Conforme a revista "Einstein e Vida", muitos estudos vem comprovando essa máxima e entre as pesquisas realizadas nessa área no Brasil, destacam-se duas, voltadas para pacientes com câncer. Em tese apresentada na Universidade de Campinas (SP), ficou comprovado que a religiosidade atuou como fator de proteção contra a depressão e nos pós-operatório de mastectomia. A outra pesquisa publicada em 2004 no São Paulo medical Journal, publicação da Associação Paulista de Medicina, mostrou que a prática da prece tem relação direta com a melhora da saúde geral de pacientes com câncer, ficando provado que indivíduos com envolvimento espiritualista tendem a enfrentar situações adversas com mais sucesso. Sentimentos de esperança, amor e perdão melhoram o estado psicológico e, conseqüentemente, ajudam a equilibrar as funções orgânicas, ou seja, a fé religiosa pode vir a ser um remédio para o alívio, o retrocesso ou até mesmo a cura das mais diversas enfermidades.

Portanto, reforce sua energia bio-psico-espiritual através do abraço, do beijo, do sorriso e da fé e esperança num mundo melhor e mais humano.

Psicanalista Clínico e Interdimensional.

www.flaviobastos.com ok

quarta-feira, 19 de março de 2008

há isso da amizade!!


"Amigos são pessoas que compartilham com alegria as nossas vitórias, mas que nos acolhem despretensiosamente nos maus momentos. Nós os descobrimos na adversidade e na infelicidade. São apoiadores por natureza, mesmo quando discordam de nossas posições. Bons ouvintes, concedem-nos sua atenção e sabem que muitas vezes não queremos opiniões ou comentários, mas apenas sermos pacientemente ouvidos."

Adeptos da diversidade, pouco lhes importam aspectos como raça, credo ou condição sócio-econômica, pois respeitam nossas diferenças antes mesmo de desfrutar as semelhanças. Surpreendem-nos com freqüência e são admiráveis confidentes, compartilhando seus segredos – e os nossos.

Não existem bons ou maus amigos, sinceros ou dissimulados. Por definição, um amigo é verdadeiro, honesto, leal e digno de honra e admiração. Lembro-me de Publius Syrus: “A amizade que acaba nunca principiou”.

Melhor do que conquistar novos amigos é conservar os velhos. Por isso, visite seus amigos com freqüência. O mato cresce depressa nos caminhos que são pouco percorridos. Relacionamentos não se constroem por telefone ou e-mail. São bons expedientes para se manter uma amizade, mas precisamos mesmo é estar “cara a cara” com as pessoas que apreciamos. Olhos que brilham, braços que envolvem, palavras que acalentam. Vale o alerta de Fred Kushner: “Eu deveria ter visitado mais meus amigos e lhes contado como me sentia em vez de só encontrá-los em enterros”.

A amizade torna as pessoas mais amenas, gentis, generosas e felizes. Mas, para se ter amigos, é preciso antes ser um. E isso envolve atitude...

Começar junto e terminar junto. Assim se edifica uma sólida amizade.



Tom Coelho

Momentos de escolhas

Momentos de escolhas...
:: Mon Liu ::

A vida é simples, o ser humano é que gosta de complicar tudo. Inventam-se mil desculpas, procrastinam-se as decisões, vegeta-se! Por medo, insegurança, acomodação. Apego aos bens materiais, às finanças, à estabilidade. Posse, controle, ciúmes. E o que fazer com a intuição? Esqueça, é pura bobagem, diz o lado esquerdo do cérebro. Melhor ficar no que é real, no concreto. Não perca tempo com ninharias!

Massacram-se os sentimentos, embutem-se as emoções, anula-se o amor. E vai-se levando esta ausência de sensações mais fortes. Sede de paixões, do coração bater mais forte, de viver! A alma pergunta: até quando? Procura-se outra pessoa, estando casado? Separa-se e aí... vai à caça? Empurra com a barriga este casamento falido por causa dos filhos? Como saber o caminho correto? O que fazer? Como sair deste turbilhão astral?

As mudanças começam no caos para chegar ao equilíbrio. As incertezas, o medo do amanhã, a perda de qualidade de vida assustam os casais. E quando têm filhos envolvidos? Mais objeções para não se separarem... Mal sabem que o ambiente fica tão carregado que deixa as crianças doentes! Tudo é em função deles, satisfazer os seus mínimos desejos. Tornam-se a razão de vida dos pais. Poderá se gerar futuros adultos sem limites, eternamente insatisfeitos, sem iniciativas para nada. E depois, os filhos são emprestados. Criam-se para o mundo. Decidir o destino deles? Eles têm a própria personalidade, sabem o que querem e vão embora... E aí, o que sobra deste casal? Quanto tempo se perdeu...As pessoas se acostumam a tudo, até a sofrer! Tudo é motivo de discussões desgastantes. Preferem ficar na solidão a dois, nas verdades não ditas, acumulando ressentimentos por motivos ínfimos. Estresse puro. Acham que é normal, não conhecem um relacionamento baseado no amor. Fica um clima pesado, tenso. Resulta em doenças da alma...

Dependendo do caso, existem soluções, terapias e novas formas de serem felizes na mesma história. Outras maneiras de encarar o mesmo relacionamento. Necessita-se de diálogo, tolerância e autoconhecimento. Perdoar e perdoar-se muito, praticar o amor incondicional, descobrir que o mundo é bem maior...

Agora, se já não existe a questão da pele... são apenas dois amigos dividindo o mesmo espaço. Não adianta. Apagou o fogo, não acende mais. Tem gente que está casado há muitos anos, dorme na mesma cama e não rola nada! E quem casa sem estar apaixonada(o)? Cadê a química? Diagnóstico: não existe amor! Nesta história, todos saem machucados, ainda mais se insistem neste compromisso, por pura teimosia, culpas ou estagnação. Atração ou se sente ou não... Não dá para se programar: “Dia 10 de outubro, vou começar a sentir atração por fulano”... Quem sabe, um dia, talvez... Não permita que a sua vida passe em brancas nuvens!

Vale dar um tempo sozinha. A pessoa está tão acostumada a viver no inferno das brigas que estranha o silêncio, a paz e a harmonia. Os defeitos dos outros que nos incomodam são os mesmos que temos e não resolvemos. Você é 100% responsável por tudo que lhe acontece, não adianta tentar culpar ninguém!

