Já fui de esconder o que sentia, e sofri com isso.
Hoje não escondo nada do que sinto e penso e, às vezes, também sofro com isso, mas ao menos não compactuo mais com um tipo de silêncio nocivo: o silêncio que tortura o outro, que confunde, o silêncio a fim de manter o poder num relacionamento.
Falar o que se sente é considerado uma fraqueza. Ao sermos absolutamente sinceros, a vulnerabilidade se instala. Perde-se o mistério que nos veste tão bem, ficamos nus. E não é este tipo de nudez que nos atrai. Se a verdade pode parecer perturbadora para quem fala, é extremamente libertadora para quem ouve. É como se uma mão gigantesca varresse num segundo todas as nossas dúvidas. Finalmente, se sabe. Mas sabe-se o quê? O que todos nós, no fundo, queremos saber: se somos amados. Tão banal, não? E no entanto essa banalidade é fomentadora das maiores carências, de traumas que nos aleijam, nos paralisam e nos afastam das pessoas que nos são mais caras.
Por que a dificuldade de dizer para alguém o quanto ela é - ou foi - importante? Dizer não como recurso de sedução, mas como um ato de generosidade, dizer sem esperar nada em troca. Dizer, simplesmente.
A maioria das relações - entre amantes, entre pais e filhos, e mesmo entre amigos - ampara-se em mentiras parciais e verdades pela metade. Pode-se passar anos ao lado de alguém falando coisas inteligentíssimas, citando poemas, esbanjando presença de espírito, sem alcançar a delicadeza de uma declaração genuína e libertadora: dar ao outro uma certeza e, com a certeza, a liberdade.
Parece que só conseguiremos manter as pessoas ao nosso lado se elas não souberem tudo. Ou, ao menos, se não souberem o essencial. E assim, através da manipulação, a relação passa a ficar doentia, inquieta, frágil. Em vez de uma vida a dois, passa-se a ter uma sobrevida a dois. Deixar o outro inseguro é uma maneira de prendê-lo a nós - e este "a nós" inspira um providencial duplo sentido. Mesmo que ele tente se libertar, estará amarrado aos pontos de interrogação que colecionou.
Somos sádicos e ávaros ao economizar nossos "eu te perdôo", "eu te compreendo", "eu te aceito como és" e o nosso mais profundo "eu te amo" - não o "eu te amo" dito às pressas no final de uma ligação telefônica, por força do hábito, e sim o "eu te amo" que significa: "Seja feliz da maneira que você escolher, meu sentimento permanecerá o mesmo".
Libertar uma pessoa pode levar menos de um minuto. Oprimi-la é trabalho para uma vida. Mais que as mentiras, o silêncio é que é a verdadeira arma letal das relações humanas.
segunda-feira, 28 de julho de 2008
quinta-feira, 24 de julho de 2008
O ruim das pessoas é que elas podem não corresponder
"Com você, senti que talvez eu não precisasse mais fazer planos, porque senti que estava vivendo de verdade e que uma vez na vida não teria de me esforçar tanto para ser feliz, que podia simplesmente acontecer. Nunca mais algo me magoará tanto quanto a sua reação a essa mesma experiência" (Filme Amor ou Amizade - 2000)


quarta-feira, 23 de julho de 2008
Baile de mascáras

Baile de máscaras! Você já tem a sua?!?
:: Rosana Braga ::
É bem provável que você não tenha apenas uma, mas várias máscaras. Só que, ao invés de usá-las em bailes tradicionais, com data, hora e local apropriados, posso apostar que você usa suas máscaras diariamente, em diversas situações.
Não! Não estou lhe acusando de falsidade ou manipulação. Aliás, não estou falando apenas de você, mas de todos nós. Costumamos usar máscaras por diversos motivos. Mas existe uma razão principal para esta escolha: o medo de sermos inadequados e, conseqüentemente, não-aceitos.
Acontece que, ultimamente, tenho percebido que uma máscara em especial está sendo bastante usada, por muitas pessoas. Este uso generalizado parece ter uma intenção muito positiva. Entretanto, mais do que causar verdadeira alegria em quem a usa e também em quem a vê, estou certa de que tem causado muito mais angústia, vazio e distanciamento do que realmente importa.É a máscara do “eu sou feliz”. Claro que ser feliz é muito bom e creio que realmente existam muitas pessoas felizes neste mundo. Mas me parece que os motivos são outros. Deveríamos nos sentir felizes pelo que somos, por nossa família, pelos amigos de longa data, pelo amor que sentimos por algumas pessoas especiais em nossas vidas. Enfim, parece que deveríamos nos sentir gratos por uma felicidade genuína. Pelo simples fato de estarmos vivos, de termos saúde, de conseguirmos superar dificuldades e termos a oportunidade de nos tornar pessoas melhores por conta disso.
