Ilusões
:: Elisabeth Cavalcante ::
É incrível a capacidade que a mente possui de criar fantasias e ilusões acerca da realidade. E uma das áreas da vida em que elas mais se manifestam é, sem dúvida, a da afetividade.
Tenho testemunhado inúmeros casos de pessoas que embarcam em situações inacreditáveis, movidas pela ilusão de que encontraram finalmente a pessoa pela qual tanto ansiaram.
E, por mais que o outro dê sinais de não corresponder a este ideal, elas simplesmente não "enxergam", e continuam vivenciando a fantasia por um longo tempo. Demoram a cair na real e só o fazem depois de experimentar muito sofrimento e, em alguns casos, até mesmo serem vítimas de exploração por parte do outro.
Quanto mais ansiedade cultivam em relação ao encontro da alma gêmea ou do amor ideal, mais fácil se torna de acabarem vítimas deste tipo de fantasia, que as faz projetar em alguém o modelo imaginário.
A carência de amor e nutrição emocional em suas histórias de vida as levam a colocar em outra pessoa a única possibilidade de terem preenchidas suas necessidades afetivas. Como se a alegria, a felicidade e o entusiasmo pela vida só pudessem ser alcançados a partir do exterior.
Esta crença é uma das maiores causadoras da angústia que testemunhamos no ser humano. Somente o despertar do amor próprio e de uma autoconfiança sólida, que nos torne capazes de desfrutar de nossa solitude com serenidade, nos tornará capazes de atrair o amor que tanto desejamos.
Pois quando ele vier, não será uma forma de preencher nosso vazio interno, mas sim, um encontro de seres plenamente integrados em sua interioridade, a usufruir do prazer de compartilhar a vida sem qualquer tipo de dependência.
segunda-feira, 26 de outubro de 2009
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
SAUDADES!!
Saudades
Sinto saudades de tudo que marcou a minha vida.
Quando vejo retratos, quando sinto cheiros,
quando escuto uma voz, quando me lembro do passado,eu sinto saudades...
Sinto saudades de amigos que nunca mais vi, de pessoas com quem não mais falei ou cruzei...
Sinto saudades da minha infância, do meu primeiro amor, do meu segundo, do terceiro,
do penúltimo e daqueles que ainda vou ter, se Deus quiser...
Sinto saudades do presente, que não aproveitei de todo, lembrando do passado e apostando no futuro...
Sinto saudades do futuro, que se idealizado, provavelmente não será do jeito que eu penso que vai ser...
Sinto saudades de quem me deixou e de quem eu deixei! De quem disse que viria e nem apareceu;
de quem apareceu correndo, sem me conhecer direito, de quem nunca vou ter a oportunidade de conhecer.
Sinto saudades dos que se foram e de quem não me despedi direito!
Daqueles que não tiveram como me dizer adeus; de gente que passou na calçada contrária da minha vida
e que só enxerguei de vislumbre!
Sinto saudades de coisas que tive e de outras que não tive mas quis muito ter!
Sinto saudades de coisas que nem sei se existiram.
Sinto saudades de coisas sérias, de coisas hilariantes, de casos, de experiências...
Sinto saudades do cachorrinho que eu tive um dia e que me amava fielmente, como só os cães são capazes de fazer!
Sinto saudades dos livros que li e que me fizeram viajar!
Sinto saudades dos discos que ouvi e que me fizeram sonhar,
Sinto saudades das coisas que vivi e das que deixei passar, sem curtir na totalidade.
Quantas vezes tenho vontade de encontrar não sei o que... não sei onde... para resgatar alguma coisa que nem sei o que é e nem onde perdi...
Vejo o mundo girando e penso que poderia estar sentindo saudades em japonês, em russo, em italiano, em inglês... mas que minha saudade, por eu ter nascido no Brasil, só fala português, embora, lá no fundo, possa ser poliglota.
Aliás, dizem que costuma-se usar sempre a língua pátria, espontaneamente quando estamos desesperados...
para contar dinheiro... fazer amor... declarar sentimentos fortes... seja lá em que lugar do mundo estejamos.
Eu acredito que um simples "I miss you" ou seja lá como possamos traduzir saudade em outra língua,
nunca terá a mesma força e significado da nossa palavrinha.