Às vezes, o distanciamento pode trazer uma visão mais objetiva do relacionamento. Percebe que não é tão ruim assim... Consegue até pensar! Sai daquele turbilhão astral. Está mais feliz! Volta ao mesmo relacionamento com mais intensidade, compreensão e amor. O sentimento fica mais forte. Renovação do espírito. Pode pintar outra pessoa também... Aí, significa que o “ex” já faz parte do passado. Novas formas de se relacionar. Tem que dar certo? São tentativas que podem dar samba. Duas pessoas livres que escolheram traçar o mesmo caminho...

Não existem garantias e nem certezas. Fica-se enquanto o relacionamento for bom e construtivo, se houver dor e tristeza... Virar a página e construir outra história. Também, acontece de preferir ficar sozinha. Tudo são oportunidades, opções, escolhas que o Universo nos oferece. Seria tão sensato decidir através de uma visão lógica, mas a vida prega surpresas em cada esquina...

O amor acontece quando menos se espera. Sincronicidade: a pessoa certa, no momento exato, no mesmo lugar. Outros preferem chamar de destino. A energia pode ser sentida, mas não é tangível. É preferível viver 10 anos em um dia a um dia em 10 anos. Uma carícia, um cheiro, um olhar mais intenso...

O coração tem razões que a própria razão desconhece... Como disse o rapaz do filme Cold Mountain (Montanha Gelada): “Quando você acorda e o coração está dolorido de tanto pensar na pessoa... Como se chama este sentimento”?

Não existem fórmulas mágicas. Não é uma receita de bolo. Cada história é única, especial, maravilhosa... Precisa-se de mais coragem, acreditar em seus sonhos, sentir a plenitude da vida. As mudanças são sempre positivas. Elas nos fazem crescer, aproveitar melhor os momentos, perceber os insights. Aguça a intuição, incentiva a criatividade, independente da decisão tomada.

Escolha viver! Chute o balde! Para que a energia positiva flua, é necessário dar o primeiro passo significativo: procure se autoconhecer! Assim, você fica sabendo o que realmente quer, quais são as suas potencialidades, crescer como ser humano. Trazer mais alegria para a sua vida e a dos outros. Transforme-se numa nova pessoa, promova uma virada de 180º graus, permita que o amor penetre em seu coração! Faça com que a sua vida valha a pena! Viva com intensidade todos os momentos, pois eles são únicos... Pequenos diamantes valiosos... Você merece tudo de bom!

terça-feira, 18 de março de 2008

Eu fui lá...


Parque Nacional de Caparaó (MG/ES)

Durante muito tempo, acreditou-se que o Pico da Bandeira, com 2.890m de altitude, era o ponto culminante do Brasil. Seu nome surgiu quando D. Pedro II visitou a região e determinou que fosse cravada uma bandeira do Império no ponto mais alto.

Hoje, sabe-se que o Pico da Bandeira é o terceiro ponto em altitude, mas sua magnitude continua a mesma dos velhos tempos imperiais.

O Parque Nacional da Serra do Caparaó foi criado em 1961 para proteger o Pico da Bandeira, terceiro ponto culminante do Brasil e as muitas nascentes e mata fluvial que o cercam, distribuídos em 26.000 hectares.

LOCALIZAÇÃO
O Parque Nacional da Serra do Caparaó está localizado na divisa dos estados de Minas Gerais (no sudeste) e Espírito Santo (no sudoeste). Pertence aos municípios mineiros de Alto Caparaó e Espera Feliz e aos municípios capixabas de Iúna, Alegre, Dores do Rio Preto e Divino de São Lourenço.Para chegar até lá, a partir de Belo Horizonte (MG) ou Vitória (ES), seguir pela BR-262 e pela MG-111 até Manhumarim e Alto Jequitibá. Daí são mais 11km até Alto Caparaó, que fica a 4km da portaria do parque.





A Cachoeira das Andorinhas. Tudo de bom!!

CLIMA
O clima da região é tropical de altitude, com temperatura média anual entre 19°C e 22°C. De maio a setembro chove menos, sendo o melhor período para caminhadas ao Pico da Bandeira.

ASPECTOS NATURAIS
A característica mais marcante na paisagem da região é o grande desnível do relevo: quase 3.000m em 250km. Entre os altos picos da Serra do Caparaó, o da Bandeira é o culminante. O relevo acidentado deu origem a diversas cachoeiras e riachos.A vegetação dividi-se em Mata Atlântica nas encostas e campos rupestres nas partes mais altas. Encontram-se espécies como samambaias, quaresmeiras, ipês, canelas, palmeiras e jequitibás, entre outras. A fauna é representada por quatis, gambás, cachorros-do-mato, guaxinins, onças-pintadas e o ameaçado mono-carvoeiro, além de aves como a seriema, o gavião, a saracura, o jacu e o papagaio.

ATRAÇÕES
Para quem gosta de caminhadas, este parque é uma ótima opção. Da portaria ao Centro de Visitantes são 6km, passando pelo Vale Verde, a 1.200m de altitude, riachos e piscinas naturais. Estas últimas também são encontradas no Vale Encantado.Belas vistas da região podem ser conseguidas nos mirantes como o do Tronqueira (1.970m) ou da Cachoeira Bonita, que é a maior do parque com 80m. Mas a nelhor vista é obtida do alto do Pico da Bandeira, ponto culminate da Serra do Caparaó (2.890m) e terceiro pico mais alto do Brasil. Para chegar até o topo é preciso percorrer a trilha de 9km, que dura cerca de 4 horas. Muitos optam por subir durante a noite para ver o espetáculo do amanhecer do alto.O parque abre diariamente, das 6h30 às 22h e os ingressos custam R$ 3.

INFRA-ESTRUTURA
O parque possui Centro de Visitantes, alojamento para pequenos grupos e áreas para camping. Alto Caparaó e Alto Jequitibá são as duas cidades mais próximas à portaria do parque que possuem hotéis e pousadas bem equipados.

Contatosl.: (33) 343-1200Zona Rural de Alto Caparaó, Alto Caparaó - MG /CEP 36836-000

101 coisas para fazer antes de morrer


101 coisas para fazer antes de morrer.
:: Adília Belotti ::

O que você faria se soubesse que tem apenas alguns (bem poucos) dias para viver? Com bom-humor e muito senso de aventura, dá para dar respostas incríveis para essa pergunta...
Feche a porta, tire o telefone do gancho, sente diante da tela vazia e dedique os próximos 60 minutos da sua vida a fazer uma lista das 101 coisas que você precisa absolutamente fazer antes de morrer.
Não, não desanime, pois a tarefa é muitíssimo mais difícil do que parece assim à primeira vista... é muito provável que você não chegue na vigésima!
Primeiro porque culturalmente não fomos preparados para sonhar, deixamos para os príncipes encantados e para as fadas madrinhas a dura tarefa de realizar nossos sonhos mais secretos, mais verdadeiros... já reparou como tem gente que até evita ter desejos? “Ah, nem adianta”, “Obrigada, não merecia, gentileza sua”, “Não vai dar, desculpa”, “Dedico este troféu a todos os meus amigos da Austrália que me ajudaram”... e blá blá blá...