No entanto, a máscara do “eu sou feliz” sustenta um sorriso vazio, um copo de chopp na mão, um cigarro na outra e risadas fáceis demais, sem consistência, sem laços de afeto. A máscara cai perfeitamente bem em baladas, rodas de “amigos” que acabamos de conhecer, departamentos de empresas... mas revela um olhar carente, uma boca triste, um coração sem rumo e solitário quando chega em casa, quando se deita para dormir...Parece que a moda é estar sempre bem, de preferência o melhor da turma. Sem problemas, sem medos, sem grilos ou neuroses.
Algo do tipo sobre-humano, encantador à primeira vista. Faz sentido! Como é que poderíamos nos mostrar fragilizados, falar de dificuldades e compartilhar assuntos mais profundos e humanos se neste momento os amigos mascarados simplesmente desaparecem?
Como é que podemos nos sentir incluídos, parte de um grupo se quando mais precisamos das pessoas elas estão ocupadas demais com suas próprias vidas e morrendo de medo de você? Talvez seja mesmo fundamental o uso de máscaras, senão não suportaríamos a constatação de um mundo abarrotado de pessoas morrendo de solidão e desespero...
Porém, não creio que não haja solução. Não creio que não haja possibilidades. Acredito nas pessoas, sobretudo! Acredito no amor e no desejo real que temos de sermos felizes, sem máscaras.Assim, arrisco-me a afirmar que precisamos mudar nossos desejos, adequá-los e vinculá-los a objetivos mais coerentes. Repetimos o tempo todo: “eu adoro conhecer gente nova, fazer novos amigos”. Gente, eu não tenho absolutamente nada contra conhecer gente nova, mas será que este é um objetivo coerente?
E as pessoas que já conhecemos? Precisamos cativá-las, como ensina a raposa do Pequeno Príncipe. Precisamos nos deixar cativar, aprofundar as relações, criar laços... e isso requer tempo, dedicação, disponibilidade.
Isso requer sentar muitas vezes num sofá, tomar um café, conversar, trocar confidências, falar de coração aberto... isso sim é felicidade. Compartilhar a vida, não de forma superficial e mascarada, mas de maneira mais profunda e humana.
Sugiro que você faça uma lista de pessoas de quem você realmente gosta, com quem você supõe que se sentiria feliz em criar laços. Para cada uma delas, reserve um tempo, fique disponível, faça convites mais íntimos. Um chá, uma festa, um encontro no cinema. Qualquer programa, mas vá de peito aberto, disposto a se doar e a receber o outro. Disposto a cativar e ser cativado.
Assim, de laço em laço, estou certa de que já não precisaremos tanto das máscaras. E ficarão cada vez mais diminuídos dentro de nós sentimentos como medo, solidão, tristeza, desespero, confusão e aflição. E sobrará espaço para a tão urgente e necessária solidariedade. Não seja solitário. Seja solidário!!!
:: Rosana Braga ::
É bem provável que você não tenha apenas uma, mas várias máscaras. Só que, ao invés de usá-las em bailes tradicionais, com data, hora e local apropriados, posso apostar que você usa suas máscaras diariamente, em diversas situações.
Não! Não estou lhe acusando de falsidade ou manipulação. Aliás, não estou falando apenas de você, mas de todos nós. Costumamos usar máscaras por diversos motivos. Mas existe uma razão principal para esta escolha: o medo de sermos inadequados e, conseqüentemente, não-aceitos.
Acontece que, ultimamente, tenho percebido que uma máscara em especial está sendo bastante usada, por muitas pessoas. Este uso generalizado parece ter uma intenção muito positiva. Entretanto, mais do que causar verdadeira alegria em quem a usa e também em quem a vê, estou certa de que tem causado muito mais angústia, vazio e distanciamento do que realmente importa.É a máscara do “eu sou feliz”. Claro que ser feliz é muito bom e creio que realmente existam muitas pessoas felizes neste mundo. Mas me parece que os motivos são outros. Deveríamos nos sentir felizes pelo que somos, por nossa família, pelos amigos de longa data, pelo amor que sentimos por algumas pessoas especiais em nossas vidas. Enfim, parece que deveríamos nos sentir gratos por uma felicidade genuína. Pelo simples fato de estarmos vivos, de termos saúde, de conseguirmos superar dificuldades e termos a oportunidade de nos tornar pessoas melhores por conta disso.