Talvez não exprima corretamente a imensa falta que sentimos de coisas ou pessoas queridas.
E é por isso que eu tenho mais saudades... Porque encontrei uma palavra para usar todas as vezes em que sinto este aperto no peito, meio nostálgico, meio gostoso, mas que funciona melhor do que um sinal vital
quando se quer falar de vida e de sentimentos.
Ela é a prova inequívoca de que somos sensíveis! De que amamos muito o que tivemos e lamentamos as coisas boas que perdemos ao longo da nossa existência...
Clarice Lispector
Na Sua
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Agora e sempre mais
Eu só quero que você ouça
A canção que eu fiz pra dizer
Que eu te adoro cada vez mais
E que eu te quero sempre em paz
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você caiba
No meu colo
Porque eu te adoro cada vez mais
Eu só quero que você siga
Para onde quiser
Que eu não vou ficar muito atrás
Tô com sintomas de saudade
Tô pensando em você
E como eu te quero tanto bem
Aonde for não quero dor
Eu tomo conta de você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
Eu só quero que você saiba
Que estou pensando em você
Mas te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
E que eu te quero livre também
Como o tempo vai e o vento vem
domingo, 18 de outubro de 2009
O sentido da Vida
"Não sei... se a vida é curta ou longa demais pra
nós,
mas sei que nada do que vivemos tem
Sentido,
se não tocamos o coração das
pessoas.
Muitas vezes basta ser:
colo que acolhe,
braço que envolve,
palavra que conforta,
silêncio que respeita,
alegria que contagia,
lágrima que corre,
olhar que acaricia,
desejo que sacia,
amor que promove.
E isso não é coisa de outro
mundo,
é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta, nem
longa demais,
mas que seja intensa, verdadeira, pura...enquanto
durar....“
sexta-feira, 16 de outubro de 2009
Por que as pessoas entram na sua vida?
Por que as pessoas entram na sua vida?
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".
Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.
Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.
Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".
Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida.
O contrário do Amor
O contrário do Amor
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros
O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.
Martha Medeiros
Ingredientes para o amor: confiança, admiração e respeito!
Ingredientes para o amor: confiança, admiração e respeito!
:: Rosana Braga ::
Fiquei bastante tentada a colocar o título desse texto de Receita de Amor. Acho que ficaria mais interessante, mas infelizmente não acredito em receitas para o amor e estaria começando com a consciência pesada. Então, resolvi dar apenas os ingredientes. A sua receita é você quem cria!
Há faz alguns anos, conversando com uma amiga psicóloga – a Sandra Macedo – ela me disse que um relacionamento só poderia dar certo se estivesse baseado em três sentimentos. Eu, obviamente, imaginei que o primeiro seria o amor e os outros, nem teriam tanta importância. Qual não foi a minha surpresa quando ela citou os três e o amor ficou de fora. Passei bastante tempo refletindo se concordava com o que ela havia dito e somente depois de alguns anos compreendi que, na verdade, aquela era a fórmula do amor. Ou seja, não é possível sentir e principalmente manter-se sentindo amor por uma pessoa caso não a admiremos, não a respeitemos nem confiemos nela!
Mas descobri que cada um de nós, quando usa essa fórmula, obtém o seu próprio resultado, dependendo também da combinação entre o que somos e o que o outro é! Isto é, eu posso confiar, admirar e respeitar um homem, mas nem por isso amá-lo como homem. Posso tê-lo apenas como amigo ou irmão. Mas quando acontece uma alquimia entre a química contida em dois corações, aí sim sentimos o amor pulsar e expandir nossa existência como uma espécie de magia (embora o amor não tenha nada de mágico e sim de sublime)!
Na verdade, o que quero dizer é que existem muitas pessoas que acreditam estar vivendo o amor, quando na verdade estão alimentando algum outro tipo de sentimento muito aquém. Sentem-se tristes, desesperadas, perdidas, angustiadas e insistem em justificar todo esse pavor através da palavra amor... Sentem-se rejeitadas, desmerecidas e enganadas e, ainda assim, acreditam que amam...
Mas se essas pessoas parassem por um instante, se desprendessem desses sentimentos tão dolorosos e respondessem, sinceramente, três perguntinhas, talvez descobrissem e se espantassem com o fato de que não estão vivendo o amor.