Um lado nosso se alimenta das palavras de ordem dos especialistas em comportamento, como assertividade, sucesso e realização... o outro prefere se refugiar das frustrações e do medo do fracasso na mais descarada falsa modéstia... E nem mesmo naqueles momentos soltos antes do sono gostamos de admitir nossas fantasias nada humildes e enxotamos rapidamente as cenas em que aparecemos recebendo a faixa de presidente da república ou cruzando a linha de chegada da Maratona de Nova York ou ganhando o prêmio Nobel... é isso mesmo, e daí? Sonhos são meio megalomaníacos e duvido que aquele nosso ancestral que descobriu o fogo - casualmente, ele teria modestamente revelado para a imprensa da época - não tivesse alguma vez se imaginado fazendo algo grandioso, impactante, extraordinário...

Queremos fazer diferença no mundo, queremos deixar nossa marca, queremos talvez simplesmente ter uma boa história para contar...
Somos da mesma matéria de que são feitos os sonhos, disse Shakespeare, colocando as palavras na boca do sábio Próspero em “A Tempestade”... sim, somos essa mistura delicada e imprevisível de corpo e alma, desejos e culpas, sonhos e realidades...

Mas até a ciência anda nos convidando a usar desse nosso atributo tão humano e dar forma aos nossos sonhos. Mesmo que sejam muito pequenos, ou absurdos, ou ridículos, ou loucos...

E daí essa experiência das 101 coisas que você gostaria de fazer antes de morrer. Em 2003, a BBC de Londres propôs que seus usuários enviassem suas respostas. Foi um sucesso! O site se encheu de desejos como nadar com golfinhos, viajar de balão, ver elefantes em seu habitat natural, ter orgasmos múltiplos, escalar o Everest, conhecer Macchu Picchu... Em 2004, a revista “New Scientist” embarcou na proposta e compilou uma relação famosa pelo fato de que os participantes do desafio eram cientistas. As idéias dessas mentes brilhantes incluem desde dar o próprio nome para uma nova espécie de criatura, até encomendar nitrogênio líquido para preparar o sorvete mais cremoso do mundo!!!!!

Os ingleses, tão comme il faut, parecem adorar a brincadeira e mantém um site só para quem quiser deixar registrados seus desejos. E existem já alguns livros de compilações sobre o tema. Até em português! O livro “101 coisas para fazer antes de morrer”, do artista plástico britânico Richard Home, acaba de ser traduzido e publicado pela Editora Intrínseca. É um livro-manual, divertido e inspirador. Dá para passar horas viajando na imaginação, acredite!
E depois, é mãos à obra e colocar em prática pelo menos algumas daquelas idéias que você conseguiu listar porque a gente afinal só tem garantidos esses poucos anos que compõem nossa vida humana para usufruir desse universo extraordinário que inventaram para nós...

Para navegar e se inspirar- Livro de Richard Horne, 101 coisas para fazer antes de morrer, da Intrínseca;- My 50 things;- A história da pesquisa da News Scientist você lê no jornal inglês The Guardian;- As 50 idéias da pesquisa da BBC inglesa;- E mais um site para você “colar” uma ou outra idéia.

domingo, 16 de março de 2008

A revolução da alma

Texto adaptado de Paulo Roberto Gaefke em seu livro "Decidi ser Feliz"


A Revolução da Alma

Saia da ansiedade, faça uma amizade de AMOR com sua ALMA

Ninguém tem o poder de interferir na sua felicidade, portanto não entregue sua alegria, sua paz, sua vida nas mãos de ninguém, absolutamente ninguém.

Somos seres de luz vivendo uma experiência aqui na terra, e somos livres para viver esta experiência. Somos os únicos responsáveis pelos sucessos e fracassos desta experiência. Esta responsabilidade não pertence a ninguém e também não podemos querer ser donos dos desejos, da vontade ou dos sonhos de quem quer que seja.

Se você anda repetindo muito "eu preciso tanto de você" ou "você é a razão da minha vida" = ALERTA = cuidado = PERIGO. Remova essas palavras e principalmente a ação destas palavras na sua vida. Estas afirmações fazem muito mal ao seu "eu" interior, à sua alma.

A ansiedade e a depressão são o resultado de uma desconexão com as verdades e valores do seu "eu" interior, com a sua alma. A razão da sua vida é você mesmo.

A sua paz interior é a sua meta de vida. Ao sentir um vazio na alma, ou que ainda está faltando algo, mesmo tendo tudo, pare tudo por uns instantes, fique em silêncio, remeta seu pensamento para os seus desejos mais íntimos e busque a divindade que existe em você. Busque as suas verdades e valores internos.

Pare de colocar sua felicidade cada dia mais distante de você. No externo. Não coloque objetivos longe demais de suas mãos. Ou em pessoas e fatos. Perceba somente os seus reais objetivos, aqueles estão ao seu alcance hoje.
Se você anda desesperado por problemas financeiros, amorosos ou de relacionamentos familiares, busque em seu interior a resposta para se acalmar. Você é o reflexo do tudo que pensa diariamente. Pare de pensar mal de você mesmo, e seja seu melhor amigo sempre.

Acredite, a vida nos coloca, amorosamente, diante de uma sucessão de desafios para nos fazer crescer, evoluir. Cada desafio significa uma oportunidade única para experimentarmos nossa disponibilidade para crescer.

Sorrir significa aprovar, aceitar, ser flexível e inteligente. Significa felicitar e agradecer a vida. Então abra um sorriso para aprovar o mundo que te quer oferecer o melhor. Com um sorriso no rosto as pessoas terão as melhores impressões de você, e você estará afirmando para você mesmo, que está "pronto" para ser feliz.

Trabalhe, trabalhe muito a seu favor. Pare de esperar a felicidade sem esforços. Pare de exigir das pessoas aquilo que nem você conquistou ainda. Critique menos, trabalhe mais.

E, não se esqueça nunca de agradecer. Quando você agradece, a energia do "Universo" se instala em você. Agradeça tudo que está em sua vida nesse momento, inclusive a dor.