No entanto, a máscara do “eu sou feliz” sustenta um sorriso vazio, um copo de chopp na mão, um cigarro na outra e risadas fáceis demais, sem consistência, sem laços de afeto. A máscara cai perfeitamente bem em baladas, rodas de “amigos” que acabamos de conhecer, departamentos de empresas... mas revela um olhar carente, uma boca triste, um coração sem rumo e solitário quando chega em casa, quando se deita para dormir...Parece que a moda é estar sempre bem, de preferência o melhor da turma. Sem problemas, sem medos, sem grilos ou neuroses.
Algo do tipo sobre-humano, encantador à primeira vista. Faz sentido! Como é que poderíamos nos mostrar fragilizados, falar de dificuldades e compartilhar assuntos mais profundos e humanos se neste momento os amigos mascarados simplesmente desaparecem?
Como é que podemos nos sentir incluídos, parte de um grupo se quando mais precisamos das pessoas elas estão ocupadas demais com suas próprias vidas e morrendo de medo de você? Talvez seja mesmo fundamental o uso de máscaras, senão não suportaríamos a constatação de um mundo abarrotado de pessoas morrendo de solidão e desespero...
Porém, não creio que não haja solução. Não creio que não haja possibilidades. Acredito nas pessoas, sobretudo! Acredito no amor e no desejo real que temos de sermos felizes, sem máscaras.Assim, arrisco-me a afirmar que precisamos mudar nossos desejos, adequá-los e vinculá-los a objetivos mais coerentes. Repetimos o tempo todo: “eu adoro conhecer gente nova, fazer novos amigos”. Gente, eu não tenho absolutamente nada contra conhecer gente nova, mas será que este é um objetivo coerente?
E as pessoas que já conhecemos? Precisamos cativá-las, como ensina a raposa do Pequeno Príncipe. Precisamos nos deixar cativar, aprofundar as relações, criar laços... e isso requer tempo, dedicação, disponibilidade.
Isso requer sentar muitas vezes num sofá, tomar um café, conversar, trocar confidências, falar de coração aberto... isso sim é felicidade. Compartilhar a vida, não de forma superficial e mascarada, mas de maneira mais profunda e humana.
Sugiro que você faça uma lista de pessoas de quem você realmente gosta, com quem você supõe que se sentiria feliz em criar laços. Para cada uma delas, reserve um tempo, fique disponível, faça convites mais íntimos. Um chá, uma festa, um encontro no cinema. Qualquer programa, mas vá de peito aberto, disposto a se doar e a receber o outro. Disposto a cativar e ser cativado.
Assim, de laço em laço, estou certa de que já não precisaremos tanto das máscaras. E ficarão cada vez mais diminuídos dentro de nós sentimentos como medo, solidão, tristeza, desespero, confusão e aflição. E sobrará espaço para a tão urgente e necessária solidariedade. Não seja solitário. Seja solidário!!!
terça-feira, 22 de julho de 2008
Fácil ou difícil

Olha eu aqui de novo, tentando explicar este meu jeito de ser rsrsrs,
(Incrível cara toda vez que nos vemos, tenho que vir aqui pra “me explicar” rsrsrs.)
Vamos lá então né?
Será realmente que quanto mais difícil, mais gostoso...
O que é ser difícil? Tenho de fingir que não quero, mesmo quando quiser?
Tenho de fingir que não gosto, mesmo quando "adoro"?
E se for assim, QUANDO DEVO PARAR DE FINGIR?
Me sinto perdida entre o fingir que não quero para não parecer fácil ou assumir que quero muito e ter perdido por ter parecido fácil demais.
Isto não existe.
Ficamos nós parecendo personagens de filme de comédia. Um corre atrás, o outro foge. Um foge, o outro corre atrás. Quando, na verdade, bastaria que nos permitíssemos aquilo que desejamos, tão somente o que desejamos de verdade, e deixássemos rolar.
Sem essa de que “tudo o que é mais difícil é mais gostoso”.
ISSO É COISA DE GENTE MALUCA!!!
Por que não podemos valorizar o sentimento que flui naturalmente, que vai se mostrando descomplicado, disponível? Por que parece que temos de optar sempre pela dor, pelo conflito, pelo drama que mais nos endurece do que nos amadurece?
Sugiro que apostemos mais no fácil; não porque sejamos incapazes de lidar com as dificuldades. Simplesmente porque certas dificuldades são mesmo inevitáveis.
