sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Boa Tarde Meus Caros e Queridos Amigos!!!

Em uma vila não muito distante de nós, há alguns anos, nasceu uma criança no seio de uma simples família. O pai, pensando em abençoar a chegada daquela linda menina, resolveu então convidar as treze principais benzedeiras da cidade para uma feijoada em sua casa. Porém esqueceu-se de convidar uma das mães de santo e, sendo assim, uma das treze ficou de fora, comparecendo um sua casa apenas doze. Durante o almoço, entre uma e outra colher de feijoada, entre um gole e outro de caipirinha e entre um samba e outro, as rezadeiras faziam dedicatórias à recém nascida em forma de orações. Uma dedicou virtude, outra beleza, saúde, prosperidade, felicidade e assim sucessivamente. No momento em que a décima segunda faria sua dedicatória, a décima terceira "feiticeira", aquela que não havia sido convidada por engano, sentindo-se excluída, entra aos gritos na festividade, e , lança um praguejo: "Quando a mocinha completar os seus quinze anos, uma maldição acontecerá e ela caíra morta ao ser picada por um inseto..."
Em pânico, o pai implorava às outras benzedeiras para que retirassem a maldição, mas, era em vão, pois elas entre elas existia um pacto que quando uma desfazia o feitiço da outra, a que desfez perderia todos os seus poderes. Mas a décima segunda poderia minimizar a praga, pois ainda não havia feito a sua dedicatória à menina, então ordenou que, "jamais ela cairia morta pela picada de um inseto, mas sim, adormeceria por muitos e longos anos...E para quebrar aquele feitiço somente um principe encantado conseguiria despertá-la, sem tocá-la."
Essa menina teve uma vida normal como qualquer outra criança, e já no início de sua adolescencia já despertava a cobiça dos homens pela sua magnetizadora beleza. Era morena, de cabelos encaracolados, tinha olhos feito duas uvas verdes, seu nome, Isabela, mas, na vila todos a conheciam apenas como a "Bela". Quando ela já estava próxima de completar os seus quinze anos, o seu pai, que era o líder comunitário do bairro, passou a se preocupar com aquela velha maldição, então reclamou na prefeitura sobre a presença de insetos na vila, logicamente que se precavendo contra o "pseudo-feitiço". Foi então que, durante a sua festa de quinze anos a profecia começou a se cumprir, e seu coração foi flechado, ou não seria picado, por um rapaz que atendia pelo apelido de Mosca. Enquanto seu pai se preocupava em interpretar a profecia ao pé da letra, uma Mosca atacava os sentimentos da Bela. Este rapaz não era nada bom e vivia em conflitos com a polícia e sempre entre bandidos, mas já era tarde demais, o coração juvenil da nossa Bela, já estava tomado de amor. Logicamente que quando o pai percebeu o cumprimento da maldição entrou em pânico, e até tentou proibir o namoro, mas, foi em vão e, a Bela acabou por fugir com sua paixão. O Mosca virou um bandido muito perigoso, diziam até que praticava assaltos à bancos, e assim a família, mesmo sabendo onde era a moradia da Bela, não recebia permissão para aproximar dela, e nem ela queria, a profecia se cumpria a cada instante... Ela estava literalmente enfeitiçada de amor... Era A Bela Adormecida... E por vários anos permaneceu adormercida e o seu reino familiar ficou orfão de sua princesa.
Eis que o mosca foi preso e morto na cadeia, a sina de Bela começava a mudar, e ao voltar ao reino perdido que era o seu lar, foi feito um grande festa para comemorar a sua volta... Mas algo ainda faltava... Ela ainda continuava "adormecida", precisaria de um príncipe que a despertasse do sono, sem tocá-la. Então um dia, durante uma festa na vila, um rapaz calado e tímido chegou discreto, pegou a viola e começou a tocar um belo samba.. E o seu samba tocou o coração da nossa Bela... Que agora não estava mais adormecida... Despertava para um novo e verdadeiro amor. O Samba acordou a nossa bela sem tocá-la fisicamente, e a profecia fez-se verdadeira... Eles se apaixonaram e viveram feliz para sempre, com as bençãos das feiticeiras, das mães de santo, e de todos os orixás da cidade de Salvador onde a história aconteceu.

Um grande Abraço à Todos e um Ótimo Final de Semana!!!

* Parodiando a história da Bela Adormecida em homenagem às várias "Eloá's", que não tiveram a sorte que acordar a tempo e suas vidas foram interrompidas quando acreditavam estar amando alguém... Mas não eram homens, também eram insetos.



A noiva da cidade
(Francis Hime e Chico Buarque)
Ai, como essa moça é descuidada
Com a janela escancarada
Quer dormir impunemente
Ou será que a moça lá no alto
Não escuta o sobressalto
Do coração da gente

Ai, quanto descuido o dessa moça
Que papai tá lá na roça
E mamãe foi passear
E todo marmanjo da cidade
Quer entrar
Nos versos da cantiga de ninar
Pra ser um Tutu-Marambá

Ai, como essa moça é distraída
Sabe lá se está vestida
Ou se dorme transparente
Ela sabe muito bem que quando adormece
Está roubando
O sono de outra gente

Ai, quanta maldade a dessa moça
E, que aqui ninguém nos ouça
Ela sabe enfeitiçar
Pois todo malandro da cidade
Quer entrar
Nos sonhos que ela gosta de sonhar
E ser um Tutu-Marambá


Atenciosamente,

Revisar Serv. Tec. de Seguros Ltda
Cesar Claudier Torres Ribeiro
Tel:(31) 4501-6916 Fax:(31) 4501-6988
E-mail: suporte@revisar.com.br
Site: www.revisar.com.

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