Nossa compreensão do "universo", ainda é muito pequena para julgar o que quer que seja na nossa vida.

Por fim, acredite que não estamos sozinhos um instante sequer. Você pode, através de uma prece simples e de coração, acionar forças maiores que quaisquer problemas.

Una-se a Deus nos momentos de alegria. Una-se a Ele nos momentos de reflexão. Isto irá garantir uma facilidade maior de contato nos momentos menos alegres. Pense nisso, e seja feliz.

Peça ajuda a Ele, para que cada vez mais você possa perceber a presença e a confiança Dele em você. Tudo o que ele quer é que você cresça. E para isto, basta estar alinhada com a sua alma. Ouvindo o seu coração sobre tudo o que realmente é seu.

sábado, 15 de março de 2008

Repouso absoluto


Repouso absoluto!
:: Rosana Braga ::

Há algum tempo, escrevi um artigo que chamei de “Saindo da concha”. Nele defendi que, em certas ocasiões, a vida nos convida para uma exposição que, mais do que necessária, é como uma oportunidade de brindar o amor.Este é um tempo de se mostrar, de mergulhar de cabeça naquilo que a gente sabe que quer, no sentimento que a gente consegue perceber tão bem, tão gritante e tão forte que o mais inteligente é não fugir e se entregar!

Porém, a vida é cíclica: assim como há um tempo de se expor e arriscar tudo em nome deste sentimento, também chega o tempo de se introspectar e recolher seu coração, ainda que o mesmo sentimento continue pulsando ou que você esteja na mesma relação.

O fato é que, em determinados momentos, a alma precisa de repouso absoluto! Talvez por alguns dias, meses ou até anos. Cada um é que sabe do tamanho do desgaste vivido e de quanto necessita se refazer e se reconstituir. Somente cada um pode avaliar o quanto foi se distanciando de si mesmo em nome do outro, o quanto foi perdendo a direção de sua própria vida em busca de respostas que não são as suas...

Além disso, estar em repouso é um ótimo estado para rever seus desejos e se questionar sobre o que realmente está fazendo de sua vida. Porque algumas vezes a gente simplesmente perde a referência e fica tão confusa que já não consegue perceber o que é que está buscando, para onde está indo, onde quer chegar.

Em princípio, “repouso absoluto” significa uma imobilidade física, um estado inerte do corpo, mas quando proponho repouso absoluto ao coração, falo de uma capacidade que todos nós temos de introverter, fechar os olhos para a recorrente confusão externa e abri-los para a alma, a fim de enxergar o que está obscurecido dentro da gente. Para tanto, precisamos de silêncio interior; precisamos, acima de tudo, de paz!

Porque o que nos conduz a esta necessidade é, geralmente, um encontro, uma relação ou um sentimento que nos rouba a tranqüilidade e consome nossa energia de modo tão nefasto que o que sobra é angústia, aflição e cansaço. E então chega o tempo de nos acolher e, afetuosamente, recolher os pedaços que fomos deixando ao longo do caminho.

Claro que isso não significa negar a vida e se abster do riso e da alegria que podem ser experimentados a qualquer tempo. Há muitas maneiras de estar em repouso, ainda que seja rodeado de amigos e pessoas queridas. Ninguém precisa se trancar no quarto ou viajar para uma montanha do Nepal para oferecer ao próprio coração o mínimo de paz necessária para se recompor.

Mas, sobretudo, é preciso estar só por alguns instantes. É preciso se permitir o descanso, a entrega a si mesmo, até que se consiga perceber quais são os sentimentos que te fazem bem e quais os que te fazem mal. Mais do que isso, descobrir o quanto vale a pena continuar investindo num sentimento quando não há troca!

Afinal de contas, um coração precisa de reciprocidade para completar a dinâmica que nos torna inteiros e felizes de verdade: amar e ser amado!

quinta-feira, 13 de março de 2008

Viver com Sinceridade

Viver com Sinceridade

Por que sentimos tanta dificuldade em sermos verdadeiros? Por que precisamos viver nos escondendo, como se fôssemos seres incapazes de ser aceitos pelo que somos? Por que tantas máscaras, tanto fingimento, tantos sorrisos convencionais, tantas atitudes sem alma, sem coração, sem honestidade? Por que tantas respostas sem qualquer sentido? Por que vivemos na superficialidade, sem conexão com os nossos sentimentos, como robôs que se movimentam por terem sido programados para isso?Acho que a maior dificuldade de viver no mundo, hoje, é esta. Não sabemos ao certo com quem nos relacionamos, pois de um modo geral, as pessoas representam pra nós um papel e nos dizem, muitas vezes, não o que pensam, mas o que acham que gostaríamos de ouvir.Que teatro patético é este, que nos impede de conhecer a pessoa com quem estamos, que nos deixa inseguros, que nos deixa solitários mesmo quando estamos acompanhados?Por que nos ensinaram a não chorar, a não sentir, a não falar a nossa verdade, a encarar o outro como um oponente e não como um colaborador -um ser igual a nós, com medos, inseguranças, necessidades, sonhos, desejos?Acho que só há uma forma de tocarmos a pessoa com quem estamos. Abrindo-lhe o coração e assim, convidando-o a fazer o mesmo. Nada de muito estudado, controlado, medroso. Onde há medo, o amor não entra… Ser quem se é deveria ser o caminho mais fácil de ser trilhado, mas percebo que está se tornando o mais difícil. Porque para tudo existem padrões de comportamento que nos aprisionam. E, novamente por medo, vamos nos ajustando a eles e vamos nos perdendo de nós mesmos. De tal forma, que precisamos reaprender, através de exercícios de meditação e outros, a nos reconhecermos... que coisa estranha!



E depois que partirmos para a nossa pátria espiritual, onde a linguagem não existe, mas a comunicação é feita pelo pensamento, como vai ser? Estaremos seguros, ao nos apresentarmos aos outros espíritos que vamos encontrar, ou ficaremos procurando nos esconder, como estávamos acostumados a fazer por aqui, no planeta? Esta idéia me ocorreu esta semana. Muitos dizem, com relação a alguém que desencarnou – pelo menos descansou! Descansou de que? Se a vida é eterna e nosso próprio espírito também? Continuaremos nossa caminhada, mas sem máscaras... sem figimentos, pois já não cabem na dimensão para a qual iremos. E aí? Enfim, não há como a gente se esconder. É uma mera ilusão acreditar nisto. A dimensão espiritual convive com a material e estamos sendo sempre observados. Continuamente interagimos com irmãos desencarnados, mesmo que não queiramos acreditar nisso. E eles nos lêem os pensamentos e nos vêem energeticamente. Não há como mudar as cores da nossa aura; ela tem os tons de nossos sentimentos e pensamentos. Assim, fingindo, estaremos agindo como crianças imaturas, pois o número dos que nos vêem como realmente somos é muito grande.