Porém, outras, são absolutamente evitáveis.
Então, que nos permitamos desfrutar de um sentimento que acontece... e que abandonemos, enfim, essa teimosa mania de querer exatamente aquilo que a gente não pode ter ou dar uma de difícil quando na verdade o que queremos é facilitar o máximo possível, o acesso da pessoa que nos interessa.
Porque na verdade sou fácil sim, mais somente pra quem me interessa MUITO.
(Incrível cara toda vez que nos vemos, tenho que vir aqui pra “me explicar” rsrsrs.)
Vamos lá então né?
Será realmente que quanto mais difícil, mais gostoso...
O que é ser difícil? Tenho de fingir que não quero, mesmo quando quiser?
Tenho de fingir que não gosto, mesmo quando "adoro"?
E se for assim, QUANDO DEVO PARAR DE FINGIR?
Me sinto perdida entre o fingir que não quero para não parecer fácil ou assumir que quero muito e ter perdido por ter parecido fácil demais.
Isto não existe.
Ficamos nós parecendo personagens de filme de comédia. Um corre atrás, o outro foge. Um foge, o outro corre atrás. Quando, na verdade, bastaria que nos permitíssemos aquilo que desejamos, tão somente o que desejamos de verdade, e deixássemos rolar.
Sem essa de que “tudo o que é mais difícil é mais gostoso”.
ISSO É COISA DE GENTE MALUCA!!!
Por que não podemos valorizar o sentimento que flui naturalmente, que vai se mostrando descomplicado, disponível? Por que parece que temos de optar sempre pela dor, pelo conflito, pelo drama que mais nos endurece do que nos amadurece?
Sugiro que apostemos mais no fácil; não porque sejamos incapazes de lidar com as dificuldades. Simplesmente porque certas dificuldades são mesmo inevitáveis.
Porém, outras, são absolutamente evitáveis.
Então, que nos permitamos desfrutar de um sentimento que acontece... e que abandonemos, enfim, essa teimosa mania de querer exatamente aquilo que a gente não pode ter ou dar uma de difícil quando na verdade o que queremos é facilitar o máximo possível, o acesso da pessoa que nos interessa.
Porque na verdade sou fácil sim, mais somente pra quem me interessa MUITO.
quinta-feira, 17 de julho de 2008

“Querido DEUS, eu sei que com sua orientação elaborei este meu plano de vida e inclui nele relacionamentos. Com alguns, devo aprender em seguida finalizar para o crescimento de minha alma; outros, irão me ajudar a descobrir o meu valor e a qualidade das outras criaturas e, finalmente, terei aquele relacionamento no qual amarei e serei amada.
Peço sabedoria e sensibilidade para entender e diferenciá-los e aceitá-los.
Dá-me coragem e a firme intenção para estar pronto (a) e aceitar o carinho e a presença de alguém que o Universo me destinar. Ilumina-me DEUS, para que meu coração e pensamentos possam compartilhar espaço e metas sem restrições, medos ou preconceitos.
Elimina em meu corpo e alma a sensação de perda e de abandono, porque a TUA PRESENÇA será para mim, o refrigério, o escudo e a alavanca para que eu siga meu caminho com alegria e paz.
E que o teu AMOR possa trazer para o meu coração e minha vida, aqueles que me AMAM e querem a minha FELICIDADE.
Obrigado DEUS”.
- *Perfeito*
Peço sabedoria e sensibilidade para entender e diferenciá-los e aceitá-los.
Dá-me coragem e a firme intenção para estar pronto (a) e aceitar o carinho e a presença de alguém que o Universo me destinar. Ilumina-me DEUS, para que meu coração e pensamentos possam compartilhar espaço e metas sem restrições, medos ou preconceitos.
Elimina em meu corpo e alma a sensação de perda e de abandono, porque a TUA PRESENÇA será para mim, o refrigério, o escudo e a alavanca para que eu siga meu caminho com alegria e paz.
E que o teu AMOR possa trazer para o meu coração e minha vida, aqueles que me AMAM e querem a minha FELICIDADE.
Obrigado DEUS”.