Faça o teste! Pense na pessoa que você acredita que ama. Pense na relação de vocês e responda:
1 – você admira essa pessoa? Admira o jeito dela, o caráter, a personalidade, a maneira como ela encara a vida, as atitudes dela diante dos problemas, diante das alegrias, enfim, você admira a alma dessa pessoa?
2 – você confia nessa pessoa? Você acredita que pode contar com ela, pode confiar no que ela diz? Está certo de que ela faz o possível para cumprir o que promete e está disposta a construir uma relação baseada na sinceridade e na verdade, por mais difícil que seja?
3 – você respeita essa pessoa? Considera o que ela pensa, o que ela sente e está disposta a aceitá-la, por mais diferente que ela possa ser de você? Você realmente consegue dar espaço para que ela seja como é, sem tentar o tempo todo fazer com que ela mude o seu jeito, as suas opiniões e o seu comportamento?
É... talvez você se surpreenda com suas próprias respostas. Talvez você descubra que o que sente não é amor, mas capricho, falta de auto-estima, medo de ficar sozinho, conveniência, acomodação... Talvez você descubra que se acostumou com uma relação desgastante e cheia de desentendimentos, mas que nunca se questionou sobre o que realmente quer...
Muitas pessoas preferem acreditar que não têm sorte no amor ou que é preferível ficar numa relação ruim a ficar sozinho, mas na verdade estão apenas com medo de tentar, com medo de sair em busca de um amor intenso, com medo de se livrar de uma pessoa que só lhes faz mal e perder o lugar de vítima!
É bem mais fácil ter argumentos para justificar um amor que não deu certo do que se arriscar a encontrar uma pessoa maravilhosa, companheira, sincera e profunda e ter de lidar com seus próprios defeitos, com suas próprias inseguranças e culpas...
Pois eu sugiro que você não aceite menos, não aceite pouco. Exija o melhor de você mesmo e do outro. Exija respeito, confiança e admiração. Sinta isso pela pessoa amada... Sinta isso, acima de tudo, por si mesmo! E se não puder, pare onde estiver e proponha-se a aprender e se preparar para o verdadeiro amor! Sempre há tempo, mas não demore muito.
quarta-feira, 14 de outubro de 2009
Você aparenta ser o que realmente é?!
Você aparenta ser o que realmente é?!
:: Rosana Braga ::
Se você perguntasse para algumas pessoas (que não lhe conheçam muito bem) como elas definiriam o seu jeito de ser, baseadas na sua aparência, será que a descrição delas seria coerente com o que você realmente é?! Ou seja, no seu trabalho, na rua, nos lugares onde você costuma ir para se divertir e conhecer pessoas (e até possíveis futuros parceiros), as pessoas conseguem ter uma idéia verdadeira de como você é: seu jeito, temperamento, personalidade, etc?
Creio que tal reflexão seja da maior importância, pois quanto mais diferente for a impressão que você passa comparada com o que você tem dentro de si (seus pensamentos, desejos, crenças e valores), mais difícil se tornarão as suas conquistas.
Obviamente, não estou falando das pessoas cujos objetivos estão baseados em mentiras, trapaças ou sabotagens. Estou falando das pessoas sinceras, transparentes e que buscam seus verdadeiros caminhos. Sendo assim, uma vez que o que você aparenta ser é diferente do que você realmente é, surge um conflito interno e algumas dúvidas cruéis.
Provavelmente, uma das questões mais comuns é a seguinte: "Por que será que as pessoas me tratam como se eu fosse capaz de arcar com tantas responsabilidades? Eu também tenho sensibilidade e preciso de ajuda, de apoio, de colo, de compreensão..." E a resposta seria: Porque você, certamente, passa a impressão de ser alguém tão forte que nunca precisa de ajuda!
Outra questão: "Por que será que os homens me tratam como se eu não quisesse nada sério, como se eu fosse tão independente que não precisasse de carinho, companheirismo, romantismo ou relacionamentos estáveis? Eu quero encontrar alguém que me trate como uma princesa..." E a resposta seria: Porque você, provavelmente, passa a impressão de que estar ou não com alguém não faz diferença e que você é auto-suficiente e está muito bem assim!