O tempo urge, estamos num momento crucial de mudança e transformação na nossa casa planetária, em todos que nos rodeiam e principalmente em nós mesmos. Será que vale a pena desperdiçar minutos tão preciosos, representando personagens que confundem o nosso verdadeiro ser e nos afastam dos outros?

Mentir para quem, por que e com que finalidade? A Verdade é irmã da Beleza, do Amor e da Paz! Cada flor tem sua cor, sua textura, seu odor, seu tempo de vida, seu habitat e sua função. Sejamos flores vivas, cada um de nós um espécime único e que exala por todo o seu ser, o Deus que traz em si. Acho que assim estaremos em nós, conosco, cheios de Amor, cheios de Vida e certamente ocuparemos o lugar que é apenas nosso... sem lutas, sem invejas, sem tanto sofrimento. Apenas sendo...

terça-feira, 11 de março de 2008

Grupo Giramundo

O Museu Giramundo ficará fechado para reforma e reestruturação de seu espaço até o dia 01 de maio de 2008. Até lá, no entanto, os agendamentos para visitas monitoradas podem continuar a ser feitos por telefone ou email.A reforma trará maior ventilação às galerias e modernizará o contato com o público, dinamizando o acesso às informações e reduzindo o número de bonecos expostos. Esta medida visa, além de um melhor aproveitamento do espaço, dar rotatividade às exposições. Além disso, a direção do Museu estuda disponibilizar o acesso às fotos, cartazes, peças gráficas e documentos que também fazem parte do acervo.


O Museu Vivo Giramundo é um projeto do Museu Giramundo em convênio com o Programa Cultura Viva, do Governo Federal. O Cultura Viva, por sua vez, é um mecanismo de articulação, que une e integra os mais diversos empreendimentos culturais do Brasil, por mais distantes que eles estejam uns dos outros. Cada um destes empreendimentos, uma vez inseridos no Cultura Viva, torna-se um Ponto de Cultura. Atualmente, segundo o site do Ministério da Cultura, existem mais de 650 Pontos de Cultura espalhados pelo país - sendo que a meta é atingir os vinte mil pontos, até o ano de 2010.Leia mais sobre o Ponto de Cultura: http://www.cultura.gov.br/programas_e_acoes/cultura_viva/programa_cultura_viva/

O MUSEU VIVO

O Museu Vivo Giramundo funciona no próprio espaço do Museu Giramundo. Tem uma rede de computadores com software especialmente criado para o Programa. Este software é uma espécie de “museu virtual”, contendo as informações, os bonecos, as mostras, as oficinas e a história do grupo, para consulta e pesquisa. É disponibilizado para consulta, na íntegra, o livro “Dramaturgia para a Nova Forma da Marionete”, escrito por Álvaro Apocalypse, além de um boneco do gênero “pantin” para que o visitante possa imprimi-lo e montá-lo. A idéia é que o sofware Museu Vivo Giramundo possa ser acessado em todos os Pontos de Cultura espalhados pelo país.O Museu Vivo Giramundo promove, também, a ação intitulada Agente Cultura Viva, que prevê a capacitação de jovens interessados em trabalhar com cultura. Serão selecionados quatro jovens para trabalhar, em caráter de aprendiz, nos diversos setores do grupo, da oficina à monitoria de visitantes do Museu.

O Giramundo preserva a maior coleção privada de marionetes do Brasil.Aberto em 2001 para abrigar esta coleção, o Museu Giramundo reúne o acervo de bonecos produzido pelo grupo e informações sobre Teatro de Bonecos do Brasil.São mais de 850 bonecos, além de centenas de projetos técnicos originais de Álvaro Apocalypse, estudos de cenografia e figurino e amplo arquivo de documentos e livros sobre Teatro de Bonecos ao redor do mundo.

Giramundo Teatro de Bonecos
Rua Varginha, 245 Floresta - CEP 31110-130
Belo Horizonte - Minas Gerais - Brasil
Tel.: 55 31 34460686


Para contato com a escola: escola@giramundo.org
Para contato com o museu e agendamento de visitas guiadas: museu@giramundo.org
Para contato com o Giramundo: giramundo@giramundo.org
Para orçamentos de espetáculos, exposições e atividades educativas: producao@giramundo.org
Para contato com o Girabrinque: girabrinque@giramundo.org

segunda-feira, 10 de março de 2008

Grupo Corpo (Trem Bão é Coisa Muito Boa)


O Lugar do Corpo

Fundado em Belo Horizonte, em 1975, o Grupo Corpo é uma companhia de dança contemporânea, eminentemente brasileira em suas criações. Sua carreira vem sendo marcada por sucessivas metamorfoses, mas sempre norteada por três preocupações: a definição de uma identidade, vinculada a uma idéia de cultura nacional (com toda a fluidez que isso implica); a continuidade do trabalho, pensado a longo prazo; e a integridade na sustentação de padrões autoimpostos de elaboração.



Seu primeiro espetáculo, Maria Maria, foi um recorde de produção local: percorreu 14 países e foi dançado no Brasil desde 1976 até 1982. Coreografado pelo argentino Oscar Araiz, Maria Maria teve música de Milton Nascimento e roteiros de seu letrista Fernando Brant. O Último Trem, também de Araiz, consolida a primeira fase do Grupo Corpo, acentuada por uma visão particular de dança brasileira.



A fundação do Grupo ocorreu por iniciativa de Paulo Pederneiras, que trouxe para a empreitada seus cinco irmãos e mais alguns amigos. Seus pais cederam a casa onde moravam para ser a sede do Corpo. Paulo Pederneiras, diretor geral, viria depois a assumir também a iluminação dos espetáculos; Rodrigo Pederneiras, que inicia como bailarino, será o coreógrafo de praticamente todos os trabalhos do Corpo a partir de 1981. Dos demais fundadores do Grupo vários permanecem até hoje: Pedro Pederneiras, Carmen Purri, Miriam Pederneiras e Cristina Castilho.


