Sabe, eu me acho meio ingênua, crédula e irritantemente otimista . Não sou bobinha, não tenho vocação para Madre Tereza apesar de muita gente acreditar que sim, e até pensarem que vivo num mundo cor de rosa, "acorda, olhe ao seu redor" ouvi está frase outro dia mesmo.
A gente cresce com o tempo e vai aprendendo a desacreditar em tudo que haviam nos ensinado. Lembro da minha mãe dizendo para sempre respeitar os mais velhos, que não podia interromper as pessoas que conversavam nem se meter nas conversas dos adultos. Quando pedir algo, sempre “por favor”, e nunca deixar de agradecer, “obrigada” é o que procuro passar para minha filha hoje. E principalmente: nunca minta, porque “quem fala a verdade, não merece castigo”. Algumas coisas não desaprendi. Continuo respeitando o próximo seja mais velho ou não. Ainda continuo não querendo nada de ninguém. Bom, quase nada. (rsrsrs)
A gente cresce com o tempo e vai aprendendo a desacreditar em tudo que haviam nos ensinado. Lembro da minha mãe dizendo para sempre respeitar os mais velhos, que não podia interromper as pessoas que conversavam nem se meter nas conversas dos adultos. Quando pedir algo, sempre “por favor”, e nunca deixar de agradecer, “obrigada” é o que procuro passar para minha filha hoje. E principalmente: nunca minta, porque “quem fala a verdade, não merece castigo”. Algumas coisas não desaprendi. Continuo respeitando o próximo seja mais velho ou não. Ainda continuo não querendo nada de ninguém. Bom, quase nada. (rsrsrs)
Deixamos de acreditar nas pessoas muito cedo, a gente desacredita na educação das pessoas, no bom senso e respeito. Gente que suja a rua, que desrespeita idosos, trabalhadores ou pessoas humildes. Gente que quer o que o outro tem. Gente que não tem o menor conceito do que é respeito. A gente leva tanta porrada, ou vê tanta coisa acontecendo, que passa a ter medo de conviver com as pessoas. Contudo, de todas as coisas que precisei desacreditar para me proteger, o que mais me desapontou foi ter que desacreditar na verdade. De como fui castigada por dizê-la, e de como já usaram minhas verdades contra mim. Quando somos verdadeiros nos expomos, e ficamos vulneráveis àquelas pessoas que roubam tudo que nos é precioso, porque sabem onde guardamos a chave da porta da frente. De uns tempos para cá, descobri que, às vezes, as pessoas não são tudo aquilo que esperávamos que fossem. Acho que minha mãe conseguiu me ensinar a ser uma pessoa boa. Ela só esqueceu-se de me ensinar a ser esperta. Talvez tivesse esperanças que eu percebesse que tudo muda quando a gente cresce, e que com o tempo eu aprenderia. Mas gosto de finais felizes, mesmo que não seja em Bali. Mesmo que o sonho acabe. O final feliz dessa história é que mesmo no meio de tantas mentiras e frustrações, eu ainda estou aqui, em pé, mesmo que toda machucada, ainda incapaz de roubar alguma chave de porta da frente.
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