Resumindo: se o que aparentamos ser não condiz com o que somos, é porque criamos máscaras. E máscaras nada mais são do que defesas. Nos defendemos da possibilidade de sofrermos, de nos magoarmos, de nos entregarmos e não sermos correspondidos. Enfim, criamos máscaras toda vez que, consciente ou inconscientemente, sentimo-nos ameaçados por alguém ou algum sentimento com o qual não sabemos bem como lidar. E, nem sempre, conseguimos perceber, facilmente, que as usamos...
A minha sugestão é que você comece a demonstrar a sua essência. Ou seja, que tente ajustar a sua aparência com o que traz na alma, na mente e no coração, para que possa atrair aquilo que deseja de forma muito mais fácil. Lembre-se que, quanto mais diferenças existirem entre o seu mundo interno e a impressão que você passa para as pessoas, menores serão as chances de que elas tratem você como você realmente gostaria de ser tratada. Sensibilidade e transparência não são sinais de fraqueza. Muito pelo contrário: são sinais de inteligência emocional e possibilitam ótimas conquistas!
segunda-feira, 12 de outubro de 2009
Corra mais riscos

Corra mais riscos
:: Rosana Braga ::
É realmente muito comum deixarmos de fazer coisas importantes durante as nossas vidas porque temos medo de errar, medo de sofrer... mas o que é a vida senão uma aventura maravilhosa que inclui sim os pesares, mas também quantas delícias e surpresas nos reserva?!
Hoje, não tenho a intenção de sugerir atitudes, afinal, cada um sabe melhor que ninguém dos segredos de seu próprio coração. Mas gostaria sim que você refletisse sobre o texto abaixo. Selecionei-o como que para mim mesma, lembrando-me sobre as tantas vezes que tenho medo de arriscar.
Portanto, como tenho me sentido um pouco desanimada nos últimos dias, este texto é, antes de mais nada, um desejo por sua felicidade, um desejo pela minha felicidade... uma demonstração de que todos nós estamos num mesmo barco; alguns dias, somos nós a dar força àqueles que necessitam; outros dias, são os outros a nos dar ânimo e coragem para continuarmos, apesar das dificuldades.
Aproveito a oportunidade para dizer que, aconteça o que acontecer, o importante é o que você vive de bom agora, o que você pode levar na lembrança como a certeza de que um dia, independente do depois, você teve a coragem e o privilégio de arriscar... porque ainda que existam tristezas, a capacidade de tentar sempre nos deixa muitas chances de acertar e ser feliz!
Texto de Leo Buscaglia (meu autor preferido). Retirado do livro Vivendo, Amando e Aprendendo.
Rir é arriscar-se a parecer tolo.
Chorar é arriscar-se a parecer sentimental.
Estender a mão aos outros é arriscar-se a se envolver.
Mostrar os seus sentimentos é expor a sua humanidade.
Expor suas idéias e sonhos diante do povo é arriscar a sua perda.
Amar é arriscar-se a não ser amado.
Tentar é arriscar-se ao fracasso.
Mas os riscos têm que ser corridos, pois o maior perigo na vida é não arriscar nada.
A pessoa que não arrisca nada não faz nada, não tem nada e não é nada.
Pode evitar o sofrimento e o pesar, mas não pode aprender, sentir,
mudar, crescer, viver ou amar.
Acorrentado por suas certezas e vícios, é um escravo.
Sacrificou o seu maior predicado, que é a sua liberdade individual.
Só a pessoa que arrisca é livre.
Quando o amor não ata nem desata

Quando o amor não ata nem desata
:: Rosana Braga ::
Por que algumas pessoas não assumem um relacionamento, mas também não desistem dele? Ou seja, passam os dias alimentando esperanças dúbias, gerando incertezas que estão longe de satisfazer a outra pessoa e fazendo promessas que todo mundo já sabe que não serão cumpridas?
Resumindo, a pergunta que fica no ar, na maioria das vezes, é: se a pessoa não vai embora, é porque gosta. Mas se gosta, então porque não assume e vive a relação com comprometimento, verdade e profundidade?! Assim, muitos homens e mulheres terminam aceitando migalhas com medo de passar fome! Por um lado, sentem-se desrespeitados, subjugados e até usados; mas por outro, têm medo de pôr um ponto final na história e perder a chance de fazer dar certo. Assim, ficam à mercê das atitudes do outro, esperando, esperando, esperando...