Identidade e renovação


Vistos agora, de trás para frente, fica claro como um balé leva a outro, mas também como o outro reinventa o anterior. E o que este tipo de reinterpretação demonstra é que o Corpo já não é só o nome de uma companhia, mas de um repertório, quase uma tradição. Manter viva essa tradição é a tarefa que a companhia se impõe. Sua identidade se renova exatamente ao ser capaz de mudar. O que garante a sua continuidade é a idéia do que pode ser uma dança brasileira -- como representação e, ao mesmo tempo, um desafio para nossa idéia de nós mesmos.

domingo, 9 de março de 2008

Quando a vida começa??


Quando a vida começa?:: Adília Belotti ::

Perguntaram para um pastor, para um padre e para um rabino quando a vida começa. O padre imediatamente disse: "No instante da concepção". O pastor coçou a cabeça e respondeu: "No momento em que se nasce". O rabino então virou-se e falou: "A vida começa quando os filhos saem de casa e o cachorro morre”...
Adoro essa historinha! Ela desencaminha nossas respostas prontas, sempre tão na ponta da língua e lança um desafio: a vida, a gente inventa, lá pro final da vida... mas quando a vida começa, hein? Será que alguém sabe com certeza?
Houve um tempo, há muito, muito tempo, em que se pensava que as mulheres fabricavam a vida dentro de si, com o seu sangue. Os seres humanos desconheciam o papel dos homens na fecundação. Imaginavam que a interrupção da menstruação durante a gravidez só podia significar que as mulheres usavam esse sangue para fabricar a nova vida. A expressão "sangue do meu sangue" vem talvez dessa lembrança primitiva...
Que resposta dariam esses nossos ancestrais para a pergunta que anda afligindo os 34 cientistas reunidos em Brasília para ajudar o Supremo Tribunal Federal a julgar se a lei que autoriza pesquisas científicas com embriões é ou não constitucional - ou seja - fere ou não o direito à vida. Isso porque o direito à vida é uma das idéias sobre a qual apoiamos nossa civilização: "Todo homem tem o direito à vida, à liberdade e à segurança individual", reza a Declaração Universal dos Direitos Humanos, de 1948.
E é nessa frase tão curtinha que nascem muitos dos grandes problemas da nossa época; entre sujeito e predicado moram pontos de interrogação colossais abertos para discussões sem fim... se a gente não decide quando a vida começa, como protegê-la e garanti-la?
Aborto, eutanásia, pena de morte e, mas recentemente, as pesquisas envolvendo células-tronco e o uso de embriões humanos, são temas que incluem, de alguma forma, uma resposta para essa questão. Uma resposta possível e frágil...
A Lei de Biossegurança foi aprovada em 2005. O artigo 5° da lei fala sobre a utilização de células-tronco obtidas de embriões humanos para pesquisas científicas. É esse artigo que está sendo discutido, porque a Procuradoria Geral da República abriu uma ação alegando inconstitucionalidade da utilização destes embriões. A vida, para todos os efeitos, começa na concepção, religiosos e cientistas concordam sobre isso. O uso de células-tronco tiradas de embriões, ainda que de embriões inviáveis, ou seja, que têm poucas chances de se desenvolver numa gestação, fere o direito à vida... ou não... ou sim, mas... ou talvez...???
Ou, colocando à moda de Aristóteles:É moralmente errado destruir a vida humana
Embriões são seres humanos vivos
Então é errado destruir embriões...Não tem muito como fugir, não parece? E, no entanto.... Quando a lei foi aprovada, em 2005, o médico Dráuzio Varella, um dos convidados ilustres para esse debate, dizia em entrevista publicada no caderno de Educação do portal UOL: "As células-tronco são as únicas com potencial para se transformar em qualquer tecido do corpo, de músculos a neurônios, sendo que cada uma pode se multiplicar em milhões de outras células: nós temos milhares de óvulos já congelados nas clínicas de fertilização que não serão utilizados para mais nada, porque não servem mais para fertilização, mas servem para fazer trabalhos com células-tronco. A questão é jogar no lixo ou permitir que os cientistas usem isso para aliviar o sofrimento humano"...
O mais do que polêmico filósofo, Peter Singer, representante do pensamento Utilitarista, doutrina que atribui o valor moral de uma ação às suas consequências (grosseiramente falando, OK?), propõe que "A vida começa quando existe consciência". Para o pesquisador e professor australiano, considerado pela revista TIME uma das 100 pessoas mais influentes do mundo em 2005, no entanto, a questão nem é saber quando a vida começa, mas quando, em que momento, ela merece ser protegida. Numa palestra na UCLA, ele diz: "Não digo que um embrião não seja humano e vivo e nem que não tenha potencial para se tornar um ser humano completo. Mas isso não é razão suficiente para garantir seu direito à vida. É necessário para isso mais desenvolvimento do que um embrião possui". E explorando até as últimas consequências a idéia, o filósofo, em um artigo sobre a Santidade da Vida, afima: "... o conceito de pessoa é distinto do conceito de membro da espécie Homo Sapiens e é esse atributo de "ser pessoa" e, não, o de ser membro da espécie, que é o mais significativo na hora de determinar quando é errado tirar a vida. Vamos entender que ainda que a vida de um organismo humano comece no momento do nascimento, a vida da pessoa, ou seja, de um ser com um mínimo de autoconsciência, não começa tão cedo”.
Sei que essa é outra história, e que este post está enorme, mas só para você saber que - se levado ao extremo - o pensamento de Peter Singer coloca na mão dos humanos "conscientes" da espécie o destino tanto dos muito jovens quanto dos muito velhos quanto dos ainda não nascidos... brrrrrr, haja responsabilidade!!!!
O Supremo não tem ainda data para tomar uma decisão, mas essa discussão promete mudar a forma de como nós nos definimos e as bases sobre as quais vamos assentar nossos direitos e obrigações daqui para o futuro. Não dá para ficar de fora, é de nós que estão falando...Para saber tudo sobre a primeira audiência pública do Supremo Tribunal Federal relacionada com a Lei de Biossegurança e acompanhar os desdobramentos do debate.
Leia uma entrevista fundamental da dra. Mayana Zatz, pró-reitora de Pesquisas da USP, feita pelo dr. Dráuzio Varella, sobre esse assunto;
No site dos defensores do Utilitarismo, você lê mais artigos de Peter Singer (em inglês);
E no site do professor descobre tudo que ele vem fazendo e as polêmicas que ele anda provocando (em inglês);
No site dos Pro-Life, a foto mais linda do bebê humano, que você viu lá no alto.

sábado, 8 de março de 2008

Rio das Pedras

"Tenho medo que a liberdade se torne um vício"