- *Perfeito*
segunda-feira, 14 de julho de 2008

Outro dia, ao me despedir de um amigo, disse "até mais". Indignado ele retrucou "até mais não, até sempre". Passei o resto da tarde refletindo sobre aquilo e, eu apaixonado por tudo e movido a doses altas de fé no amor, me abalei ao perceber que estava acreditando em muito, mas me contentando com pouco. Chega de planejar o básico, desejar o mínimo, se contentar com o agora. Quero o sempre, quero o mais, preciso do eterno, mereço o que não encerra, o sem limites! Afinal, essa é a vida merecida por quem, como eu, ainda acredita nas pessoas, no amor, na paixão, em promessas e em um futuro bom. E se mereço, vou buscar. Uma porta se abrirá e se não abrir a gente chuta! Um hora tudo se acerta, continuarei esperançoso e idealista, mas agora sem me satisfazer com o mínimo-necessário. Meu kit é maior, minha cesta não é básica, é máxima e ainda assim falta muita coisa. Exagerado sim, complexo, simples, decidido pelas dúvidas, intenso! Não é assim que tudo deveria ser? É eu sei, é assim que todos gostariam que fosse, mesmo quem não assume. EU assumo, arrisco, me exponho, me atiro, me permito, em suma, "me jogo". No fundo, no topo, no meio, sei que todos esperam pelo "amor da sua vida", eu também. Não sei o que você faz enquanto espera pelo "amor da sua vida", amigo. Ah, mas eu sei que eu vou lutar pelo "amor da minha vida". Se será eterno? Se será por toda a vida? Não sei. A vida não é uma só, eu não sou um só, e os amores podem sim ser da minha vida, pelo menos daquela parte da minha vida que compartilhamos. E esses ou esse amor eu ainda encontro, numa hora, num lugar, num momento, num instante, chamado SEMPRE!
Obrigado, amigos e "até sempre"!
Obrigado, amigos e "até sempre"!
Desabafo de Ruleandson do Carmo às 11:17 http://eusoqueriaumcafe.blogspot.com/2007/11/at-sempre.html
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Nem igual, nem diferente

Todo mundo idealiza o par perfeito. Quem não há idealiza, já idealizou: quer se apaixonar pelo inesperado. Nessa busca, vem aquela dúvida: será que a gente combina? Trezentos beijos, sessenta e cinco trepadas e vinte e duas brigas depois, descobre-se que não, a gente não combina! Há quem diga que os opostos se atraem. Claro, se atraem, se chocam e cada um segue seu rumo, sozinho. O caminho seria então buscar alguém igual? Vamos pensar...Eu acho que não! Eu quero alguém que se seja sim não igual a mim. Que seja até de outro mundo, se preciso. Qual o problema? Se eu quisesse alguém igual eu casaria com o meu espelho, teria menos dor de cabeça e evitaria sofrimentos. Acho que devemos ter alguém que nos complemente, alguém que nos acrescente, que nos desafie, nos motive, supra nossas faltas e carências.
Quer um exemplo? Se eu fosse me resumir em uma palavra, ela seria exagerado: sou romântico, sincero, desastrado, sensível e persistente. Tudo isso elevado ao quadrado. Preciso de alguém assim também? Só se for para morrermos desidratados assistindo ao final de Monstros S.A. da Disney, cegos de tanto ler crônicas e poemas de amor, quebrando a cabeça ao insistir no que não tem mais jeito e após quebrar a casa inteira de tanto tropeçar nos vasos e móveis. Preciso de alguém menos romântico, mais sábio, mais prático, que não chore àtoa, e que saiba concentrar as energias nas coisas certas. É a única forma de eu acrescentar algo a alguém, ser acrescentado e poder ser feliz. Claro que também não posso ser radical e encontrar alguém e me casar com quem ache tudo que eu acredito uma baboseira. O segredo, já dizia Aristóteles, é o meio-termo. Busque, então, alguém que te torne um meio-termo e que você também o faço um meio-termo.
Agora se não quiser, meu caro, fica com o seu espelho mesmo, morra no seu mundinho. Apenas cuidado para o espelho não quebrar e ganhar sete anos de azar, porque, enquanto, isso eu já terei juntado os meus cacos e dado para alguém bem mais valente do que você colar!
Desabafo de Ruleandson do Carmo
Quer um exemplo? Se eu fosse me resumir em uma palavra, ela seria exagerado: sou romântico, sincero, desastrado, sensível e persistente. Tudo isso elevado ao quadrado. Preciso de alguém assim também? Só se for para morrermos desidratados assistindo ao final de Monstros S.A. da Disney, cegos de tanto ler crônicas e poemas de amor, quebrando a cabeça ao insistir no que não tem mais jeito e após quebrar a casa inteira de tanto tropeçar nos vasos e móveis. Preciso de alguém menos romântico, mais sábio, mais prático, que não chore àtoa, e que saiba concentrar as energias nas coisas certas. É a única forma de eu acrescentar algo a alguém, ser acrescentado e poder ser feliz. Claro que também não posso ser radical e encontrar alguém e me casar com quem ache tudo que eu acredito uma baboseira. O segredo, já dizia Aristóteles, é o meio-termo. Busque, então, alguém que te torne um meio-termo e que você também o faço um meio-termo.