Creio que esta questão deva ser analisada por dois ângulos distintos, mas complementares: o de quem está a fim de assumir a relação, mas não encontra reciprocidade; e o de quem está na relação, mas não quer assumi-la e nem desistir dela!
Se você se encaixa no primeiro caso, eu suponho que sentimentos como ansiedade, medo, insegurança, dúvida, mágoa e tristeza permeiem o seu coração. O amor, creio que venha depois!
Também, pudera! Quem ama quer ser amado: isso é questão sine qua non! Quando não existe reciprocidade, outros sentimentos encabeçam a lista dos mais instigados na relação. Então, sugiro a reflexão: vale a pena viver à espera de uma decisão do outro? Vale a pena investir numa relação que parece ser importante para a outra pessoa somente enquanto lhe interessa?
Se, para você, estivesse bom assim, se não fizesse diferença e você se sentisse satisfeito e feliz do jeito que está, não seria eu a levantar nenhuma questão. Mas estou considerando uma situação em que você deseja se comprometer e a outra pessoa, não! Mesmo que tudo seja maravilhoso enquanto dure, que o amor pareça absoluto quando vocês estão juntos, o futuro definitivamente é um tempo que não existe para este relacionamento. E, então, até quando? É melhor insistir ou desistir?
Agora, se você se encaixa no segundo caso, ou seja, se está num relacionamento em busca de prazeres passageiros, de aventuras e sentimentos fugazes, mesmo sabendo que a outra pessoa quer se envolver, quer investir na relação e cobra uma decisão sua, a questão é: por que você alimenta esse amor com expectativas vazias, promessas falsas e atitudes que você já sabe que não vai manter?
Obviamente, as respostas são pessoais e particulares, assim como a decisão e a escolha de cada um cabem somente a cada um. Mas eu diria que o ideal é buscar parceiros que estejam na mesma sintonia e com a mesma intenção que você. Manter um relacionamento sem assumi-lo é sinal de carência e desrespeito para com a outra pessoa. É bem provável que pessoas que se comportam desta maneira estejam sugando o amor do outro para compensar suas próprias inseguranças, carências e seu medo da solidão! Mas, convenhamos, isso é covardia!
Na maioria das vezes, percebo que as pessoas que se encontram em relacionamentos desajustados, com intenções diferentes, de certa forma já sabiam que isso aconteceria e, mesmo assim, insistiram em iniciar uma relação fadada ao fracasso. Fazem isso como que para provar a si mesmas o quanto têm razão quando assumem o papel de vítimas no quesito amor. Ou então, porque não conseguem se valorizar e terminam aceitando menos do que gostariam, menos do que desejariam...
Sofrer por um amor não correspondido é sentir uma dor que remédio nenhum pode aliviar. Portanto, não provocar esta dor no outro e nem aceitar que provoquem-na em você é responsabilidade pessoal, é compromisso de amor consigo mesmo, é demonstração de amor-próprio e sinceridade.
Creio realmente que já esteja mais do que na hora de pararmos de sofrer tanto por amor. O amor é o sentimento que deve nos levar à evolução, que deve nos tornar pessoas melhores. Devemos iniciar uma campanha defendendo o fim da pirataria no amor. Chega de amores falsificados. Queremos amores verdadeiros, sinceros e inteiros!
E se você não estiver pronto para dar ou receber um amor absoluto, que ao menos seja grande o suficiente para assumir sua condição de aprendiz, sem investir em relações para as quais não está disponível, sem viver um amor que não ata nem desata!
20 horas de silêncio por dia
20 HORAS DE SILÊNCIO POR DIA Fabrício Carpinejar Não é hora de brincar. Não é hora de ser irônico. Não é hora de fazer piada. Não...
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Você já parou para observar como perdemos nossa autenticidade quando estamos interessados em alguém ? Quando é o outro que está interessado ...
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José Saramago foi um dos maiores intelectuais que nós tivemos nos últimos tempos. Era também um dos maiores críticos da sociedade. Em seu ...
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Existe uma pessoa que irá lhe derrubar as defesas, ela irá ver além da sua armadura. Alguém que lhe fará sorrir mesmo quando você tenta...