"Clonando"

Quando li esta frase, escrita em uma camiseta, não consegui ver o autor. Mas achei lindo. Parece meio Gabriel Garcia Marquez, não é? E isso ficou ecoando na minha cabeça. O dia todo. Me perseguindo, me fazendo pensar. Foi porque mal eu li essa frase me identifiquei totalmente com o conteúdo. Afinal, existe coisa mais viciante que a liberdade? Quando a conheci, há um tempo, eu tive medo. Tive medo da própria liberdade e medo de estar sozinha. Mas depois acabei descobrindo que eu nunca estive realmente sozinha. Eu sempre estive acompanhada de mim mesma. E... Quer saber do que mais? Eu gosto da minha companhia. Mas ainda assim tenho medo... Medo de gostar demais de estar sozinha. Dessa liberdade que vicia. Porque, sim, a liberdade vicia. É fácil habituarmo-nos a não dar satisfações. A não justificar os nossos atos e palavras. E custa-me pensar que posso me vir a tornar um bicho do mato. Tenho medo de perder a capacidade de responder às perguntas, medo de me irritar com banalidades cotidianas e medo de não ser mais capaz de dar uma justificação sem me sentir presa.

Ah, querem saber o autor da frase? É um jornalista português chamado Miguel de Sousa Tavares. A frase está no livro Rio das Flores. E o parágrafo inteiro é esse aqui: Tenho medo de uma coisa que tu não temes: que, depois de conhecer a liberdade, de ter viajado e vivido em países livres, não me volte a habituar a viver de outra maneira. Tenho medo que a liberdade se torne um vício, enquanto que agora é apenas uma saudade.

A bula


A bula
"Em 8 de março de 1857, um trágico evento vitimou 129 tecelãs americanas. Dentro de uma fábrica em Nova Iorque onde trabalhavam, essas mulheres foram mortas porque organizaram uma greve por melhores condições de trabalho e contra a jornada de doze horas. Conta-se que, ao serem reprimidas pela polícia, as trabalhadoras refugiaram-se dentro da fábrica. Naquele momento, de forma brutal e vil, os patrões e a polícia trancaram as portas e atearam fogo, matando-as todas carbonizadas."

Para compreender um pouco essa vida, é preciso sempre recorrer à história. O dia internacional da mulher há décadas já virou data comemorativa comercial, ou até mesmo desculpa para tratamentos e flores. Mas muita luta e sofrimento escondem o verdadeiro motivo da comemoraçao. O seu esteriótipo suave e meigo a classifica como sexo frágil. Mas de frágeis, as mulheres nao tem nada. Por isso, para esse dia ficar mesmo especial, me vejo no direito de pedir algo aos homens: um carinho.

Enfrentamos nos dias de hoje um grande período conturbado. Vivemos entremeio aos pensamentos daquela sociedade passada, e às aspiraçoes futuras. A verdade é que nao sabemos mais como agir. O que nos fora ensinado, nao condiz com a realidade; e a realidade é moderna demais para os padroes do passado. E o resultado de toda essa equaçao é uma sociedade confusa e infeliz.

Nao sei se é o meio aonde vivo, ou se é de fato uma epidemia, mas tenho visto um número assustador de mulheres infelizes à minha volta. Nao infelizes à beira de um ataque, mas mulheres mal tratadas. Com todo o peso da palavra. E o remédio para todo esse mal está em vocês, homens de nossas vidas. Deixando de lado um pouco das defesas, gostaria que soubessem que vivemos sim para vocês. Queremos vê-los felizes, cheios de conquistas e sorrisos a cada dia. Entao, por favor, tenham um pouco mais de sensibilidade.

É difícil mas nao é impossível decifrar uma mulher. O mundo masculino, tao prático e viril é praticamente o oposto ao feminino, detalhista e lúdico. Mas fomos criados para coexistir, entao devemos buscar soluçoes para o encaixe. É preciso que saibam que no final das contas, tudo o que queremos é carinho e atençao. E que sejam um pouco mais sensíveis. Sensível que digo nao é abrir a porta do carro e presentear com flores e bombons, mas prestar mais atençao à nossa essência humana.

Nós gostamos de falar. Essa é uma característica nata que vocês vao ter que aprender a conviver. Adoramos ser ouvidas e levadas a sério. Gostamos de dizer o que devem fazer também, acredito que isso advenha do nosso instinto de maes cuidadosas.

Ah, importante dizer que elogios fazem muita falta. Nao basta pensar, tem que verbalizar.
Mostrem-nos que vocês se preocupam com o mundo, e nao somente com as nossas bundas.
E pelo amor de Deus, nao finjam que nao é com vocês. Isso é seriamente irritante. Fingir que nao entenderam ou que nao é com vocês nao remedia nada, pelo contrário, só adia a confusao: uma hora explode.

Outra coisa: essa mania de ter respostas prontas para infindas situaçoes é broxante. Opiniao homens, diversificaçao!

Nos tratem com carinho e docura. Inclusive com o passar do tempo! Nao descontem os seus problemas em nossos ombros, somos facilmente magoadas. Conversem sobre suas vidas, adoramos participar. Entendam as nossas crises de ciúmes, o nosso mundo é muito mais complicado. Temos a péssima mania de imaginar demais, tudo é motivo. Mas nao é por mal, é nosso. Entendam que nao falamos mal de coraçao, falar mal principalmente das outras mulheres nos é simples como mascar chicletes. Dois minutos e está tudo esquecido. Cuidado com os olhares e gestos, somos observadoras natas e ainda temos o tal do "sexto sentido".

Dizemos que nao querendo dizer que sim. Histeria é manha. Nao se assustem, é normal: Acabamos de te conhecer e já imaginamos os nossos filhos, netos, os programas de família, como iremos lidar com os seus defeitos... Nunca, nunca, nunca!!! digam que estamos gordas. Mesmo se dissermos que sim. Se nos acharam bonitas em determinada roupa, digam! Sexo é ótimo, mas não é tudo.

Reservem alguns momentos para nos surpreender. Quanto mais do nada, melhor!
Nao podem as nossas asas, deixem-nos voar. Confiem. A traiçao feminina geralmente tem motivos maiores. Nao gostamos dos presentes, mas da lembrança. Pode ser até uma pedra, uma concha, um retalho... se sentirmos que se lembrou da gente, te amaremos infinitamente.
O namoro é um órgao vivo e ativo, nao relaxem. A conquista é diária. Se estamos reclamando é porque há alguma coisa errada! O nosso mundo é mais sensorial, entendem? O físico deixamos para vocês. Nos digam coisas bonitas, mesmo que de brincadeira. O mundo já é duro demais para vivermos sem boas palavras.