Agora se não quiser, meu caro, fica com o seu espelho mesmo, morra no seu mundinho. Apenas cuidado para o espelho não quebrar e ganhar sete anos de azar, porque, enquanto, isso eu já terei juntado os meus cacos e dado para alguém bem mais valente do que você colar!
Desabafo de Ruleandson do Carmo
Declaração de amor funciona...

Declaração de amor funciona. Não é varinha de condão, não faz mágica, mas jamais passa despercebida. Todo mundo, não importa a idade, o sexo ou o estado civil, quer ser amado. Podemos até já ser muito amados, mas queremos mais. Queremos saber que agradamos os outros, queremos receber um lote extra de atenção. É humano: desejamos ser aceitos pelo maior número de pessoas. Quando a gente consegue despertar o amor em alguém por quem também estamos apaixonados, é o reino dos céus. Mas mesmo quando a gente desperta o interesse em quem não nos atrai, ainda assim isso mexe favoravelmente com nosso ego. E esta pessoa deixa de ser um ninguém. Um cara ou uma garota chega perto de você e diz com todas as letras que você é a pessoa mais importante da vida dela, que te ama pra caramba e pede para que, se você um dia achar possível retribuir esse sentimento, mande avisar. Vira as costas e vai embora. Cacilda. Você só vai debochar dessa criatura se for muito tosco. Você sabe como é difícil tomar coragem e abrir o coração pra alguém sem saber se tem alguma chance. E se for para alguém que já tem namorado, mais complicado ainda. Pois alguém enfrentou essa parada e se declarou pra você. Se você o achava um idiota, pense duas vezes: este idiota se amarrou em você, então não deve ser tão idiota assim. Apaixonou-se? Declare-se. Pode dar em nada, mas garanto que você vai ficar na cabeça de alguém o tempo necessário para ele considerar a hipótese.
quarta-feira, 9 de julho de 2008
Laços e Abraços
Aposto que só está faltando fazer o laço!:: Rosana Braga ::
Chega de esperar! Chega de acreditar que haverá uma hora mais segura para criar laços, tornar-se íntimo e oferecer o seu abraço. O que mais pode nos fazer crescer de verdade senão o investimento diário na relação com quem amamos?
Sei que nossa vida é composta por muitas áreas e diversos compromissos. A cada momento trocamos de máscara para corresponder a determinadas expectativas. Na reunião com o chefe, na educação dos filhos, na festa do amigo, na casa da mãe, enfim, máscaras que definem papéis e posturas em cada uma das tantas situações que vivemos. Mas a felicidade, a alegria de viver e o que verdadeiramente nos preenche jamais estarão nas máscaras, e sim na nossa essência. Somos feitos de laços e abraços. Só podemos ser preenchidos com sentimentos, emoções, amor. Nada mais! Criar laços com o outro é entremear seu coração ao dele, é se desnudar e mostrar-se como você é. Sem ter vergonha de rir ou chorar. Apenas sendo você, exatamente do jeito que sabe sentir, pensar e fazer as coisas.
Os laços, embora sensíveis e vulneráveis (pois são feitos de sentimentos humanos), são os pilares que sustentam qualquer relação de amor. Sem laços não há vínculo, não há cumplicidade.
Pessoas estão morrendo de solidão e desespero por um único motivo: falta de laços. Medo de se entregar, de se mostrar e não serem aceitas. Falta de se enroscar no outro através de atitudes de afeto, carícias e cafunés. Laços são emoções fluindo de modo consciente, sabendo-se que é preciso dar para receber. São trocas recíprocas, recheadas de sentimentos.
Pessoas estão sedentas por um toque de carinho de verdade! Daqueles que provocam arrepios na alma, que afloram sensações de aproximação, de acolhimento. Gente precisa de colo que transforme o pH de sua pele e lhes dê uma nova dimensão da vida e do amor!
E os abraços... Ah! Como faltam os abraços, aqueles prolongados, inteiros, coração com coração, palpitações se misturando numa entrega de sentimentos, desejos, medos e sonhos...
Abraçar é se dar ao outro como um conforto, um alento, uma esperança. Abraços mudam a nossa vibração; são capazes de transformar uma vida toda de tristezas e abandonos.