Nao sejam grudentos e baboes. Adoramos o gostinho do desafio. Quando estivermos tristes, nao fujam. Nos ouçam. Mulheres estao sempre em crise, é normal. Mas nao subestime as nossas emoçoes, elas sao verdadeiras.

É difícil essa multi-vida de mulher independente, mae, pscicóloga, amiga, irma, namorada, deusa do sexo, trabalhadora de sucesso... Abrir a porta do carro, mandar flores, pagar a conta, buscar em casa... sao coisas que ficaram para o campo das gentilezas. Nao tem mais o peso do passado. O que a gente precisa mesmo é de um companheiro para todas as horas.

As recomendações sao infinitas. Nao vai dar pra explicar a alma feminina em um modesto texto. Até porque, personalidades sao únicas. A verdade é relativa. Mas se querem agradar verdadeiramente uma mulher neste 8 de março, façam apenas uma coisa: sejam sensíveis, tenham um pouco mais de atençao aos detalhes. Ah, e isso vale para os outros 364 dias do ano, ok?

A recompensa virá.

Podem acreditar, vivemos só para vocês.


Autoria desconhecida por mim

Às vezes do seu lado tem alguém afin...


Sonho Real
Lô Borges
Composição: Lô Borges / Ronaldo Bastos

A Primeira vista
A paixão não tem defesa
Tem de ser um grande artista
Pra querer se segurar
Faz tremer a perna
Faz a bela virar fera
Quando alguém que a gente espera
Quer se chegar
Só de pensar
Já me faz mais feliz
Nem bem o amor começa
Eu já quero bis
Chega e instala a beleza
No mesmo momento. . .Ilusão tão boa
Quanto o astral de uma pessoa
Chega junto, roça a pele
E já quer se enroscar
Lê seu pensamento
Paralisa seu momento
Ao se encostar
Sonho real faz surpresa pra mim
e transe o meu destino com alguém assim
Chega e instala a beleza
No mesmo momento...Felicidade pode estar pelo sim
Às vezes do seu lado
Tem alguém afin
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real
Vem andar comigo
Numa beira de estrada
Desse lado ensolarado
Que eu achei pra caminhar
Vem meu anjo torto
Abusar do meu conforto
Ser meu bem em cada porto
Que eu ancorar
Sonho real
faz surpresa pra mime transe o meu destino com alguém assim
Chega e instala a beleza
Momento de sonho real

quinta-feira, 6 de março de 2008

Explosões


"Não tenho nada a ver com explosões", diz um verso de Silvia Plath. Eu li como se tivesse sido escrito para mim. Também não faço muito barulho, ainda que seja no silêncio que nos arrebentamos.

Tampouco tenho a ver com o espaço sideral, com galáxias ou mesmo com estrelas. Preciso estar firmemente pousada sobre algo - ou alguém. Abraços me seguram. E eu me agarro. Tenho medo da falta de gravidade: solta demais me perco, não vôo senão em sonhos.
Não tenho nada a ver com boate, com o som alto impedindo a voz, com a sensualidade comprada em shopping, com o ajuntamento que é pura distância, as horas mortas desgastando o rosto, a falsa alegria dos ausentes de si mesmos.
Não tenho nada a ver com o que é dos outros, sejam roupas, gostos, opiniões ou irmãos, não me escalo para histórias que não são minhas, não me envolvo com o que não me envolve, não tomo emprestado nem me empresto. Se é caso sério eu me dôo, se é bobagem eu me abstenho, tenho vida própria e suficiente pra lidar, sobra pouco de mim para intromissões no que me é ainda mais estranho do que eu mesma.
Não tenho nada a ver com cenas de comerciais de TV, sou um filme sueco, uma comédia britânica, um erro de adaptação, um personagem que esquece a fala, nada possuo de floral ou carnaval, não aprendi a ser festiva, sou apenas fácil.
Meu mundo se resume a palavras que me perfuram, a canções que me comovem, a paixões que já nem lembro, a perguntas sem respostas, a respostas que não me servem, à constante perseguição do que ainda não sei. Meu mundo se resume ao encontro do que é terra e fogo dentro de mim, onde não me enxergo, mas me sinto. Minto, tenho tudo a ver com explosões.

terça-feira, 4 de março de 2008

Trecho do livro "Divã" de Martha Medeiros


…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.

Eu sei, não precisa me dizer outra vez. Era uma diversão, uma paixonite, um jogo entre adultos. Telvez este seja o ponto. Talvez eu não seja adulta o suficiente para brincar tão longe do meu patio, do meu quarto, das minhas bonecas. Onde é que eu estava com a cabeça, de acreditar em contos de fada, de achar que a gente muda o que sente, e que bastaria apertar um botão que as luzes apagariam e eu voltaria a minha vida satisfatória, sem seqüelas, sem registro de ocorrência? Eu amei a mim mesma naquela verdade inventada.

Não era amor, era uma sorte. Não era amor, era uma travessura. Não era amor, eram dois travesseiros. Não era amor, eram dois celulares desligados. Não era amor, era de tarde. Não era amor, era inverno. Não era amor, era sem medo. NÃO ERA AMOR, ERA MELHOR”

segunda-feira, 3 de março de 2008


Texto de Leo Buscaglia. Retirado do livro Vivendo, Amando e Aprendendo.

“Rir é arriscar-se a parecer tolo.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver.
Mostrar os seus sentimentos é expor a sua humanidade.
Expor suas idéias e sonhos diante do povo é arriscar a sua perda.
Amar é arriscar-se a não ser amado.Tentar é arriscar-se ao fracasso.
Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior perigo na vida é não arriscar nada.
A pessoa que não arrisca nada não faz nada, não tem nada e não é nada.
Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir,
mudar, crescer, viver ou amar.
Acorrentado por suas certezas e vícios, é um escravo.
Sacrificou o seu maior predicado, que é a sua liberdade individual.
Somente a pessoa que arrisca é livre.”

sábado, 1 de março de 2008


Vida é fazer
Todo o sonho brilhar
Ser feliz
No teu colo dormir
E depois acordar
Sendo o seu colorido
Brinquedo de Papel Machê

20 horas de silêncio por dia

20 HORAS DE SILÊNCIO POR DIA Fabrício Carpinejar  Não é hora de brincar. Não é hora de ser irônico. Não é hora de fazer piada. Não...