E quantas vezes nos esquivamos de um abraço? Abraçamos cheios de medo e desconfiança, com tapinhas nas costas, com corpos distantes, com pressa para ‘desabraçar’. Morremos de medo de um abraço de verdade, como se pudéssemos nos perder no meio dele. Dormimos com a pessoa que amamos e, muitas vezes, não encontramos espaço ou coragem para nos aninharmos ao longo de todo o seu corpo, como quem, enfim, se entrega e ama completa e definitivamente!Laços e abraços não faltam na bagagem de quem se decidiu, enfim, viver e amar pra valer! De uma forma ou de outra, mais rápida ou demoradamente, gente que é grande no amor tem sempre um jeito especial fazer o laço com quem ama.
Aí está a primeira gritante diferença entre amor de gente grande e amor de gente pequena. O primeiro é feito de intimidade e compromisso. O segundo, de expectativas, egoísmo e máscaras.Porque é fato: só abraça e se deixa abraçar quem está disposto a pagar o preço. O restante, aqueles que resistem teimosamente e não se deixam enlaçar, dá um jeito de se afastar, vai embora aos poucos ou de uma vez; e assim vai se encolhendo em si mesmo sem se dar conta de que a vida não espera, não pára... e cada dia a mais é uma chance a menos...
quarta-feira, 2 de julho de 2008
A verdadeira coragem

A verdadeira coragem não está em vencer todas as batalhas da vida, mas sim em reconhecer que perdas também fazem parte do nosso processo de evolução.
É continuar a caminhada, mesmo a passos lentos, mesmo quando o sol não aparece, as estrelas não brilham e o coração está ferido. Não é acumular inúmeros conhecimentos, mas sim compartilhá-los com todos os que estão ao seu redor, aceitando o grau de evolução de cada um. A verdadeira coragem não está em realizar grandes feitos, mas sim em manter a humildade ao seu lado e se empenhar na realização de simples gestos.
É encontrar a dor e enfrentá-la, derramando lágrimas, mas jamais deixando que a esperança se perca. A verdadeira coragem não está em apenas sair do inferno, mas sim em estender a mão em auxílio de quem lá se encontra. É passar pelas tristezas, sem deixar que o desânimo ganhe espaço dentro de nós.
A verdadeira coragem não é apenas buscar freneticamente pela perfeição, mas sim reconhecer que tudo tem o seu tempo e assim continuar gradativamente realizando a sua reforma íntima. Não é apenas conhecer o Evangelho do Mestre, mas sim colocá-lo em prática todos os dias. A verdadeira coragem não está em vencer o inimigo, mas sim em aprender a perdoar.Não é buscar apontar os erros alheios, mas sim reconhecer os próprios enganos e, em vez de juiz, se tornar um irmão. A verdadeira coragem não é proclamar belos versos, mas sim vivê-los intensamente, praticando o que se diz. A verdadeira coragem não é chegar às estrelas, mas se tornar um farol a iluminar o caminho de quem padece. Não é colecionar talentos, mas sim usá-los em prol da fraternidade que o Mestre tanto exemplificou em Sua vida. A verdadeira coragem não está em assumir tarefas, mas sim em continuá-las, mesmo diante das adversidades que chegarão. Não é sair em busca do amor pelos caminhos que trilharmos, mas sim encontrá-lo dentro de nós e passar a semeá-lo por onde andarmos. A verdadeira coragem não é ocultar um medo, mas sim ter a sinceridade de assumi-lo e buscar o amparo da fé. Não é desbravar novos horizontes, mas ter a sensibilidade de perceber quem está ao seu lado e clama por ajuda. A verdadeira coragem não é almejar se tornar um ser iluminado e de destaque, mas sim ser o humilde trabalhador que realiza com amor qualquer tarefa que o Pai lhe enviou, por mais simples que possa parecer. Não é derramar lágrimas, mas sim não deixar jamais que a fé se apague em nosso íntimo. A verdadeira coragem não está em apenas buscar por respostas, mas sim deixar que a confiança no Pai nos oriente e nos mostre o caminho. É não apenas proclamar belas orações, mas simplesmente deixar que o nosso coração se expresse. A verdadeira coragem não está em apenas buscar o Mestre, mas sim, em enxergá-lo em cada pessoa que cruzar o nosso caminho. Não está na obtenção de glórias mundanas, mas sim no esforço diário do aperfeiçoamento das potencialidades de nosso Espírito. A verdadeira coragem está em se reconhecer filho do Criador e assumir o papel de cooperador em Sua seara. Não é apenas carregar a cruz, mas ter a plena certeza de que venceremos as provas e expiações e assim, continuar seguindo o caminho e mantendo a e resignação diante dos desígnios da Providência Divina. Porque a verdadeira coragem aparece quando temos a plena confiança de que jamais estaremos desamparados e assim continuamos a nossa evolução. Porque ainda há muito a ser realizado, mas com fé e coragem, chegaremos lá...
É continuar a caminhada, mesmo a passos lentos, mesmo quando o sol não aparece, as estrelas não brilham e o coração está ferido. Não é acumular inúmeros conhecimentos, mas sim compartilhá-los com todos os que estão ao seu redor, aceitando o grau de evolução de cada um. A verdadeira coragem não está em realizar grandes feitos, mas sim em manter a humildade ao seu lado e se empenhar na realização de simples gestos.
É encontrar a dor e enfrentá-la, derramando lágrimas, mas jamais deixando que a esperança se perca. A verdadeira coragem não está em apenas sair do inferno, mas sim em estender a mão em auxílio de quem lá se encontra. É passar pelas tristezas, sem deixar que o desânimo ganhe espaço dentro de nós.
A verdadeira coragem não é apenas buscar freneticamente pela perfeição, mas sim reconhecer que tudo tem o seu tempo e assim continuar gradativamente realizando a sua reforma íntima. Não é apenas conhecer o Evangelho do Mestre, mas sim colocá-lo em prática todos os dias. A verdadeira coragem não está em vencer o inimigo, mas sim em aprender a perdoar.Não é buscar apontar os erros alheios, mas sim reconhecer os próprios enganos e, em vez de juiz, se tornar um irmão. A verdadeira coragem não é proclamar belos versos, mas sim vivê-los intensamente, praticando o que se diz. A verdadeira coragem não é chegar às estrelas, mas se tornar um farol a iluminar o caminho de quem padece. Não é colecionar talentos, mas sim usá-los em prol da fraternidade que o Mestre tanto exemplificou em Sua vida. A verdadeira coragem não está em assumir tarefas, mas sim em continuá-las, mesmo diante das adversidades que chegarão. Não é sair em busca do amor pelos caminhos que trilharmos, mas sim encontrá-lo dentro de nós e passar a semeá-lo por onde andarmos. A verdadeira coragem não é ocultar um medo, mas sim ter a sinceridade de assumi-lo e buscar o amparo da fé. Não é desbravar novos horizontes, mas ter a sensibilidade de perceber quem está ao seu lado e clama por ajuda. A verdadeira coragem não é almejar se tornar um ser iluminado e de destaque, mas sim ser o humilde trabalhador que realiza com amor qualquer tarefa que o Pai lhe enviou, por mais simples que possa parecer. Não é derramar lágrimas, mas sim não deixar jamais que a fé se apague em nosso íntimo. A verdadeira coragem não está em apenas buscar por respostas, mas sim deixar que a confiança no Pai nos oriente e nos mostre o caminho. É não apenas proclamar belas orações, mas simplesmente deixar que o nosso coração se expresse. A verdadeira coragem não está em apenas buscar o Mestre, mas sim, em enxergá-lo em cada pessoa que cruzar o nosso caminho. Não está na obtenção de glórias mundanas, mas sim no esforço diário do aperfeiçoamento das potencialidades de nosso Espírito. A verdadeira coragem está em se reconhecer filho do Criador e assumir o papel de cooperador em Sua seara. Não é apenas carregar a cruz, mas ter a plena certeza de que venceremos as provas e expiações e assim, continuar seguindo o caminho e mantendo a e resignação diante dos desígnios da Providência Divina. Porque a verdadeira coragem aparece quando temos a plena confiança de que jamais estaremos desamparados e assim continuamos a nossa evolução. Porque ainda há muito a ser realizado, mas com fé e coragem, chegaremos lá...
20 horas de silêncio por dia
20 HORAS DE SILÊNCIO POR DIA Fabrício Carpinejar Não é hora de brincar. Não é hora de ser irônico. Não é hora de fazer piada. Não...
-
Você já parou para observar como perdemos nossa autenticidade quando estamos interessados em alguém ? Quando é o outro que está interessado ...
-
José Saramago foi um dos maiores intelectuais que nós tivemos nos últimos tempos. Era também um dos maiores críticos da sociedade. Em seu ...
-
Existe uma pessoa que irá lhe derrubar as defesas, ela irá ver além da sua armadura. Alguém que lhe fará sorrir mesmo quando você tenta...